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1 mês depois...

Já se passou bastante tempo desde a última vez que eu fiquei com o Cabelinho, desde então não o vi mais .

Porém isso não significa que não tenha falado com ele, já que o mesmo conseguiu o meu número e trocamos ideia umas duas vezes, mas nada demais.

Deixando o Cabelinho de lado, e falando do Victor que depois que quase transamos na piscina ele não pode me ver andando sozinha na casa dele que me agarra, e eu como quase não gosto aproveito horrores.

A minha vida amorosa como podem ver não tá lá essas coisas, já a profissional tá cansativa, uma funcionária se demitiu e agora eu tô sobrecarregada já que tenho que fazer o trabalho dela é o meu.

E tô ganhando só 200 reais a mais por isso, eu sei que se reclamar é capaz que eu vá pro olho da rua, e como eu não tô podendo arriscar fico calada.

Lívia! Conheça a mais nova funcionária que vai ficar no lugar da Lúcia. - minha chefe me aborda com uma garota do lado. - Lívia essa é a Marina, Marina essa é a Lívia.

Estendo a mão pra tal Marina que me surpreende ao me abraçar, Oi? Que intimidade é essa? Mais um pro time do Ray.

— Que satisfação em te conhecer Lívia, você é ainda mais linda pessoalmente. - a garota me olha de cima a baixo me deixando constrangida.

Pessoalmente? Já me conhecia em outro lugar? - tento lembrar se já conheço ela.

No Instagram, você é uma das mais famosinhas aqui no morro por causa do insta. - solto uma risada sem graça e peço socorro com os olhos pro Ray.

A bixa vem se apresentar e eu saio de fininho pra atender a cliente, achei essa Marina estranha, mas deve ser porque eu não conheço direito, eu sou na verdade assim com todo mundo que eu vejo pela primeira vez.

— Sim. Estela! eu já te falei não é pra ficar com o Pardal. - escuto a minha cliente de agora que se eu não me engano e a do tal recorde do Cabelinho.

Mas eu não resisto, ele já te falou que quem tava escolhendo aqueles dias era o Caveira. - tento não prestar atenção na fofoca, mas é mais forte que eu.

O Caveira é insuportável nunca vi mais fiel ao Cabelinho, mas já voltou a ser o Pardal e até agora nada.

Tento não pensar que foi o Caveira só porque foi comigo, até porque que sentido faz? Esse tal Pardal não poderia saber?

Mona? Você vai demorar muito pra começar? - escuto a voz enjoada da Keyla e trato logo de iniciar.

Termino e já vou logo descendo pro restaurante da Dona Claudia que fica mais perto pra tirar a minha hora de almoço, mas claro que levo a minha marmita pra não comer de graça, mesmo que ela não ligue eu não me sinto bem.

Eii Lívia, esperai aí! - escuto alguém me gritar e viro e vejo que se trata da Marina.

O que essa garota quer? Se for pra me passar serviço eu tô fora.

Algum problema?

Nem um, na verdade sim. - levanto a sobrancelha. - E que minha casa fica muito longe, será que eu posso almoçar na sua?

Pronto! Agora ela acha que estamos íntimas, mas tento não ser ruim com a garota.

A minha também é por isso vou almoçar no restaurante da Dona Claudia. - levantei a minha marmita ao ver que ela não tinha nada na mão.

A comida de lá é uma delícia, eu vou com você. - olho ela por um tempo já que eu não tinha nem convidado.

Dou de ombro e sigo o meu caminho com ela falando no meu ouvido, sério, ela não parou um segundo de falar mal das meninas que passavam e elogiar os cara que estavam até com as mulheres.

Lívia meu amor! - Dona Claudia já me recebe toda carinhosa.

Marina se apresenta antes que eu faça e já vai logo abraçando, o que faz a Dona Claudia não entender nada é me olhar com uma cara engraçada.

Blz, morena! - Victor aparece do nada já me comprometa com um beijo no canto da boca.

Ousado!

Eai, Mc da quebrada. - debocho dele, mas quando ele vai revidar a Marina se enfia na minha frente.

Muito prazer, eu sou Marina, amiga da Lívia. - amiga?

Satisfação! - ele só responde isso é a doida da dois beijos na bochecha dele.

M.e.u d.e.u.s que garota entrona.

Sento pra almoçar e vejo que ela pelo jeito não vai pedir nada, a Dona Claudia acaba oferecendo comida de graça é ela aceita na hora.

Resolvo não falar nada, vai que a menina passa por necessidades, mas evito conversar sobre qualquer coisa perto dela.

Esse Victor é o que canta nos baile? - apenas confirmo com a cabeça. - Ele é muito mais bonito de perto.

Começa a se abanar como se tivesse com calor, apenas dou um sorrisinho falso e volto a comer.

{...}

Depois do horário de almoço fugi da garota o dia todo, até o final do expediente, que é no caso agora, guardei tudo e me troquei rápidamente antes de dar tempo dela querer ir comigo.

Tá se escondem de quem? - levo um susto já que mal pisei na rua.

Que susto! Quer me matar? - reclamo quando vejo que é o Victor.

Eu não, mas falo tu tá se escondendo de quem?

De ninguém! - ele me olha com sarcasmo. - Tá bom! E da Marina, ela é muito...

Entrona? - balanço a cabeça em concordância.

Já que você tá sem fazer nada me leva em casa, tô muida.

Folgada! Sobe ai. - mal deixo dele terminar de falar já que escuto a Marina me chamando.

A coitada chega mais perto e o Victor faz questão de sair em disparado com a moto, acabo dando risada, já que era capaz dela se enfiar no meio pra vir junto.

Tá entregue, folgada. — salto da moto como da primeira vez.

Muito obrigada! Te devo uma. — viro pra entrar, mas ele agarra o meu braço.

Você acha mesmo que não vai pagar? Bora fia. — não tenho nem tempo de responder já que ele avança na minha boca.

Nossas línguas dançam na mesma sintonia, até perdemos o fôlego e ele começa a beijar e chupar o meu pescoço, fazendo as minhas pernas amolecerem.

Você é muito gata. — sussura no meu ouvido.

Marina 22 anos

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Marina é a folga em pessoa

Vida dupla / Dono do MorroOnde histórias criam vida. Descubra agora