Eu não sabia se era tarde, noite ou madrugada.
Não sabia se a noite toda havia passado ou só metade.
Eu não estava ciente do tempo que havia perdido na cama, só sabia que David acabou com todas as minhas forças. Minhas pernas ainda tremiam. Meus braços estavam um pouco doloridos e meu corpo ainda sentia as sensações que recebeu durante quase toda a noite.
Eu gemi baixinho, tentando me mexer na cama. Sem sucesso. Eu não tinha forças se quer para bocejar.
Uma brisa leve abriu uma pequena brecha da cortina. Uma bolinha de luz solar atingiu minha bochecha. Quentinho...
—Hmmm...
Eu gemi, tentando acordar.
Meu corpo estava exausto.
Me lembrei do porquê. David havia me ensinado algumas das coisas que ele mais gostava de fazer na cama. Algumas na poltrona, duas ou três em pé... Oh Deus, que vergonha. Mas foi delicioso.
Meu corpo latejava de satisfação e realização.
Estava pesado e lânguido, tentando de alguma forma despertar.
Então desisti. Fosse a hora que fosse, eu poderia dormir por mais alguns minutos.
Até que senti uma movimentação no quarto. Um sorriso grave que fez minhas células se agitarem. Ah, sim, elas já conheciam esse tom. Esse riso e essa sensação de estar sob ataque de algum animal selvagem. Ah sim...
Era ele.
Não consegui abrir meus olhos. Ainda tinha sono. Estavam pesadas, minhas pálpebras. Eu me mexi. Ergui os braços, resmungando.
— Hmmm...
Senti a cama se mexer.
— Tsc! Por que me casei com uma mulher tão, tão linda?
Eu sorri, adormecida, sonolenta.
— Acabei de descobrir que um dos meus desejos mais intensos é saber como age timidamente, sonolenta e surpresa.
Eu estremeci.
Senti suas mãos tocarem meus pés e deslizarem pelas minhas pernas.
— E que não faço questão de lençóis sobre você. A vista é deliciosa...
David se acomodou entre minhas pernas. Beijando minhas coxas. Beijos quentes e suaves. Arrepiando minha pele. Ah Deus.
Seus beijos ficaram mais longos. Ele mordia e lambia a parte interna das minhas coxas. Eu tentei fechar as pernas mas ele passou as mãos por baixo delas e imobilizou meu quadril.
Eu resmunguei, querendo que ele beijasse mais.
Eu não queria abrir os olhos.
Não queria sair dali.
— Que difícil te acordar, mia Volpe.
— David... — Eu arfei, levando minhas mãos até seu cabelo. Macio.
— Ah, está acordada? Então não preciso mais...
Eu puxei seus cabelos para mais perto de onde eu queria. Negando com a cabeça.
— Não...
Ele sorriu sobre minha pele. Senti uma lambida quente e forte onde eu pulsava de desejo. Eu gemi baixinho.
— Não? Então vou ter que me empenhar em acorda-la. Não vou?
Eu assenti. Quase freneticamente.
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Contos de uma Lady
RomanceTodo homem que se preze precisa fazer com que sua mulher o ame todos os dias. Elas também não saem por baixo! Seduzem seus amores até que ambos morram de amor um pelo outro. De forma sensual e apaixonante, esses contos lhes mostrarão o quão devassos...
