Estava caminhando pelo jardim de rosas brancas da residência de Sr. Duncan. Apreciei muito o encontro artístico que ele fez, mas acabei por me sentir um pouco mal e decidi caminhar um pouco. Depois de passar pelas paredes inglesas, aquelas paredes de folhagens e florezinhas, escutei mais alguém caminhando pelas folhas secas.
— Oras, veja só o que encontrei.
Escutei a voz rouca e arrastada de Henry. Me arrepiei.
— A senhorita sempre caminha sozinha pelos mesmos lugares que eu?
Sorri, um pouco nervosa.
— O senhor sempre caminha pelos mesmos lugares que eu?
Ele ergueu uma sobrancelha, divertido.
— Acredito que seja coincidência. Se souber que estará no mesmo lugar que eu, não me atreveria em segui-la. Não sou eu mesmo perto de você...
Minhas bochechas coraram levemente, mas minha postura ainda era a mesma.
— O que quer dizer, Sr. Thantry?
Ele deu mais alguns passos, se aproximando de mim.
— Acho que ao convir, nossas almas desejam uma a outra. Não acha, Srta. Bythan?
Sorri. — Acha que o universo quer que convenhamos? Ao resumo, que sempre iremos nos encontrar por obra do destino?
Ele cruzou os braços.
— Acho.
Foi minha vez de erguer a sobrancelha. Ele continuou:
— Acho que não é apenas nossas almas desejando uma a outra. Também acho que temos desejos carnais um pelo outro.
Arregalei os olhos ao entender as palavras que saíram de sua boca.
— Sr. Thantry, o que é que está insinuando?
Quando deu mais um passo, antes de me responder, prendi a respiração. Porque nossos corpos quase se encostavam e eu consegui sentir mais de perto o cheiro delicioso de canela e hortelã que exalava dele.
Ele passou os dedos nus sobre meu braço, subindo de leve até meu ombro. Senti uma onda quente passar pelo meu corpo e minhas pernas fraquejaram, me fazendo apoiar nele.
Ele sorriu de canto, com o maldito sorriso malandro e tive que fechar os olhos por um momento, porque tive certeza de que se eu não fizesse, me perderia ali eu nunca mais seria encontrada.
Ele abaixou a cabeça e sussurrou. — Desejos carnais muito, mas muito intensos... Desejos que eu quero muito realizar e satisfazer.
Eu sorri. — O senhor pode realizar satisfazer seus desejos com a mulher que quiser.
Apertei seus braços e ele se atreveu a morder meu lábio antes de responder.
— Se não for você, não funciona.
E me beijou. De boca aberta, fazendo sua língua explorar a minha e seus dentes não paravam de me mordiscar... Se fosse para escolher um momento da vida para guardar e reviver, seria esse beijo.
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Contos de uma Lady
Roman d'amourTodo homem que se preze precisa fazer com que sua mulher o ame todos os dias. Elas também não saem por baixo! Seduzem seus amores até que ambos morram de amor um pelo outro. De forma sensual e apaixonante, esses contos lhes mostrarão o quão devassos...
