Deixem o seu voto.
— Garota? Tu tá babando em mim?
— Que? Claro que não! — pulo da moto dele rapidamente.
Mas logo me arrependo já que com o meu movimento rápido, a minha calcinha acaba aparecendo o que faz o cara de pau olhar rapidamente.
— Obrigado pela carona. — agradeço sem graça enquanto ajeito a minha roupa.
— Mec — coloca o capacete e cai fora.
Olho por um tempo até que vejo o Lucas, trato logo de correr pra dentro de casa e tranco tudo, sem paciência hoje pra aturar as babaquices dele.
Escuto os seus gritos no portão, mas me nego ficar a vida toda com esse obcecado na minha cola, procuro meu celular pra ligar pra alguém da boca, mas não acho.
Cabelinho💀
Tive que deixar a mina da noite de ontem em casa, já que a minha mãe me obrigou, mas confesso que de dia ela é ainda mais gostosa, se eu fosse de repetir buceta com certeza ela ia sentar muito pro pai aqui.
Mal entro em casa é a minha mãe já me faz da meia volta e ir na casa da garota devolver o celular que ela esqueceu, pqp! como pode esquecer logo o celular?
Vou o caminho todo pistola, minha mãe acha que eu sou motoboy só pode, logo que encosto na frente da casa posso ver um dos meus vapor.
— Lívia caralho! Não adianta se esconder, quem era o cara que te deixou aqui de moto? — o maluco não parou de gritar um segundo no portão.
— Fica sussa parceiro, eu que trouxe ela a pedido da minha mãe, ela é tua mina? — esse deve ser o tal Lucas que o Caveira falou.
— Então é você, ela é minha mulher, da próxima não precisa trazer ela não parceiro. — me seguro quando o comédia começa a se crescer pro meu lado.
Tenho vontade de debochar dos tantos de chifres que ele deve ter, já que a mina ficou facinho comigo imagina o quanto já não deve ter dado por aí.
— Eu não sou sua mulher seu insuportável, quando você vai entender isso? — me assusto com os gritos da tal Lívia do nada.
— O garota! eu vim trazer o seu celular. — falo antes que eles comecem a discutir e eu seja obrigado a dar um tiro na cabeça dos dois.
Ela corre até o portão e pega celular pelo vão e já ocorre igual o Bolt pra dentro novamente, consigo notar o medo que ela tá desse pau no cu.
— Por que tu não vai pra casa? Esfria a cabeça e depois conversa com calma. — o aconselho pra ver se o cara vai embora.
— Pra você poder entrar na casa dela? Não obrigado, logo ela vai aquetar a buceta e vai abrir pra mim.
Antes que eu mate esse cara eu viro subo na minha moto e caiu fora, vou pra uma casa no morro onde serve como o meu escritório.
Logo que entro vejo o Jacaré jogado no sofá, dou um tapão nele que acorda atordoado e já levanta sacando a arma.
— Que susto porra!
Me jogo no sofá enquanto o radinho dele apita, fico escaldado já, vai que é algum b.o do morro.
Mas reviro os olhos quando escuto voz de mulher, deve ser mais uma das amantes que o Jacaré gosta de patrocinar, já falei pra ele que ele não é Nike pra tá investindo tanto.
— Amor, me faz um favor por favor. — a mina fala desesperada do outro lado.
— O que aconteceu Luana? Solta a voz. — fico surpreso por ele ter decorado o nome da garota.
— Sabe a minha amiga Lívia? Então, um dos seus vapor o Lucas tá ameaçando ela na frente da casa dela.
Me ajeito quando percebo que ela tá falando da mina do celular, caralho, o cara ainda não meteu o pé de lá?
— E tu quer que eu faça o que? — escuto ela xingar ele. — Tá tá Luana vou ver o que posso fazer.
Jacaré desliga e se joga do meu lado, como se nada tivesse acontecendo, o encaro por um tempo e resolvo eu mesmo fazer algo.
— E assim que você faz algo? Toma disciplina, caralho tá achando que ser sub é ignorar os moradores?
— Da um tempo Cabelinho, tô cansadão e sem tempo pra ficar me metendo em relacionamento dos outros.
— Tá cansado? Se quiser eu arrumo outro pra função de sub, tem uns par querendo.
— Vai pra puta que pariu Victor — se levanta estressado e sai da casa batendo a porta com força.
Só não dou um tiro pra ficar esperto porque é meu mano, se não ele ia rapidinho aprender a monarquia do morro.
Acabo pegando o meu radinho e acionando o Caveira que é um dos únicos que sabe a minha identidade de verdade.
— Ohhh Caveira, dá um dois lá na viela 10, tem um vapor ameaçando a mina.
— Blz chefe, posso dar um tiro? Faz mo cota que não atiro em ninguém.
— Não precisa tanto, só faz ele sumir de lá, não quero nem um dos meus homens machucados.
— Mec — nem dou tempo dele falar mais nada e já desligo.
Fico um tempo fumando uma verdinha antes de ir pra casa, quando decido ir coloco o boné cobrindo os meus olhos pra minha mãe não encher a minha mente.
Mesmo ela sabendo que eu sou o dono do morro ainda me trata como criança, ainda mais na frente dos outros já que sabe que eu tenho que manter o personagem de muleque do bem.
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Cabelinho não parece ser tão ruim né?
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Vida dupla / Dono do Morro
FanfictionDe dia Victor Hugo o mc do ppg, já de noite Cabelinho o dono do Morro. Lívia ex patricinha não imaginou quanto a sua vida mudaria desde que pisou naquele quarto escuro. Segredos duram para sempre? O que devemos fazer para ter a confiança de alguém? ...
