Capítulo 20

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                                                                                      Diogo Fontes 

                         (dia a dia pouco a pouco estou ficando louco por causa de você) 

      - Pai  me empresta sua caminhonete?

     - Posso saber para que ?

      - To querendo acampar com uma galera ai, e na caminhonete posso levar tudo, além de caber bem mais mulher né.

   - Você já pensou em sossegar com uma só. Levar apenas uma para acampar.

 - Tá louco pai!Nem pensar em sossegar, você que gosta desse negócio de uma mulher só eu quero curti, aproveitar enquanto sou jovem. Então vai me emprestar ou não? - penso em lhe explicar que era outra época e que casei por amar Melissa, mas apenas entrego a chave na sua mão.Pois um rosto jovem e lindo vem na minha mente, cheia de vida dançando, conversando e vivendo. Como eu pude cogitar ficar com uma garota da idade do meu filho? Tudo bem que não sabia a sua idade porem estava visível o quão jovem era. Namorar com ela, sim por mais que não queira admitir isso passou pela minha cabeça. Uma garota com o mundo para descobrir assim como Carlos. Que porra estava  passando pela minha cabeça? O meu consolo é ter acabado antes que ela fosse machucada, e mais uma vez meus pensamentos estão nela, ainda bem que agora eles estão corretos. Não há vi mas desde o dia em que desmaiou bem na minha frente, não sei como está , se já tem um namorado isso se ela namora, se não for como meu filho, só curti. Confesso que queria ter noticias para saber se estava realmente bem porem não a procurei, não conseguiria ficar só conversando com ela, foi melhor assim.

   Olho em volta da pequena sala do apartamento que aluguei para me livrar de Melissa, minha vida mudou tanto em apenas duas semanas. Cansei de brigar com uma mulher que só que me enlouquecer , tirar minha paz, resolvi vender minha parte e tentar recomeçar do zero.Como nossos outros imóveis estão alugados aqui estou pagando aluguel. O local é bom e tenho paz então é o que me importa. Já é noite quando Flávia me chama para ir num bar então aproveito e convido Bruno. Continuo vendo Flávia e parece que finalmente algo está dando certo no campo amoroso. Ela é engraçada, madura e gosta de sexo e para mim é perfeito, posso sair para qualquer lugar com ela,  além de não me sentir perdido e louco como me sentia ao lado de Mariana. Acho que conheci a tal paixão louca  que as pessoas tanto falam quando estava com ela. Com a Flávia é normal, seguro e fácil e isso é tudo que preciso.

  Estaciono em frente a sua casa , não demora muito e ela sai com um vestido que marca bem seu corpo e tenho vontade de arrancar meu pau por não está duro só de olhar para ela como acontecia com Mariana. A minha sorte é que ele não ainda não me deixou na mão, mas aquele tesão louco esse nunca mais senti.

   - Oi querido,como foi sua semana? - ela encosta  seus lábios no meu e no mesmo instante confere o batom. A porra da minha mente maldita me lembra do beijo de língua cheio de paixão  que recebi de Mariana no nosso ultimo encontro juntos. Porra de mente maldita.

  -Bem e você? - digo enquanto coloco o carro em movimento.

 - Esse carro também é seu?

 - Não, meu filho precisou da minha caminhonete, e estou com o carro dele.

 -Acho lindo esse carinho que você tem ao falar filho. Espero conhece-lo em breve. - isso me pega de surpresa, será que eu quero apresenta-la a Carlos? Ou a minha mãe? Prefiro não responder me mantenho calado o resto do caminho. Flávia  faz um comentário sobre o bar assim que chegamos , mas não estou escultando. Ela está bem na minha frente. 

  -Mariana o que faz aqui? - não consigo segurar, Flávia diz alguma coisa mas meu foco é todo  em Mariana.

  - Eu trabalho aqui.- diz ainda me encarando e quero pergunta mais, porem Flávia nos  interrompe , caminho na direção que ela indica e não consigo fazer mas nada além de olhar para ela. Flávia faz nossos pedidos, Bruno chega e fica tão surpreso quanto eu, percebo que ela fica sem jeito ao responder Bruno.

  - Mariana eu...- mas ela não não me ouve chamando. Bruno me olha tão confuso quanto eu. Flávia me  da um olhar questionador porem não comenta nada, e eu bem quero sumir daqui, quero ir atrás dela. Seguro firme na cadeira ao vê-la passando tão pertinho de mim, quero agarra-la, pergunta como está, por que parece tão triste. A conversa continua e não consigo me com concentrar em  nada além dela, seu sorriso, seu olhar serio, tudo nela me atraia. Quando essa loucura, tesão ou paixão que seja vai acabar se não posso ver ela sem ficar como um animal.

 - Querida trás mais uma por favor-  Acompanho todos seus passos, e por isso levanto derrubando minha cadeira quando no meio do caminho seu rosto fica branco e ela mais uma vez desmaia na minha frente, infelizmente não consigo chegar a tempo e ela cai com tudo no chão.

  - Mariana , acorda por favor levanta. - Todo mundo começa a falar ao mesmo tempo, alguém trás  álcool, mas ela não reage, e para meu total desespero ela começa a vomitar bem ali , com a cabeça apoiada em meu colo, alguém fala que chamou o SAMU , não espero nada, a pego no colo.

  - Diogo você não pode pega-la só um enfermeiro. 

 - Que se dane Bruno ela pode ta tendo um ataque cardíaco porra, me ajuda.

 - Tá bom , vamos para o hospital. - carrego ela para o carro e Bruno sai em disparada, tento verificar seu pulso mas estou tão nervoso que não consigo sentir nada além de medo e desespero. 

 -  Porra Bruno anda logo. - grito nervoso fora de mim.

 - Calma  cara precisamos chegar vivos. - Nem respondo pois sei que ele tem razão andamos mais um pouco e finalmente chegamos em um hospital.

  - Preciso de um médico agora.

- O que houve com a garota?- um  enfermeiro chega já trazendo uma maca, coloco Mariana deitada nela.

 - Ela desmaiou, bateu a cabeça no chão e começou a vomitar - ele á leva para dentro e me impede de entrar .

 - O senhor pode me passar os dados dela? - A moça da portaria me chama. Respondo basicamente nada, apenas o nome dela e pedir para coloca-la na área particular do hospital  que vou arca com todos os custos. 

 - Calma Diogo vai dar tudo certo cara. Deve ser queda de pressão.

 - Espero que seja Bruno. 

 -A gente tem que ligar para mãe dela cara. 

-Certo você pode fazer isso?- Bruno concorda e liga.

- Cara ela ta vindo. - pelo menos isso. Passo a mão no meu cabelo mas nem isso me acalma, sei que eles acabaram de leva-la para dentro só que parece horas e me sinto inútil por não poder esta ao seu lado. 

- O que você fez com a minha filha seu desgraçado. - Vanessa entra gritando no hospital, seguida de Melissa e Ana, e logo atrás delas entra Flávia , Luciana e uma senhora que se não me engano é a dona do bar. Olho para Bruno e busca de ajuda, porem ele parece mas nervoso do que eu.



  



   

   

Quando o amor aconteceOnde histórias criam vida. Descubra agora