Virou-se, e saiu. Sem sinais de angústia ou adeus. De um modo tão frio E levando os beijos meus.
Nem sequer sussurrou em meus ouvidos como outrora. Notei que não bateu a porta ao ir. De um olhar estranho ouvi um: "estou indo embora". Sem toques, afagos ou simplesmente como costumava sorrir.
Era como se guardasse o tal: "um dia eu regresso" Desconhecendo, talvez, que tudo muda após as decepções E que somos pássaros soltos ao universo Voando e renovando as íntimas emoções.
Se prometeu ser a cura Por que causou-me machucados? Agiu de forma imatura E parece que acredita que é fácil colar os cacos quebrados.
O bom é que a alma aprende a se regenerar E se redesenha com mais cor. Consegue se permitir e aos poucos se amar E enxergar o próprio valor.
Toda vez que alguém silencia Eu recordo da sua voz calada Numa sintonia melancólica, vazia Soltando vestígios de "tchau" na estrada.
Busco esquecer o nosso tema O perfume de seu corpo sedutor E não pensar em qualquer telefonema Que leve-me a ter um pesadelo de dor.
Se vier com a aura partida Não imagine novamente que irei te sarar. Lembre-se da sua ardida ida E de quando me fizestes chorar.
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