Um maldito esqueleto com uma luz vermelha no lugar dos olhos passava por mim. Bandidos, aranhas gigantes, esqueletos armados, qual é o próximo? Um unicórnio? Juntei minha flecha ao meu arco e o desgraçado estava na mira. Concentração, Ruby. Larguei a flecha e felizmente ela acertou o seu crânio, mas infelizmente, não aconteceu nada, porque a criatura já está morta.
Ele virou a cabeça e quando me viu correu em minha direção, com a sua lança em mãos. Levantei minha espada e quando ele já estava próximo, golpeei o seus ossos, desabando todos no chão. Foi mais fácil do que eu pensei. Mas provavelmente teria mais como eles daqui para frente.
Deixei aquele monte de ossos para trás. A minha jornada pelo Túmulo das Cataratas Fúnebres tinha que continuar. Com a espada em mãos, eu estava atenta a qualquer barulho, se algum daqueles esqueletos malditos aparecesse, ele não teria chances.
Entrei em uma sala e o cheiro de coisa morta só piorou. Nela tinha diversos caixões, muitos deles estavam abertos e inúmeros esqueletos estavam espalhados pelo chão. Subi as escadas que me levavam para o andar de cima, mas parei assim que escutei alguma coisa abrindo, na verdade, várias coisas. Meu arco estava em mãos e peguei uma das minhas flechas bem devagar. Olhei para o lado e vi que uma lamparina estava presa no teto, voltei meu olhar para baixo, avistando diversos daqueles malditos esqueletos armados. Vagarosame juntei minha flecha ao meu arco e, em um segundo, me virei e soltei a corda da arma, atingindo a lamparina, que caiu no chão e espalhou fogo para todos os lados, queimando todas aquelas criaturas feitas de ossos.
Corri para o andar de cima e rapidamente fechei a porta, encostei nela, meu coração estava acelerado, me sentia ofegante. Fiquei assim durante um tempo, me sentiabexausta. Me virei e a minha frente tinha um longo corredor, não tinha saída, mas uma luz brilhava no fim do túnel. Andei até ela e pude ver que na parede tinham três furos e um pouco mais acima, imagens de animais, os mesmos do enigma interior, um dragão, um urso e um leão. Me lembrei da Garra de Ouro e vi que ela tinha as mesmas criaturas e que estavam na mesma ordem.
Minhas mãos tremiam. Olhei para a garra em minhas mãos e a encaixei nos três furos que tinham na parede. Um barulho alto soou e eu dei um passo para trás. A parede se dividiu ao meio, me dando passagem para entrar no outro lado.
O lugar era muito melhor do que eu pensava. Tinha uma cachoeira a minha direita, aproveitei para limpar meu rosto e beber um pouco d'água. Ao meu lado esquerdo tinha uma escada que eu espero que me leve para fora desse lugar. Andei através de uma ponte de madeira que me levou até o centro da enorme sala. Avistei um enorme caixão, quando o abri, tinha um corpo e entre os seus braços, que agora só era formado por ossos, estava aquela maldita Pedra do Dragão. Aproveitei para observá-la e nela tinha algumas palavras ilegíveis e desenhos, mas não me importei, guardei a pedra em minha bolsa e me virei para finalmente sair daquele inferno.
Ar puro, como eu senti falta disso. Os raios de sol queimavam o meu rosto e eu não poderia estar mais contente. Assim que saí, entrando através de uma estrada com muitas árvores. Tudo era tão verde, com rios e animais correndo. Avistei uma cidade e devia ser Leyin, já que ficava próxima das cataratas. Aproveitei para visitar Victor.
Quando cheguei ao palácio, vi que Hadvar não estava sentado no seu trono e estranhei, então fui até a sala de Proventus. Ele estava concentrado diante a uma mesa com tantos papéis e mapas, ao seu lado tinha uma mulher asiática e extremamente bonita, quando ele percebeu a minha presença, se assustou.
- O que você está fazendo aqui? - ele perguntou e eu balancei a cabeça sem entender o porquê da sua pergunta. - Só vamos conversar se tiver trago a pedra. - bufei em resposta e peguei aquele pedaço de pedra, tacando na sua mesa. Proventus me olhou sem acreditar e eu sorri de canto.
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REBURN
Fantasia• LIVRO UM DA DUOLOGIA ARGONIANA • "E quando a verdade finalmente amanhece, amanhece em fogo. Mas há um que eles temem. Na língua deles, ele é o Dragonato, nascido do sangue do dragão." Confundida com um Stoermer, uma guerreira é levada em direção à...
