As revoltas

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Sr Mathews tinha dado uma grande bronca nos alunos por estarem bagunçando sua aula, e claro que Maya estava mais que envolvida nisto, ela estava liderando a confusão.

Resultado: todos de castigo.

Uma turma inteira trancado em uma sala sem professor, de castigo. Isso não soava bem pra Maya, não aguentava mais ficar ali.

Resultado: Maya liderava os "rebeldes" e Riley os "comportados". Lucas e Farkle normalmente não concordariam com esse jeito de sempre querer quebrar as regras da loira, mas ficar com a morena seria um tédio sem fim, ela era boazinha demais.

Maya, agora em seu quarto, lembrava dos seus amigos pintando o rosto, rasgando a calça, chutando as coisas, gritando por aí. Mas não tinha a mesma graça sem a Riley. Não porque ela se juntaria a eles, mas porque não tinha ninguém pra ficar chocado olhando a desordem. Ninguém se importava.
Bem, Lucas ligava sim. E quando perguntou se valia a pena estarem ali, fazendo aquelas coisas, a loira perguntou:

-Você tá questionando minha liderança Hop along? -Maya puxou Lucas pelo colarinho da camiseta
-Esses apelidos que você me dá estão acabando com minha reputação -ele sussurrou
-oh... e como você gostaria de que eu te chama-se?
-Cão doido
Ela riu
-Você não parece um cão doido pra mim
-E o que eu pareço pra você?- e ele chegou mais perto dela
-Sabe aquele carneirinho...
Lucas bufou e ela soltou sua camiseta, com um sorriso divertido no rosto. Adorava discutir com ele. Os outros que estavam em volta chamariam de flertar, mas o que eles sabem né?

Maya ainda ria sozinha da cara de Lucas quando ela o chamava por esses apelidos, ele com o rosto bem perto dela...

Enfim

No final das contas, Maya ficou encrencada porque fez "só" uma rebelião estudantil. E ficou sozinha na detenção. Porém, como amiga inseparável e leal que é, Riley a esperou do lado de fora, fazendo careta de vez em quando pela janela da sala de aula.

Agora tirava a pintura tanto do rosto quando da sua roupa.

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Eles estavam na aula de artes, em um clima tranquilo e descontraído. Maya pintava cantarolando baixinho enquanto Riley e a professora estavam discutindo sobre qual era o propósito do trabalho de hoje:

-Por que tudo roxo?
-E por que não TUDO roxo?

-Não sei se você se lembra- a professora falou entre suspiros- que a tarefa era pintar portas de Nova Iorque

-Ué, meu quadro inteiro é uma porta- e ela bateu "toc toc" no quadro com um gato roxo nele

-Maya, por outro lado, fez algo muito especial, pintou algo que nem tudo mundo consegue alcançar e expressar

-Isso porque ela tem uma vida horrível- desdenhou Riley

-Adoro quando me lembram disso- disse Maya irônica

A professora pegou o quadro da loira e mostrou para Riley, no qual tinha uma porta semi-aberta, saindo brilho nela:

-Eu queria saber o que tem dentro

-A artista também. Acredito que essa porta ainda esteja fechada pra você- e se virou pra Maya

-Eu vou te levar nessa porta Maya-disse Riley com determinação

Hope is for SuckersOnde histórias criam vida. Descubra agora