Capítulo treze

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Nota do autor:

Olá gente, capítulo fresquinho pra vocês. Eu sei que ando negligenciando essa fic e as outras, me desculpe por isso, eu literalmente não faço nada além de estudar no dia a dia e ainda assim não tenho tempo, principalmente numa época de crise dessa.

Obrigado a aqueles que adicionaram na biblioteca e principalmente a aqueles que votam e comentam nos capítulos (mesmo que seja poucas vezes), eu fico extremamente inspirado por comentário e ansioso para escrever mais. Principalmente porque gosto bastante dessa fic.

Obrigado por tudo, até o próximo capítulo. E se cuidem, ok? Não importa a idade, mas fiquem em distanciamento social e não toquem nas próprias caras.

LEIA A NOTA, PLEASE

Lance estava parado, petrificado, no meio da cozinha do estabelecimento onde trabalhava. Os ombros caídos e a coluna um pouco curvada para trás, seus olhos arregalados ao entender o que Romelle quis lhe dizer no salão.

Os cabelos presos por uma redinha fina e preta, e o uniforme justo em seu corpo, naquele dia, em especial, sentia que seus órgãos seriam empurrados para fora caso respirasse demais.

— Você voltou — sussurrou, o agudo se sobrepondo.

E ele já não se lembrava das últimas semanas que passaram, de como se sentiu abandonado quando sequer tinha um bom motivo para ficar assim, de como foi estranho o colega de trabalho não o atendendo e como queria sentir os lábios mornos sobre os seus, novamente, de como precisava daquele apoio quando saiu de casa.

Keith, próximo dos fogões e extremamente perto do cozinheiro auxiliar John, ergueu as sobrancelhas presunçoso pela súbita presença ali, parecia que estavam conversando e McClain supôs que era apenas uma conversa, embora se sentisse incomodado.

Os braços de Kogane se cruzaram e um barulho metálico soou no bolso da jaqueta de couro que usava, uma corrente provavelmente. É, ele estava ali. O rapaz não desfez a expressão zombeteira em nenhum segundo enquanto Lance atravessava o restante do espaço vazio e o puxava pelo pulso para longe do fogão, a bandeja que, outrora, carregava fora empurrada com força contra o peito de John que arfou. Sem dizer nada.

— Que violência, não parece contente em encontrar-me, McClain — brincou.

Lance estremeceu com o tom que tanto sentia falta. O que estava se passando por sua cabeça? Por que diabos estava agindo de forma tão impulsiva?

— Você não respondeu minhas mensagens - bufou Lance e, por mais que não quisesse, soltou o colega. Dando alguns passos para separá-los dentro do pequeno armário de vassouras que os metera, suas costas contra a porta de madeira.

Anna o mataria por estar fugindo do trabalho. No entanto, ele não podia evitar.

O peito do cubano doeu e ele tirou a redinha dos cabelos, passando a mãos pelos mesmos de forma que assanhasse. Puxou alguns fios, eufórico quando dedos gentis tocaram seu cotovelo, parando seu movimento.

Na mão de Keith havia uma luva preta, a mesma de sempre, mas até então não tinha sido notada. Lance não notava nada além dos olhos tristes que lhe encaravam.

— Por que sumiu? Shiro disse que não sabia pra onde você foi e o marido dele afirmou que era verdade, só disseram que precisava resolver algo — o tom de Lance vibrava mais do que nunca naquele pequeno lugar e, temporariamente, ele conseguia esquecer da claustrofobia que tinha.

— Eu realmente precisava...

— Mas não dava para mandar uma mensagem? Eu aceitaria até um “salve” se fosse pra provar que você estava vivo.

𝘉𝘦𝘤𝘢𝘶𝘴𝘦 𝘐 𝘩𝘢𝘥 𝘶 - 𝘒𝘭𝘢𝘯𝘤𝘦Onde histórias criam vida. Descubra agora