De dia Victor Hugo o mc do ppg, já de noite Cabelinho o dono do Morro.
Lívia ex patricinha não imaginou quanto a sua vida mudaria desde que pisou naquele quarto escuro.
Segredos duram para sempre? O que devemos fazer para ter a confiança de alguém?
...
Acordo toda dolorida e na minha cama, já que logo depois de gozar pela terceira vez vim pra casa a pé, isso mesmo, tive que descer todo as escadarias de madrugada já que o bonito não pode se mostrar.
Mas também desci prometendo que nunca mais me submeto a isso, não que eu seja iludida e ache que serei chamada novamente, já que ele não repete mais de 3 vezes.
Mas se por algum milagre eu for selecionada eu não vou, não tô tão na merda sexualmente pra aceitar essas regras ridículas, a do escuro até vai.
Eu até prefiro porque vai que o cara é o próprio tiririca não ia dá, pena mesmo é pra ele que não conseguiu me ver direito.
Agora descer tudo aquilo a pé e castigo, ainda mais que não tava de calcinha e vou ficar assada certeza, tento não pensar só em coisas negativas.
Olha pensa pelo lado bom, ganhei 400 reais apenas por me exercitar, poderei comprar roupas novas já que tô enjoada das minhas.
Será que ele achou que uma calcinha custava 400 conto? Vai saber né, ele não deve ter muita noção de realidade já que vive nas sombras.
Deixo os meus pensamentos bobos de lado e me levanto indo direto para o banho, mesmo que eu tenha tomado quando cheguei preciso de outro pra ter certeza que eu tô limpa.
Como hoje é domingo oficialmente o dia que eu não faço nada, que eu mesma declarei, acho que vou ir pegar uma marmita na Dona Claudia.
Ligo no restante pedindo, mas acabo decidindo ir buscar já que o frete vai ficar $3,50 o preço de uma Coca-Cola e não tô podendo financeiramente gastar minhas moedinhas por preguiça.
Penso nos 400 reais que o outro lá me deu, mas não posso mexer já vi um microondas por esse preço e já tava nos meus planos.
Quem diria não é mesmo?
Eu Lívia Moris guardando dinheiro pra comprar coisas pra casa, logo que eu me mudei tive que dormir no colchão no chão por semanas até conseguir ajuntar dinheiro pra comprar uma cama.
Mas não me arrependo, não tinha mais como ficar morando com os pais da Luana, ainda mais quando a mãe dela criou uma implicância comigo tudo por ciúmes, achava que eu ia ficar com o marido dela em troca de dinheiro.
Eu jamais me submeteria a algo desse tipo, não com o marido dela, com outro quem sabe? Não sou uma santa e nunca fiz questão de fingir, mas ela deveria saber que ele era como um pai pra mim.
Então quando eu comecei a trabalhar no salão de beleza ganhando $1.200 já logo procurei uma casa no morro, isso já faz 2 anos, hoje em dia eu tenho jogo de quarto, banheiro, sala e aos poucos tô montando á da cozinha.
Me sinto orgulhosa de olhar pra minha casinha e ver tudo que eu conquistei sozinha, poderia ter mais? Claro que sim, se eu não tivesse feito a burrada hoje eu continuaria rica.
Mas posso falar? Não sinto nem um pingo de falta, meus pais nunca foram presentes e eu quase não tinha amigos, no final acho que era isso que tinha que acontecer.
{...}
Já se passou 20 minutos e eu já resolvi ir subindo, já que o restaurante fica um pouco distante de onde eu moro.
Logo que eu coloco o pé na rua os meus vizinhos já ficam me olhando e fofocando sem nem uma discrição, vou passando por eles que cochicham super baixo, só que não.
- Olha Luzia, só essa bixa pra ficar bonita de pijama.
- Quem tem coragem de sair de pijama na rua? Só pra se aparecer mesmo.
Não sei se dou risada dos comentários ou se fico ofendida por acharem que estou de pijama, olho pra minha novamente só pra conferir que não estou realmente de pijama.
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- Boa tarde Sra. Neide, não é pijama não, pode ficar sossegada. - faço a minha melhor cara enquanto ela arregala os olhos.
Nem espero a resposta dela e ando mais rápido já que tô varada de fome, mal chego perto do restaurante e já sinto o cheiro delicioso.
- Dona Claudia do céu! um dia a Sra. precisa me revelar o tempero. - já entro no salão da forma que eu sempre chego.
Mas dessa vez não é a Dona Claudia que está e sim o filho dela, que se não me engano se chama Victor e é mc dos bailes.
- Desculpa, achei que era a sua mãe. - já vou pedido desculpas logo que vejo que ele se assustou.
- De boa! - ele só fala isso, me encara de cima abaixo e sai sem dizer nada.
Fico sem entender nada, mas dou de ombro quando a Dona Claudia aparece pela porta da cozinha, com o que parece ser a minha marmita.
- Sabia que era você, jamais confundiria os seus gritos Lívia.
Já vou logo a abraçando enquanto escuto os seus protestos, Dona Claudia é sem dúvidas uma das minhas maiores expirações, nunca vi mulher mais batalhadora.
- Lívia minha filha, você some do nada. - dou apenas risadas das broncas.
{...}
Acabo comendo a minha marmita lá mesmo já que tinha muito papo pra pôr em dia, ainda mais quando chegou a Vick filha da Claudia.
- Mas é isso gente, preciso ir antes que esfrie. - vou me despedindo delas, até que a Dona Claudia tem a brilhante ideia de chamar o filho pra me levar.
- Que isso, não precisa eu chego rapidinho. - fico desconfortável já que o cara encara a mãe dele serio.
- Até parece Lívia, o Victor te leva e pronto. - a vejo dando uma cotovelada no garoto que resmunga.
- Vamo logo então! toma. - já vai me entregando o capacete e saindo.
Dou um tchau de longe pra mulheres e corro pra alcançar o tal Victor, que já tá montado na moto e me encara impaciente, trato de subir logo antes que ele fique ainda mais puto.
Quando eu abraço a cintura do mesmo sinto os meus pelos se arrepiarem, acho que já tô ficando com frio.
No caminho eu acabo deitando a minha cabeça nas costas largas dele, só percebo quando a gente chega no meu portão e ele se mexe incomodado. _______________________________________
Huum Lívia nem sonha, será que ela vai se apaixonar por algum "dos dois"?