A procura dum...

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Debbie Alves

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Debbie Alves. 👆👆

Lia Alves 👆👆👆

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Lia Alves 👆👆👆

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Deborah Alves P.O.V ☆

EU nunca fui uma garota muito legal por assim dizer. A vida me influenciou a viver com medo. Tenho uma irmã de cinco anos, e vivemos em um orfanato até quando eu completei quinze anos, e ela três. Queriam separar a gente, e eu não poderia deixar que tirassem a minha única familia de mim. Lia é a única lembrança que tenho da minha família, desde que sofremos aquele acidente horrível a caminho do Rio de Janeiro para para a virada do ano, e meus pais morreram, ela se tornou tudo para mim.

A pessoa simples, amorosa e calma que eu era se foi com a morte dos meus pais, eu tive que me tornar uma pessoa responsável, forte e sem medo de enfrentar a vida.

E cá estou eu, com dezoito anos, correndo atrás de um emprego. Eu e minha irmã moramos em uma casa bem simples aqui em Paraisopólis, maior favela de São Paulo, e com a ajuda de Cláudia, uma mulher incrível que trabalha num condomínio de rico para um pessoal de lá, consegui uma entrevista para a vaga de babá. Segundo ela, o homem é pai solteiro, a mãe da filha dele morreu, e com a minha experiência com crianças, provavelmente vou me sair bem. Assim espero.

__ Pa onde vamos?

__ Para um lugar que possível vai nos fazer mudar de vida.

__ Debbie, o Fael disse que eu não levo melenda pala  a escola poque eu sou filha de mendigo.

__ Ele está errado sobre você Lia. E não fique chateada se ele te dizer isso ok!? Você é uma menina boa, e mendigos são pessoas também. Se ele faz questão de te humilhar, o retardado é ele ok!? Não fique assim, se Deus quiser, eu vou te mudar de escola, não se preocupe.

__ Você é uma imã legal Debbie. Eu amo você.

__ Também te amo...

Partimos com Cláudia para a casa do tal delegado. Meu coração palpitava de medo de alguma coisa dar errado, mas como Cláudia dizia que ele estava desesperado por uma babá, provavelmente me daria o emprego.

__ Fica tranquila, seja verdadeira e sensata ok!?

__ Tudo bem. Vai ficar tudo bem. Obrigado por tudo Cláudia.

__ Não há o que agradecer menina. Você pode me agradecer, conseguindo esse trabalho.

__ Não se preocupe, irei consegui-lo.

Era evidente que Lia e Cláudia estavam mais nervosas que eu, e ao chegarmos no condomínio, pude notar que quem morava ali era apenas gente rica.

Com a verificação de documentos, e autorização do delegado, subi para o décimo terceiro andar. Lia ficaria com Cláudia até que eu terminasse a entrevista. Aquele sería um sábado conturbado.

Toquei a campainha e esperei por alguns minutos, até que a porta se abriu e um homem alto, cabelos escuros e olhos esverdeados abriu a porta. Sua barba estava bem desenhada, seu peito estava nu e revelava a linda tatuagem de um estádio de futebol. Parecía o estádio Urbano Caldeira, do Santos futebol clube. Seu sorte de moletom lhe deixava sexy, ao revelar um pouco de sua cueca bóxer preta. Ele havia acabado de tomar banho, e um choro de bebê vinda de dentro do apartamento revelava que ele não tinha o menor jeito com crianças.

__ Oi... Bom dia! Meu nome é Deborah Alves, estou aqui para a entrevista de babá.

__ Ah...desculpa aparecer assim!__ Ele sorriu com seus dentes bem alinhados.__ Entre.

Passei por ele e avistei a bagunça que estava a sala, fraldas e brinquedos para todo lado.

__ Ham...Vou vestir uma camisa, já volto.

__ Tudo bem.

O homem saiu rápido,  e voltou na mesma velocidade, vestia uma camisa de algodão da cor cinza, e continuava com o short. O bebê ainda chorava e eu me perguntei se ele não iria pega-lo, mas era notável o nervosismo dele...

__ Ham...eu nunca fiz isso antes...eu sou Greggóri Bettencourt. Sente-se.__ Ele apontou para o sofá.

__ Ok!

__ Você tem experiência com crianças de colo?

__ Sim senhor. Ajudava com todos os tipos de crianças no orfanato onde morei. E tenho uma irmã pequena.

__ OK! Minha menina tem dificuldade com as pessoas, ela chora muito, não se acostuma com ninguém. Se você conseguir que ela pare de chorar, o trabalho é seu.__ Droga, meu futuro depende duma criança.

__ Quantos meses ela tem? E qual o nome do bebê?

__ Cloe tem dois meses e meio.

__ Onde ela está!__ Me Manti firme e confiante.

__ Venha comigo.

Caminhamos por uma escada onde levou a um corredor não muito longo, ele abriu a porta do quarto dando a visão para um quarto rosa e bonito. A coloração rosa fraca com várias bonecas, e desenhos de borboletas e flores dava o ar de quem vivía ali. O guarda-roupa lilás deixava o ambiente mais bonito, além do cheiro de bebê pelo quarto, que era maravilhoso.

O choro de bebê era o único problema então!

__ Ali esta ela.__ Ele disse olhando para o berço.

__ Ok!__ Me aproximei e vi a pequena garotinha que usava uma roupinha branca. Seus cabelos vermelhos era diferente dos cabelos do pai, mas a carinha sapeca e chorosa com certeza era dele.

__ Oie...__ Falei baixinho...__ Oi, eu sou Deborah...__ Ela me olhou.__ Então a garota chorona aquí se chama Cloe ham?__ Ela sorriu parando de chorar...

__ Como você fez isso?

__ Não sei...__ Ela sente saudades da mãe...__ Quer vir para o colo bebê? Quer?__ Ela me olhava serelepe...

Lee Fernandes...Continúa...

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Delegado Bettencourt - Volume 2Onde histórias criam vida. Descubra agora