Epílogo

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POV Christian


- Amor é você? - Ana grita da cozinha.

- Sou. - Respondo já entrando na cozinha e indo abraça-la.

Ana está devorando uma taça com salada de frutas e manteiga de amendoim.

- Conseguiu o contrato com os coreanos? - Pergunta interessada no resultado da reunião de hoje.

- Foi tão cansativo, mas conseguimos.

Ana ri e me beija como uma forma de me parabenizar.
Eu não poderia ter outra companheira de vida que não fosse ela.

- E vocês como estão? - Indago acariciando a barriga de sete meses da minha mulher.

Ana, depois de cinco anos, finalmente amadureceu a idéia de engravidar novamente e agora estamos esperando mais uma princesinha a nossa Sarah.
Teddy ficou extasiado com a notícia de ter mais um irmãozinho mas sua alegria foi embora quando descobrimos que seria uma irmãzinha, entretanto ele se deu conta de que a amaria como ama Ebe e que também precisa protege-la.

Sim. Teddy continua ciumento e protetor, e sempre que acontece algo entre as meninas ele agradece por ter os primos para ajudá-lo.

- Estamos bem. Você já falou com as crianças?

- Ainda não mas...

Somos interrompidos por dois furações entrando na cozinha discutindo por algo.

- Eu vou sim. - Minha filha diz calma e serena embora sua postura séria indique que ela está com raiva.

- Você não vai não. - Grita o irmão mais velho.

Teddy sempre perde o controle quando Ebe o desafia com essa postura.

- Filha, posso saber o que você vai fazer? - Pergunto tentando entender o motivo do impasse.

- Eu vou convidar meus amiguinhos da escola para a minha festinha papai. - Minha linda filha explica como uma mocinha.

Por que sempre me derreto quando ela me chama de papai?
Teddy olha feio para ela que não dá a menor bola pra reação do irmão.

- E eu posso saber o motivo da sua irmã não poder convidar os amigos dela, meu filho? - Ana indaga tranquila enquanto come com ânsia a mistura estranha da taça.

- Porque o amiguinho dela é um babaca que não sai de perto dela o recreio todo. 

Ele se vira para a irmã e continua:

- Eu não quero ele aqui. - Diz ainda com raiva. - Eu tô avisando. - Isso me pareceu uma ameaça.

- Ok! Já chega. - Ana se altera e as crianças a olham espantadas já que não é uma reação comum dela. - Todos para o escritório. Agora. - Diz se levantando e saindo. - Theodore Steele Grey traga a minha taça por favor.

Teddy abaixa a cabeça suspirando e faz o que a mãe ordenou.
Ana e eu nos sentamos nas poltronas, meu filho, cabisbaixo, entrega a taça para a mãe e senta-se no sofá junto da irmã.
Olho pra minha mulher esperando que ela comece o seu discurso. Não vou interferir em nada do que ela vai dizer porque até eu estou farto do comportamento do nosso filho.
Ela mantém seus olhos nas crianças porém apenas Ebe está nos olhando com atenção.

- Theodore! - Ana o chama e ele encolhe os ombros.

Teddy sabe que quando o chamamos assim é porque estamos irritados. Com esforço ele ergue os olhos para a mãe.

- Preste muita atenção no que vou falar agora porque quero que seja algo que você leve para a vida toda. Entendeu? - Teddy assente silenciosamente.

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