De dia Victor Hugo o mc do ppg, já de noite Cabelinho o dono do Morro.
Lívia ex patricinha não imaginou quanto a sua vida mudaria desde que pisou naquele quarto escuro.
Segredos duram para sempre? O que devemos fazer para ter a confiança de alguém?
...
Já se passou bastante tempo desde a última vez que eu fiquei com o Cabelinho, desde então não o vi mais .
Porém isso não significa que não tenha falado com ele, já que o mesmo conseguiu o meu número e trocamos ideia umas duas vezes, mas nada demais.
Deixando o Cabelinho de lado, e falando do Victor que depois que quase transamos na piscina ele não pode me ver andando sozinha na casa dele que me agarra, e eu como quase não gosto aproveito horrores.
A minha vida amorosa como podem ver não tá lá essas coisas, já a profissional tá cansativa, uma funcionária se demitiu e agora eu tô sobrecarregada já que tenho que fazer o trabalho dela é o meu.
E tô ganhando só 200 reais a mais por isso, eu sei que se reclamar é capaz que eu vá pro olho da rua, e como eu não tô podendo arriscar fico calada.
— Lívia! Conheça a mais nova funcionária que vai ficar no lugar da Lúcia. - minha chefe me aborda com uma garota do lado. - Lívia essa é a Marina, Marina essa é a Lívia.
Estendo a mão pra tal Marina que me surpreende ao me abraçar, Oi? Que intimidade é essa? Mais um pro time do Ray.
— Que satisfação em te conhecer Lívia, você é ainda mais linda pessoalmente. - a garota me olha de cima a baixo me deixando constrangida.
— Pessoalmente? Já me conhecia em outro lugar? - tento lembrar se já conheço ela.
— No Instagram, você é uma das mais famosinhas aqui no morro por causa do insta. - solto uma risada sem graça e peço socorro com os olhos pro Ray.
A bixa vem se apresentar e eu saio de fininho pra atender a cliente, achei essa Marina estranha, mas deve ser porque eu não conheço direito, eu sou na verdade assim com todo mundo que eu vejo pela primeira vez.
— Sim. Estela! eu já te falei não é pra ficar com o Pardal. - escuto a minha cliente de agora que se eu não me engano e a do tal recorde do Cabelinho.
— Mas eu não resisto, ele já te falou que quem tava escolhendo aqueles dias era o Caveira. - tento não prestar atenção na fofoca, mas é mais forte que eu.
— O Caveira é insuportável nunca vi mais fiel ao Cabelinho, mas já voltou a ser o Pardal e até agora nada.
Tento não pensar que foi o Caveira só porque foi comigo, até porque que sentido faz? Esse tal Pardal não poderia saber?
— Mona? Você vai demorar muito pra começar? - escuto a voz enjoada da Keyla e trato logo de iniciar.
Termino e já vou logo descendo pro restaurante da Dona Claudia que fica mais perto pra tirar a minha hora de almoço, mas claro que levo a minha marmita pra não comer de graça, mesmo que ela não ligue eu não me sinto bem.
— Eii Lívia, esperai aí! - escuto alguém me gritar e viro e vejo que se trata da Marina.
O que essa garota quer? Se for pra me passar serviço eu tô fora.
— Algum problema?
— Nem um, na verdade sim. - levanto a sobrancelha. - E que minha casa fica muito longe, será que eu posso almoçar na sua?
Pronto! Agora ela acha que estamos íntimas, mas tento não ser ruim com a garota.
— A minha também é por isso vou almoçar no restaurante da Dona Claudia. - levantei a minha marmita ao ver que ela não tinha nada na mão.
— A comida de lá é uma delícia, eu vou com você. - olho ela por um tempo já que eu não tinha nem convidado.
Dou de ombro e sigo o meu caminho com ela falando no meu ouvido, sério, ela não parou um segundo de falar mal das meninas que passavam e elogiar os cara que estavam até com as mulheres.
— Lívia meu amor! - Dona Claudia já me recebe toda carinhosa.
Marina se apresenta antes que eu faça e já vai logo abraçando, o que faz a Dona Claudia não entender nada é me olhar com uma cara engraçada.
— Blz, morena! - Victor aparece do nada já me comprometa com um beijo no canto da boca.
Ousado!
— Eai, Mc da quebrada. - debocho dele, mas quando ele vai revidar a Marina se enfia na minha frente.
— Muito prazer, eu sou Marina, amiga da Lívia. - amiga?
— Satisfação! - ele só responde isso é a doida da dois beijos na bochecha dele.
M.e.u d.e.u.s que garota entrona.
Sento pra almoçar e vejo que ela pelo jeito não vai pedir nada, a Dona Claudia acaba oferecendo comida de graça é ela aceita na hora.
Resolvo não falar nada, vai que a menina passa por necessidades, mas evito conversar sobre qualquer coisa perto dela.
— Esse Victor é o que canta nos baile? - apenas confirmo com a cabeça. - Ele é muito mais bonito de perto.
Começa a se abanar como se tivesse com calor, apenas dou um sorrisinho falso e volto a comer.
{...}
Depois do horário de almoço fugi da garota o dia todo, até o final do expediente, que é no caso agora, guardei tudo e me troquei rápidamente antes de dar tempo dela querer ir comigo.
— Tá se escondem de quem? - levo um susto já que mal pisei na rua.
— Que susto! Quer me matar? - reclamo quando vejo que é o Victor.
— Eu não, mas falo tu tá se escondendo de quem?
— De ninguém! - ele me olha com sarcasmo. - Tá bom! E da Marina, ela é muito...
— Entrona? - balanço a cabeça em concordância.
— Já que você tá sem fazer nada me leva em casa, tô muida.
— Folgada! Sobe ai. - mal deixo dele terminar de falar já que escuto a Marina me chamando.
A coitada chega mais perto e o Victor faz questão de sair em disparado com a moto, acabo dando risada, já que era capaz dela se enfiar no meio pra vir junto.
— Tá entregue, folgada. — salto da moto como da primeira vez.
— Muito obrigada! Te devo uma. — viro pra entrar, mas ele agarra o meu braço.
— Você acha mesmo que não vai pagar? Bora fia. — não tenho nem tempo de responder já que ele avança na minha boca.
Nossas línguas dançam na mesma sintonia, até perdemos o fôlego e ele começa a beijar e chupar o meu pescoço, fazendo as minhas pernas amolecerem.
— Você é muito gata. — sussura no meu ouvido.
Marina 22 anos
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