28 caveira

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Lívia🌵

Estou vivendo um inferno, a meses o Jacaré vem me provocando, mas eu tenho me segurando para não ficar careca, só que cheguei no limite.

Quando eu ia arrumar confusão a Luana me aconselhou a falar com o Victor já que ele é o patrão dele.

Mesmo não querendo assunto com o dito cujo, resolvi ceder e mandar um áudio, ele me respondeu rapidinho.

{...}

Já faz uma semana desde a ligação e como o Victor prometeu, Jacaré não mexeu mais comigo nem olhar para o meu lado ele não olha.

Isso me deixa aliviada ao mesmo tempo com medo do que ele pode fazer por vingança, mas espero que ele não seja tão louco assim.

Mudando de assunto o meu trabalho anda de mal a pior, minha chefe a cada dia que passa implica ainda mais comigo, tudo por causa da Marina que está se achando a fiel do morro.

Isso mesmo, ela acha que por ter deitado com o Cabelinho que no caso é o Victor tem algum benefício, até espalhar que já foi visitar ela já fez, mas levou uma chamada dos homens dele, que deixaram bem claro que se ela inventasse mais alguma coisa, podia dar adeus ao seu cabelo.

A garota nunca ficou tão vermelha, já que foi dentro do salão lotado, Luana adora falar que a história só foi desmentida por minha causa, que o Victor quer me mostrar que come na minha mão.

Eu só dou risada das baboseiras dela e sigo a minha vida, no momento estou me arrumando pra ir para o baile, faz tempo que eu não saio, mas agora que sei que o Jacaré não vai mexer comigo, fico mais tranquila para ir.

{...}

— Lívia! Disfarça, mas tem uns soldados te vigiando. — Luana grita no meu ouvido, se o funk não tivesse estralando geral ia escutar.

— Ai meu Deus! Será que foi o Jacaré que mandou? — tento olhar disfarçadamente, mas é impossível já encaro logo os caras.

— Será? Desgraçado! — Luana só fala isso e vira as costas e me deixa sozinha.

Que merda se passou na cabeça dela? Onde que me deixar sozinha seria uma boa ideia, penso mentalmente ao sentir uma mão no meu ombro.

— Relaxa! Sou eu — algum fala no meu ouvido me fazendo virar rapidamente, solto um ar que nem sabia que prendia.

— Que susto, Caveira. — mesmo não conhecendo o cara na sua frente direito, ela se sentia aliviada por ele estar ali.

— Tá devendo? — antes que eu responda, ele me puxa para saída do baile. — aja naturalmente, precisamos conversar.

Me assusto com o jeito que ele fala, mas faço o que ele pede, seguimos rapidamente para fora e logo vejo a moto dele, o mesmo trata de subir e me olha esperando que eu faça o mesmo.

{...}

— Como assim ele não tá dando as cestas básicas?

— Aquele cuzão tá pegando a grana toda para ele, por isso que eu vim falar com você.

— Isso que eu não tô entendendo, o que você quer que eu faça?

— Você é a fiel do morro, a única que pode peitar ele — não aguento e começo a gargalhar.

Fiel? Eu? Jamais, nem falar com o Victor eu estava falando. Paro de rir quando vejo que o Caveira estava realmente falando sério.

— Você realmente tá falando sério? — ele assente com a cabeça. — Primeiro eu não sou a fiel, segundo eu morro de medo daquele cara.

— Só você que não sabe que é a fiel, o cabelinho mandou o papo que você era a patroa e que devíamos te proteger.

Ouvir aquilo me faz sentir uma pontada no coração, talvez o Victor realmente gostei de mim, mas logo trato de afastar esses pensamentos.

"Isso não é uma fanfic, Lívia." Repito várias vezes mentalmente.

— Mesmo assim, não acho que posso bater de frente com o sub do morro, querendo ou não ele tá no poder.

— Entendo! Mas pensa direitinho, se quiser vai lá na sede e vê como tá a situação.

— Eu prometo dá uma passada lá, mas por agora não posso te ajudar.

Me despeço do soldado que me deixa na porta de casa e some na escuridão, tomo um banho, mas sigo pensando nas famílias que estão sem ter o que comer.
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Queria compartilhar que estou orgulhosa de mim mesma que já fiz 5 cap em três dias.





Vida dupla / Dono do MorroOnde histórias criam vida. Descubra agora