Sexta feira. 1 dia. Como eu estava? Bem, forte. Mas lá no fundo tinha um certo nervosismo. Ia dar tudo certo. Eu sabia disso, mas sabe, a carne ela gritava. Como de costume nos dias de sexta-feira fui trabalhar nas reuniões de 7 e 10 da manhã ( Eu trabalhava na reunião com o uniforme de colaboradora) . Não iria visitar a Ana hoje. Ontem eu não consegui vê-la. Com aquele acontecimento do senhor que morreu e eu pensei que era ela, acabei nem procurando o quarto dela. Fui embora.
Estava eu chegando na igreja por volta das 6:20, até que quando eu estava na salinha de propósitos o pastor passa e me diz :
_ Obreira, quero conversar com a senhora hoje depois da reunião das 7h. Não precisa trabalhar na reunião hj não, vá assistir e assim que acabar, me procure.
Eu já sabia exatamente o que o pastor queria conversar comigo. Sobre eu não ser mais consagrada. Respirei fundo e disse:
Eu_ Sim senhor.
Sai da salinha de propósitos, tirei o uniforme de colaboradora e fui esperar a reunião começar.
A reunião ocorreu bem, foi muito forte. Ao final da reunião eu não precisei nem procurar o pastor, ele mesmo foi até a mim.
Pastor_ Com licença, obreira, vamos até o meu escritório.
Diz o pastor com sua esposa do lado.
Subimos nós três e chegamos ao escritório. O pastor sentou-se ao lado de sua esposa e eu bem na frente deles.
Pastor_ Tudo bem com a senhora?
Eu_ Sim senhor.
Pastor_ É batizada com o Espírito Santo?
Eu_ Sim senhor.
Pastor_ Sabe porque está aqui moça?
Eu_ Tenho as minhas suspeitas pastor.
Pastor_ Pos é, me diga. Preparada para a sua consagração domingo?
Não era possível. Se o pastor me chamou para me atender é porque ele sabia de algo. E se não era isso, oque era?
Eu não sabia muito bem oque dizer. Respirei fundo e deixei o Espírito de Deus falar por mim.
Eu_ Não senhor pastor.Eu não participarei da consagração.
Pastor_ Por que tomou essa decisão tão de repente obreira? Se é que eu posso te chamar de obreira.
Eu_ Pastor, estou confiando em Deus. Ele me pediu o uniforme e assim eu fiz.
Pastor_ Mas você sabe que essa oportunidade talvez você não tenha mais né?
Eu_ Sim senhor, tenho plena consciência disso.
Pastor_ Já que você diz...
Disse se levantando.
Pastor_ Só tenha certeza jovem se é essa a vontade de Deus. Você tem certeza que foi Deus que falou com você? Será que não foi um pensamento em que o diabo colocou em sua mente?
Naquela hora eu fiquei indignada. Eu que sempre fui muito calma e de poucas palavras me levantei daquela cadeira, olhei para os dois e disse:
_ Pastor, eu tenho mais que certeza que foi a voz de Deus. Eu tenho é convicção de que foi Ele. Eu não preciso de um uniforme pra ser serva de Deus pastor. A minha obediência, o meu temor para com Ele, e o meu amor pelas almas já me faz uma obreira de Cristo. Eu estou confiando em Deus. Confiando em Sua palavra. E o Senhor pastor, com todo o respeito também deveria fazer isso. Com licença.
Sai daquele escritório sem dar a chance deles me responderem. Como já se viu? A cada dia, cada momento acontecia algo que me colocava contra a parede. Provando a minha confiança em Deus.
Fui embora para a minha casa, arrumei tudo e fui descansar. Tinha que estar preparada, fisicamente e principalmente espiritualmente para amanhã.
Amanhã seria o dia em que os médicos iram desligar os aparelhos da Ana. Ela vai acordar, tem que acordar.
VOCÊ ESTÁ LENDO
7 dias
SpiritualAté que ponto você sacrificaria a sua vida por amor de uma alma? Acompanhe a história de Lúcia que está disposta a sacrificar a sua própria vida em favor de UMA alma.
