18 juntinhos

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Deixem o voto.

Lívia🌵

Acordo no meio da noite com os trovões altos, o que me faz tremer já que tenho pavor desse barulho, toda vez que troveja eu fico no telefone com a Luana até eu conseguir dormir ou quando parece que vai chover ela já vem dormir aqui.

Tenho isso desde que morei com o
Júlio, ele sempre fazia questão de me estrupar quando estava trovejando, só de lembrar me faz ter vontade de chorar.

Respiro fundo pra não acorda o Victor que dorme sossegado do meu lado, viro pro seu lado e tento me distrair olhando cada detalhe do seu rosto.

Tu tá chorando? — levo um susto com a voz rouca de sono do Victor.

Não! — minto já que nem eu tinha percebido que tinha começado.

Tá fungando por que então? Usou droga? — ele se ajeita e fica me encarando, até passar a mão no meu rosto e limpar as lágrimas.

O que me pega de surpresa, o sono deve tá afetando o coração dele.

Eu tenho pânico de trovão, só isso.

Entendi! — ele continua me encarando pra ter certeza que não estou mentindo.

Me levanto e procuro o meu celular, e já vou saindo do quarto, quando escuto a voz dele.

Vai pra onde? Tem medo e vai ficar sozinha? — ele questiona me fazendo virar pro seu lado e dou um pulo com o trovão que dá.

Eu vou ligar pra Luana, ela sempre me distrai até eu conseguir dormir. — falo super baixo por lembrar que o meu ex não gostava que eu falasse alto.

Me odeio por me deixar afetar tanto por isso ainda, fazem anos, mas toda vez que chove assim eu entro em crise.

São 4:40 horas da manhã, ela deve tá dormindo. — ele falo olhando o celular. — Vem deita aqui, eu deixo você me abraçar um pouco.

Ele mal termina de falar e eu já me jogo na cama o abraçando, dá um estouro lá fora maior ainda, o que me faz esconder o rosto no pescoço dele.

Coloca alguma coisa pra gente assistir no seu celular. — levanto o rosto só pra pedir com voz manhosa.

Já tá abusando, o que tu quer ver?

Coloca algum vídeo do Whindersson, sempre me distrai. — ele me olha com deboche, mas faz o que eu pedi.

Me ajeito na cama ficando praticamente em cima dele, já que jogo as minhas pernas nas dele e coloco a minha cabeça no seu peito.

Tu é muito folgada, garota. — resmunga e eu apenas dou um selinho nele em resposta.

Só isso? Vou cobrar toda essa minha gentileza depois.

Dou outro selinho, mas dessa vez ele aprofunda o beijo até ficarmos sem ar, porém não passa disso, ele aperta o play e ficamos assistindo o show de humor do Whindersson.

{...}

Acordo com o Victor se mexendo embaixo do meu corpo, me fazendo abrir os olhos e ver que eu tava literalmente em cima dele.

moido, sua bunda pesa demais.

Ele reclama com a voz de quem acabou de acordar, mas não perde a oportunidade de dar um tapa na minha raba, que tá muito dolorida.

{...}

Já são mais de 12:00 horas e o Victor segue aqui em casa, não sei o que aconteceu que ele tá super engraçado.

Mas quem sou eu pra reclamar, ainda chove muito lá fora. No momento estou na cozinha fazendo almoço enquanto o Victor tá no banheiro falando no telefone.

Até que o cheiro tá bom — ele fala praticamente em cima de mim, o que me faz levar um susto por estar distraída.

Que susto, garoto! — viro e dou uns tapa nele já que ele tá muito próximo.

Tá devendo? — me rouba um selinho e fica me olhando com um sorrisinho. — Saiba que eu sou muito crítico de culinária, minha mãe é a melhor cozinheira do mundo.

Não posso discordar. — me virei de novo pra pia e senti ele me imprensando no mármore.

Aquieta o fogo — empinei a minha bunda e dei uma leve rebolada.

Diaba! — resmunga, mas antes de se afastar da um tapa na minha bunda.

Só balanço a cabeça e volto a mexer nas panelas, depois de tudo pronto me sirvo e ele acha que eu vou fazer o mesmo pra ele, mas cai do cavalo.

Tô caindo fora, nós se tromba por aí. — depois do almoço ainda ficamos conversando, até que a chuva parou e ele foi embora.
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Um cap mais "romântico"


Vida dupla / Dono do MorroOnde histórias criam vida. Descubra agora