POV Leila
- Priquê do céu! Eu acho que deixei as chaves cair no elevador, vou lá olhar. Me espera aqui, tá? - Falo sem dar tempo dela falar e saio correndo.
- Leila? - Corro ignorando o chamando dela - Leila?
Pego o elevador e vou até aquela cretina. Quando as portas se abriram a vagabunda me olha espantada e o meu sorriso sínico cresce automaticamente.
- Olá de novo vagabunda de quinta! - Falo já no balcão da ordinária.
- O que vo-você quer? - É sério que desestabilizei essa criatura?
- Nada demais. Só que você pare de ser a vadia que costuma a ser e passe a se portar como a secretária que é e dê os recados que a Ana está tentando dar a 2 meses.
- Não sei do que você está falando e vadia, vagabunda ou as duas coisas juntas, só pode ser você ou aquela corna asquerosa. - Alguém dá o repeat porque tenho certeza que ela não disse isso.
Respiro fundo e enquanto ela me olha com um ar de deboche. Eu a encaro e com o meu dedo indicador traço uma linha no balcão enquanto me dirijo até ficar frente a frente com essa vagaranha.
Ela se levanta e vai andando de costas. Mantenho meu riso sínico e a encaro nos olhos.
- O quê está fazendo? Não po-pode entrar aq-qui. - Diz com medo e me sinto a tal por estar colocando-a em seu lugar.
- Sabe, você como a secretária do dono de uma empresa como esta, não deveria se referir as pessoas de forma tão rude.
Seguro o seu pescoço e a empurro contra a parede. Aproximo o meu rosto do dela e ela fecha os olhos mas logo em seguida os arregala para mim.
- Nunca mais se refira a Anastasia dessa forma. Quando você apareceu ela já estava com o escroto do seu chefe, então a golpista, prostivagaranha, vadia, filha da puta na história é você. Entendeu?
É óbvio que ela apenas balançou a cabeça, a soltei e ela puxou o ar com as mãos no pescoço, como se isso fosse facilitar a entrada de oxigênio. Me retirei do local indo de volta para frente do balcão, sorri pra ela que me olhava sem acreditar no que havia acontecido.
- Até que foi legal conversar com você, Olivaca. Agora tenho que ir.
Vou para o elevador e o chamo, enquanto ele não chega eu olho para a vagabunda que ainda parece não ter se recuperado. O que é engraçado, por ela ser uma vadia, eu esperava outra reação dela.
- Você é louca! - Ela fala quase num sussurro, mas deu pra entender.
O elevador chegou e eu entrei no mesmo, apertei o botão do térreo com um leve sorriso nos lábios.
- Só um pouco. - Falei, para ela, abrindo o sorriso.
Essa Olivia não me pareceu ser uma mulher sem escrúpulos, ela está mais para um projeto de oportunista. Mas não tem importância. Chego ao meu destino e fui até o carro, a priquê já estava com sangue nos olhos.
- Que demora foi essa? - Pergunta cruzando os braços e batendo o pé a espera de uma boa justificativa.
E não deu outra... Tive uma crise de riso que quase não parava.
- Você nem bem descobriu que vai ser mãe e já está agindo como uma. - Digo já conseguindo controlar o riso.
E ela acaba rindo por ter se lembrado do seu bebê, e assim graças a Deus ela esqueceu da pergunta que havia feito. Fomos para Portland conversando e rindo. É tão bom vê-la rir. Mas ela começou a enjoar e tive que fazer várias paradas.
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Resolvendo o Passado
FanfictionChristian e Anastasia têm um relacionamento curto onde houve entrega da parte dela mas nenhuma da dele. A relação acaba e Ana vai embora levando consigo, sem saber, um pedaço do Christian. Ela refez sua vida, foi difícil mas conseguiu exercer sua pr...
