O Ano Novo Lunar Chegou

84 21 27
                                        

É minha gente, estamos pertinho de concluir essa história 😭😭😭

Boa leitura!
E fiquem em casa
Caso tenham dificuldade em imaginar o hanbok da Da-som, é esse:
A saia é toda branca!

🔸️hanbok: roupa tradicional coreana🔸️jeogori:blusa do hanbok🔸️ chima: saia do hanbok                                      ▶️

Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.

🔸️hanbok: roupa tradicional coreana
🔸️jeogori:blusa do hanbok
🔸️ chima: saia do hanbok
    
                                 ▶️

Os dias passaram rapidamente. Tinha a impressão que o mundo queria que ela morresse.

Nesse meio tempo, Da-som tentou pintar para se distrair,  além de escrever cartas destinadas a Sohyun e Dong-sun. Ela esperava que um empregado bom as achasse e entregasse para eles.

Da-som às vezes preferia passar o dia todo dormindo, pelo menos assim conseguia sonhar e fugir daquela prisão. E bem, todos seus sonhos a levavam a Dong-sun.

Ela olhou para o presente que ele havia lhe dado. Sentia a falta dele, das conversas que tinham. Se pudesse ficar apenas o olhando, mesmo que de longe, ficaria feliz.

Amanhã. Seria amanhã o ano novo lunar.

Da-som sentou-se na cama, pensando no que havia acontecido naqueles dois meses. Ela tinha conhecido o amor da sua vida, e então o perdido. Tinha visto seu pai e falado com ele. Cogitou fugir, apenas por um momento, e ir embora, esquecendo de todos.

Ela se deitou, cobrindo os olhos com o braço, sua boca automaticamente se curvando para baixo, e então ela simplesmente  gritou, gemeu, soluçou. Ela despejou tudo o que havia guardado nos últimos tempos. Tudo desde que descobriu que estava destinada a morrer.

Sua vida não podia ser pior. Bem, na verdade talvez pudesse ser, mas ela não queria pensar nisso.

Da-som abraçou seu travesseiro e fechou os olhos, imaginando que era Dong-sun ali, retribuindo seu abraço e dizendo que tudo ficaria bem.

Então ouviu uma voz e uma batida fraca na porta.

Da-som se sentou na cama, esperando para ver se aquilo era real ou tinha imaginado. E então, aconteceu de novo, e ela reconheceu aquela voz.

- Sohyun? - ela perguntou em um sussurro quando chegou até a porta.

- A própria. Como você está? - A voz saía abafada.

- Bem. - Ela mentiu. - E você? O que aconteceu?

- Seu pai me colocou como empregada pessoal de sua mãe. Ela não deixou que eu me saísse do lado dela. Não consegui vir antes, perdão.

- Tudo bem. Ao menos você não perdeu o emprego.

- Da-som, precisa me ajudar e fazer algo.

- No quê?

- Pegue a carta que você escreveu para Dong-sun e me dê, vou entregá-la para ele.

Da-som olhou para a estante de livros, onde ela guardava todas as cartas escritas. Era uma boa ideia? Não sabia, mas precisava arriscar.

Ela caminhou, tentando não fazer barulho com medo de que a ouvissem. Pegou cuidadosamente a carta colocada entre os livros e voltou até a porta, se agachando e passando a carta pela fresta que havia.

- Você acha que ele lerá? - ela indagou.

- Bem, eu vou obrigá-lo a ler. Nem que eu dê uns tapas nele antes. Agora preciso ir.

- Sohyun, espere. - Da-som pediu.

- Sim?

- Senti sua falta.

Por mais que não pudesse ver Sohyun, sabia que a mesma estava sorrindo.

- Eu também. Até amanhã.

Da-som voltou para a cama e se deitou novamente, fechando os olhos, mas a ansiedade não a deixava dormir.

Ela realmente esperava que Dong-sun aceitasse ler a carta.

                                  ⏩

Da-som não se sentia bem. Ela não sabia explicar, mas diversos sentimentos a preenchiam naquele momento. Na verdade, ela sabia porque estava assim.

Era o dia do ano novo lunar.

A empregada havia trago o café da manhã e o almoço, mas ela não tocou em nada. Estava sem fome.

Sentia como se fosse um robô. Passou o dia sentada na cama, apenas olhando para um lugar aleatório.

Seu último dia viva. Deveria fazer algo, se despedir das coisas que gostava talvez.

Da-som ficou de pé, andando até sua estante repleta de livros. Tocou em cada um, sorrindo ao lembrar das histórias que tinha lido.

Olhou para a penteadeira e não pôde evitar de pegar o presente de Dong-sun. Ela tocou na lua que decorava o acessório, e então seus olhos foram parar na pintura que havia feito. Era para ela estar com Dong-sun.

Seus olhos se encheram de lágrimas e seus lábios formaram uma linha, tentando impedir que se curvassem para baixo.

Ela ouviu a porta ser aberta e virou a cabeça, vendo a empregada com roupas em suas mãos. Seu hanbok para hoje.
Era irônico que em sua vida inteira sempre teve apenas dois, mudando poucas vezes, só quando já não a serviam, de modo que ficassem extremamente apertados. Mas ali estava, seu jeogori e sua chima, novos para serem usados justamente no pior dia de sua vida.

- Não são lindos? - A empregada perguntou timidamente.

- Não. - respondeu secamente Da-som.

A garota fez uma cara demonstrando confusão.

Da-som admitia que a roupa era bonita. As cores a lembravam o céu diurno. Seu jeogori consistia em tons de azul claro e pequenas flores brancas o decorando, e sua chima a lembrava as nuvens, branca sem nenhum detalhe. Mas o fato de que usaria aquilo apenas para morrer fazia com que ela o achasse horrendo.

Ela vestiu o hanbok com a ajuda da criada, e então se olhou no espelho por alguns segundos, em seguida caminhou até a penteadeira e pegou o acessório que tinha ganho, prendendo parte de seu cabelo com o mesmo.

Ela manteve a mão sobre o prendedor por um instante, e depois virou às costas para o espelho. Não suportava ver aquela roupa.

Da-som fechou os olhos, e mentalmente, se despediu das pessoas que amava.

                                  ⏸

Prox. Cap será narrado pelo Dong-sun!

Até a próxima 🙋‍♀️🙋‍♀️

Se gostou comente e vote, por favor

Edelvais Histórias para pegar e não largar. Descubra agora