Só pode ser brincadeira

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Alexander

Dizer que meu humor nessa manhã está péssimo parece até eufemismo.

Respiro fundo pela milésima vez fechando a mão em punho, enquanto minha vontade é de socar alguém.

Volto o celular na orelha tentando não explodir mas falho miseravelmente.

   -James. -Você só pode estar de brincadeira comigo  CARALHO!

  Explodo de uma vez elevando o tom de voz.

  -Estou cercado por incompetentes? -Como ele deixou isso acontecer porra?

Desfaço o nó da gravata em busca de ar, me sinto sufocado.

-Pare a merda desse carro.

  Ordeno ao motorista.

Assim que ele encosta no meio fio abro a porta e desço.

Escuto os outros carros buzinando e até alguns xingamentos pela manobra repentina que Milton precisou fazer.

Vejo meus seguranças se desdobrarem para me seguir já que os peguei de surpresa.

 Sei muito bem que agir de maneira impulsiva me coloca em risco eminente. Porém pago uma quantia bem alta para eles me manter vivo.

 James com quem estou ao telefone é meu chefe de segurança e melhor amigo.

Confio a ele minha vida.

   -Ninguém ameaça Alexander Copper e fica vivo para contar história!

Fala com raiva.

 James me pede calma. O que aumenta ainda mais a minha fúria.

  - Calma é o CARALHO.

Rosno para ele, ao mesmo tempo que paro para me situar de onde estou.

  Estou inerte olhando os prédios ao meu redor, quando sinto o choque em meu peito ao me virar.

Tudo é tão rápido que só tenho tempo de segurá-la antes que caia ao chão com o impacto.

Aproximo os nossos corpos observando a bagunça que se tornou as nossas roupas.

Ela reclama da dor e acompanho o olhar dela sobre os seios.

Porra!

Ela sobe o olhar para o meu rosto demorando um pouco mais na minha boca.

A vejo engolir com dificuldade. Tenho vontade de sorrir com a ousadia dela em me encarar.

Depois de quase decorar meu rosto, parece acordar de um transe e se afasta de mim.

Meu corpo quer protestar e meus olhos caem novamente na figura a minha frente. A roupa branca agora ganhou uma tonalidade marrom ela parece um anjo que caiu desajeitada em uma poça de lama.

Decido acabar com esse impasse mas falho miseravelmente, quando flagro os dentes punindo lábios tão deliciosos.

Ela diz algo e é a voz mais angelical que ouvi.

Que porra está acontecendo comigo?

Fecho a expressão e falo o mais ríspido possível.

-Você está dormindo menina? -Precisa olhar por onde anda.

Ela pisca algumas vezes e abre a boca, porém não diz nada.

A pele começa a ficar vermelha como um pimentão e só consigo pensar em como ela ficaria linda após uma dose de sexo nesse tom de pele.

-Olha aqui seu, seu...

Ela tenta mas não consegue concluir a frase.

Acho graça da situação e aguardo o que vai dizer.

Alexander CooperOnde histórias criam vida. Descubra agora