Im Da-som nasceu destinada a uma coisa: o ritual de estrangulamento.
Isolada de tudo e todos, ela vive seus dias se entretendo com livros, jogos, pinturas e suas rápidas fugas ao jardim da casa a meia noite.
Em uma dessas fugas, conhece o novo jard...
O gif q eu queria usar n era esse, mas o site n ta abrindo então é aquele ditado:não tem tu vai tu mesmo. Boa leitura
Eu alterei a lenda pq a original é triste.
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A pintura estava pronta, e Da-som não podia se sentir mais orgulhosa. Quando Sohyun entrou com o café da manhã, encontrou uma Da-som suja de tinta.
- Meu Deus você já está toda suja, e são oito horas apenas!
Da-som sorriu, sentando à pequena mesa de madeira velha, que já estava bamba, e começou a comer uma maçã que Sohyun havia trazido.
-Olhe. Este quadro é para Jisoo, dê para ela e diga que desejo melhoras!
- Você é tão fofa, Som! - Sohyun apertou as bochechas de Da-som, que apenas deu tapinhas fracos na amiga, tentando se soltar para voltar a comer.
- Acho que vou pintar um para Dong-sun.
Sohyun sentou na cama, olhando curiosa para a amiga.
-E quem seria Dong-sun?
- Meu amigo do jardim.
Sohyun semicerrou os olhos.
- Amigo? Tem certeza?
Da-som atirou um pedaço de maçã na cara de Sohyun, que fechou os olhos ao sentir a fruta atingir sua bochecha. Em seguida, os abriu novamente e fez um som de indignação.
- Por que fez isso?
- Para você parar de falar bobagens. -Da-som sorriu, voltando a comer.
Ela estava animada. Começou a pintar no início da tarde. Por algum motivo, enquanto ela pintava, lágrimas caíam. Ela simplesmente se sentia emotiva quando lembrava da cena. Dong-sun e ela juntos, sentados na beira do lago, com milhares de vagalumes ao redor. Talvez devesse escrever uma carta para acompanhar a pintura? Sim! Com certeza deveria fazer isso.
Da-som fez uma pausa ao ver a pintura quase pronta e secou as lágrimas. O que poderia escrever?
Talvez uma carta explicando a pintura e dizendo que se sentia grata por serem amigos? Que ele era uma pessoa maravilhosa? Que ela não se imaginava sem ele?
Da-som parou no meio do quarto arregalando os olhos. O que havia sido isso? "Que ela não se imaginava sem ele?" Desde quando esses pensamentos a rondavam?
Parecia que quanto mais pensava nele, mais as coisas ficavam estranhas. Seria isso...amor?
Não! Impossível. Da-som apenas nunca teve um amigo homem. Era normal. Completamente normal que se sentisse desse jeito. Estava confundindo as coisas. Com certeza.
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- Estou pintando um quadro para você! - Foi a primeira coisa que Da-som disse ao encontrar Dong-sun embaixo da árvore deles.
Ah, não. Árvore deles? Da-som sacudiu a cabeça e viu Dong-sun erguer uma sobrancelha.
- Um quadro? Mas não é meu aniversário.
- Eu sei, só... senti que deveria fazer isso para lhe agradecer. Aliás, considere como um presente de aniversário adiantado! - Ela se sentou ao lado dele.
- Mas só faço aniversário em setembro, não é muito cedo? - Dong-sun apoiou os braços nos joelhos de suas pernas, que estavam dobradas.
- Bem... por que pergunta tanto? Fique feliz apenas! - ela resmungou, suspirando fundo.
- Então... tenho que te dar um presente também! - ele falou animado.
- Não precisa... - ela começou a falar, mas foi interrompida.
- Precisa sim. Quando é seu aniversário?
- Em março... - ela sussurrou.
- Ótimo! Não está tão longe, então fica menos estranho. - Ele sorriu.
Ela tentou sorrir, mas não conseguiu. Deveria ficar feliz, receberia um presente de aniversário. Assim, poderia comemorá-lo antes de sua morte. Isso a lembrava de algo. Havia menos de um mês agora.
O tempo passava rápido. Os dias pareciam acabar em um piscar de olhos.
Ela começou a chorar, e se sentiu ridícula e muito mal, porque em todos os encontros com Dong-sun se sentia triste, sendo que deveria ficar alegre por estar com ele.
- Oh, por que chora agora?
Da-som se assustou ao ver ele ficar na frente dela. Estava tão próximo. Ela conseguiu sentir seu perfume.
- Já ouviu falar da lenda de edelvais? - ele perguntou, e ao ver Da-som negar, Dong-sun sorriu e continuou. - Diz a lenda que uma mulher, chamada de Dama do Gelo, vivia numa montanha sozinha. Ela estava destinada a ficar lá, a menos que um homem escalasse a montanha e beijasse sua mão. Mas a montanha era perigosa, então ninguém se arriscava. Até um dia um rapaz decidir escalar. A dama acompanhou a jornada do rapaz, e quando ele chegou ao topo da montanha e beijou a mão da Dama, ela chorou de felicidade. As lágrimas tocaram o chão, e ali brotaram flores únicas.
Ele a olhou, secando as lágrimas de Da-som com a mão delicadamente.
- Então, Soyeon, não aceito que chore, a menos que seja de felicidade, assim suas lágrimas se tornarão flores.
Ela piscou, olhando profundamente para Dong-sun, que sorriu e voltou a se sentar. Da-som continuou na mesma posição, e aconteceu justamente aquilo o qual havia achado bobo.