34 mandar nude

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Domingo

Hoje eu vou ir visitar o Victor pela segunda vez, mas dessa vez eu vou levar coisas pra ele comer e aproveitar pra contar o que está acontecendo no morro.

"Não esqueça de passar todo o proceder pro chefe"

Essa é milésima msg que eu recebo do Caveira, já cansei de responder que não vou esquecer então ignoro já que tenho que deixar o celular em casa, Cabelinho disse que era mais seguro do que deixar com os policiais.

{...}

Já passei por todo constrangimento e dessa vez me olharam com mais julgamento, apenas finjo que não estou vendo, um cara diferente me leva até a mesma sala da primeira vez.

Mas é óbvio que ele não ia querer só conversar, eu que fui inocente, ou não.

— Porra! Diaba que saudade — ele mal deixa o homem sair da sala e já vem me agarrar.

— Eu tô sentindo tanto a sua falta, preciso de você. — aperto ele o mais forte que consigo.

É como uma forma de não deixar ele ir, mesmo que isso seja possível, naquele momento eu preferia fingir que era.

— Eu tô aqui agora, logo logo eu volto pro morro, daí não vamos desgrudar.

Ficamos grudados por mais alguns minutos falando coisas melosas um pro outro, até que ele começou com as mãos bobas.

— Tava demorando, seu pervertido!

— Você não pode me culpar, tô na seca e você gostosa assim na minha frente, não resisto.

— Que seca menino, eu vim aqui o final de semana passado.

— Mas isso é muito tempo pra mim

— Claro! Você é o fodão do Cabelinho

Deixo ele comer um pouco enquanto fico analisando cada detalhe dele, até que devido falar logo antes que ele não me deixe mais fazer isso.

— Lembra que eu falei que tinha um assunto sério pra falar? — ele apenas assenti com a cabeça. — então, eu fui na sede alguns dias atrás…

Contei tudo pra ele desde abordagem do Caveira, até o dinheiro que ele me deu e eu comprei cesta básica, a cada palavra o semblante dele ficava mais carregado de ódio.

— Desgraçado! Jacaré tá tirando com a minha cara, ele vai pagar caro quando eu sair daqui.

— Quando sair? Com o Caveira você cobrou na hora.

— Não é a mesma coisa, deixei o Jacaré no comando, não posso cobrar e correr o risco de ser traído e ele tomar o morro.

— Se ele já não tiver fazendo isso né? Porque do jeito que ele é não acho que goste de ser o sub.

— Fica tranquila! Ninguém me passa pra trás, tô sempre um passo à frente.

Resolvi deixar o assunto pra lá, só vim passar o recado, mas não quero me intrometer, já estou envolvida até o pescoço simplesmente por estar com o Cabelinho.

— Chupa com mais força, assim, isso! — Cabelinho geme enquanto segura o meu cabelo e fode a minha boca.

Não temos tempo então só sentei com vontade e gozamos rápido e eu fiquei com dó e resolvi saciar mais um pouco a fome desse homem.

Não quero nem imaginar o que ele vai fazer comigo quando for solto, ele tá na abstinência e tá ainda mais bruto, em 10 minutos conseguiu me deixar dolorida.

— Se cuida lá, vou ver o proceder, mas vou precisar da sua ajuda, posso contar? — Victor sussurro no meu ouvido enquanto me abraça.

— Eu tô com você pra tudo, não esquece. — se beijamos até que escutamos o policial se aproximando da sala.

— Se quiser me mandar nude, fica à vontade. — reviro os olhos pra ele, mas não consigo responder já que o agente penitenciário já chega mandando eu sair.
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Vida dupla / Dono do MorroOnde histórias criam vida. Descubra agora