POV Anastasia
Durante a viagem fui pensando nas voltas que minha vida deu. Seis meses atrás conheci o homem que julguei ser o da minha vida, três meses depois aceitei o seu pedido de namoro que durou apenas três meses e uma semana.
Foi justamente nessa uma semana que comecei a receber vários avisos de que eu estava sendo traída. E para fechar com chave de ouro, há dois dias tive a confirmação diante dos meus olhos.
Não vou mais ficar remoendo este assunto, mas óbvio que vou procurá-lo pra gente conversar, isso se ele ainda quiser falar comigo, caso não queira não haverá problema já que, de qualquer forma, está tudo acabado.
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Estaciono na frente da casa dos meu tios, graças a Deus cheguei, saí do carro e o travei deixando as malas dentro. Não me aguento de saudades.
Estaciono na frente da casa dos meu tios, graças a Deus cheguei, saí do carro e o travei deixando as malas dentro. Não me aguento de saudades. Já fui logo entrando em casa e assim que entrei vi a bagagem dos meus pais ao lado da porta. Não havia ninguém na sala mas escuto um burburinho vindo da cozinha.
- Cheguei! - Grito e espero a reação deles.
Escutei o grito da priquê dizendo que eu cheguei. Ela é a primeira a chegar na sala.
- Priquê! Não acredito! Você veio mesmo. - Leila grita vindo me abraçar.
- Que saudades de você priquê! - Falo recebendo-a num abraço apertado.
Leila é minha prima querida, mais que isso, ela é minha irmã de coração, assim como Hannah. Somos um trio e tanto quando estamos juntas. Meus tios aparecem na sala e em seguida meus pais. Sou recebida como de costume, muitos abraços e beijos. Tia Elena e minha mãe são as primeiras a dizer que estou abatida. Mesmo eu dizendo que estou bem elas insistem que há algo de errado. Percebo que não vou ter outro jeito a não ser conversar com eles. Como os meus pais estão retornando a Seattle então resolvo contar tudo logo. Procuro palavras pra contar tudo temendo a reação dos homens da família.
- Vamos sentar? - Peço e todos se sentam menos eu que fico em pé de frente para os cinco.
- Bom, vocês já sabem que eu procurei uma vaga em todos os hospitais de Seattle mas não consegui. Também sabe que pedi pra ficar aqui por um tempo, mas o que vocês não sabem é que estou pretendendo procurar uma vaga aqui também.
Meus pais arregalam seu olhos e se entreolham, meus tios e priquê estão com sorrisos enormes em seus rostos.
- Por quê? - Pergunta meu pai com uma expressão séria.
- Ana nos conte tudo o que aconteceu. Estaremos do seu lado em todos os momentos. Sabe disso não é? - Assinto respondendo a pergunta da minha mãe.
- Então nos conte o que aconteceu, porque sabemos que não é só pelo estágio. - Disse tia Elena.
Respiro fundo e conto tudo. Conto sobre estar namorando um cara a cerca de três meses sem eles saberem, conto dos avisos, da mudança de comportamento do Christian, sobre a minha desconfiança, sobre o flagra, sobre a tentativa dele de se explicar e do meu desprezo por ele.
Mamãe, tia Elena e Leila estão me olhando com seus queixos caídos. Preciso dizer como foi a reação dos homens protetores e ciumentos da família? Pois é! Foi a pior possível. Papai e tio Taylor passavam um pelo outro esbravejando enquanto andam de um lado a outro da sala. Explico que o tempo será pra eu refletir sobre tudo mas ele não me ouvem.
- Parem vocês dois. - Tia Elena fala mas também é ignorada.
Leila rir dos dois e parece entender tudo que eles conversam pois seus olhos brilham enquanto olha para os nossos pais.
- Calma gente! Por favor! - Eu pedia aos dois, lógico que em vão, enquanto me sentava entre tia Elena e mamãe.
Dava a impressão de que éramos invisíveis. Tio Taylor e meu pai parecem não me ouvir, pois continuam andando de um lado para o outro e conversando entre si.
- Vocês dois, sentem-se agora. Escutem o que a Ana tem a dizer. - Gritou mamãe, farta da situação.
Os dois param onde estão e pela primeira vez nos olham, com suas feições de ira obedecem a ordem dada por minha mãe. No entanto, os olhos de ambos estão direcionados pro chão.
- Olhem pra mim - Peço e eles me atendem. - Está tudo bem. Eu vou conseguir superar. Já superei antes, lembram? Eu entendo que vocês querem me proteger e defender de tudo e de todos, mas isso é problema meu. Por favor não se intrometam nisso. Preciso que vocês me prometam que não vão fazer nada.
- Sinto muito, mas não vou deixar aquele babaca impune. Não adianta. Está decidido. - Papai diz e ele não está de brincadeira.
- É! - Concorda meu tio e, para minha surpresa, Leila também.
Olho de cara feia pra Leila, mas ela se faz de desentendida.
- Eu proíbo vocês, inclusive você Srta. Lincoln. O problema é meu e eu que resolverei. Contei tudo a vocês porque espero contar com o apoio dos que amo. Não quero e nem vou visitar nenhum dos dois em algum presídio, nem mesmo terão meu apoio caso sejam processados.
Vou até eles e me sento no chão de frente pra ambos, e continuo com o meu discurso.
- Pai, tio vocês são os meus heróis. Vocês não podem me proteger a minha vida toda, então por que vocês não me deixam mostrar o que me ensinaram?
Os dois abaixam a cabeça soltando um suspiro forte, depois se entreolharam e só depois olharam pra mim concordando com meu pedido. Eu sorri e os abracei, e os beijei até que os dois estavam rindo comigo, e logo as três mulheres se juntaram a nós.
Respiro aliviada, mas não convencida da mudança dos dois. Eu preciso ficar de olho nesses três, sim porque sinto que a Leila não vai rejeitar um pedido de ajuda dos dois. Mesmo já sendo tarde para meus pais viajarem, eles resolvem ir de qualquer forma. Eu os acompanho até o carro deles, enquanto papai guarda as malas eu converso com Mamãe.
- Mas querida você acha que consegue perdoar e reatar com ele? - Mamãe me indaga.
- Ah! Lógico que o perdoarei. Por mais que ele tenha me machucado, eu me recuso a sofrer por ele. Logo eu supero, você vai ver. Você sabe como sou fácil de desapegar mamãe. Quanto a reatar, aí é bem mais difícil já que depende da confiança que não tenho mais. Mas a única certeza que tenho é que vou ficar bem.
Ela me abraça e diz que sempre irá me apoiar em qualquer situação. Fico feliz com isso. Me despedi dos dois e agora estou na calçada vendo o carro deles se distanciando. Respiro fundo, olho envolta e entro em casa. Esse será meu lar por um tempinho, quer dizer, se eu conseguir trabalho logo. Amanhã mesmo vou em busca emprego. Espero conseguir.
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Resolvendo o Passado
FanfictionChristian e Anastasia têm um relacionamento curto onde houve entrega da parte dela mas nenhuma da dele. A relação acaba e Ana vai embora levando consigo, sem saber, um pedaço do Christian. Ela refez sua vida, foi difícil mas conseguiu exercer sua pr...
