David sabia que Helen gostava de Mitologia. Ela era excelente em tudo sobre esse gênero. Sabia sobre qualquer coisa que perguntasse.
Helen limpou a garganta enquanto David a encarava.
Por algum motivo — que nenhum dos dois sabiam —, estavam no jardim do Marquês Duncan.
Mais um leilão literário e lá estavam eles... sozinhos no jardim de rosas brancas.
— Acho que deveríamos voltar, Sr. Debury.
— Pois eu acho que não.
Helen abriu a boca, mas ele continuou antes que ela respondesse.
— Acho que deveríamos passar mais um tempo juntos... sabe, preciso de alguém para conversar sobre minhas anotações de Da Vinci.
Helen brincou com uma rosa que estava ao lado dela.
— Eu posso lhe ajudar outra hora. Não podemos ser vistos sozinhos aqui. Seria escandaloso.
David sorriu.
— O que poderia acontecer?
— No máximo nos casarmos. Acho motivo o suficiente para voltarmos ao salão.
David suspirou e caminhou até ela. Ela se inquietou e acabou espetando o dedo em um espinho.
— Aí!
David ergueu uma sobrancelha.
— Não seria tão ruim, seria? Pense... — Ele pegou a mão dela e levou o dedo espetado à boca. — Poderíamos conversar sem precisar nos esconder...
Ela encarou seu dedo na boca dele e sentiu um arrepio percorrer seu corpo quando ele o tirou.
— Poderíamos nos tocar... — Ele passou os dedos pelo braço dela. — Poderíamos até mesmo...
Helen arfou e encarou os lábios de David e não conseguiu guardar as palavras que dançaram em sua língua.
— Poderíamos até nos beijar.
David ergueu um lado da boca, com um sorriso cúmplice e muito satisfeito.
— Exatamente, mia volpe...
E então a beijou. Suas mãos passearam pelas costas dela até chegarem em sua nuca. Uma ali e uma na base nas costas. Helen se entregou de imediato. Ela precisava daquele beijo. Um beijo de David.
Ele pressionou mais forte sua boca na dela, até que ela abriu um pouco a boca e lhe deu passagem para explora-la com a língua. Ah... A língua de David adorava explorar Helen. Não só sua boca. Ela desejava explorar o pescoço, os seios, a barriga, as costas e...
Ao pensar no lugar mais reservado de Helen, David se enrijeceu. Rugiu entre beijos e pareceu se empenhar mais ali. Sua mão que apertada a base das costas de Helen desceu e apertou seu traseiro, tirando um gemido baixo dela. Helen separou sua boca adormecida e clemente da dela para poder respirar direito.
David aproveitou a deixa para levar sua boca até a curva de seu pescoço. Deus do céu... ele iria matá-la. Ela queria muito que ele a matasse... de desejos e os satisfizesse...
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Contos de uma Lady
RomanceTodo homem que se preze precisa fazer com que sua mulher o ame todos os dias. Elas também não saem por baixo! Seduzem seus amores até que ambos morram de amor um pelo outro. De forma sensual e apaixonante, esses contos lhes mostrarão o quão devassos...
