Se cada pessoa tivesse a chance de voltar ao passado e corrigir um erro ou de estar com uma pessoa especial, a maioria das pessoas voltaria ao momento, no lugar onde a pessoa amada teve o seu encontro com a morte, porque quando perdemos alguém são várias questões na nossa mente, algumas delas são... E se fosse diferente? E se eu pudesse impedir? Se eu soubesse que seria hoje? Se eu pudesse dizer que o amava... são perguntas frequentes, são um conjunto de mágoa, de culpa, de ira.
O ser humano passa a ser frágil demais quando perde alguém que tanto ama. A morte entra na vida e toma posse, e pra isso não volta.
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Conseguia perceber os policiais me segurando nos braços enquanto andava pelos corredores da prisão, enquanto passava pelas celas com várias prisioneiras, eu conseguia perceber mas não sentir, tudo que eu sentia era apenas dor, muita dor, de ver o meu amigo morrer em meus braços e saber que não posso fazer nada.
- Olá novata - disse uma das prisioneiras em uma das celas e várias outras faziam barulho como se fossem as minhas boas vindas.
Abriram uma cela vazia, tiraram as minhas algemas e me jogaram no chão, eu não sentia que teria forças, foi como se fosse a gota de água, como se fosse um lapso, fiquei sentada encostada a parede.
- Katherine Johnson - Disse uma voz que vinha da cela frente a minha - Como o mundo é pequeno, e o destino justo.
- Rebecca - disse olhando para ela que estava de pé segurando as grades da sua cela.
- Estou tão estupefacta. Gostaria de saber, o que te trouxe aqui? Tipo assim... É meia noite. Que tipo de crime você cometeu?
Tentei me manter calma e não responder a nada, também não estava preparada para dar uma resposta.
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GISELLE
- Eu sabia que você viria - disse a Lauren assim que abriu a porta de sua casa.
- Não se sinta charmosa - eu respondi - Apenas vim porque... Queria conversar com alguém.
- A sério mesmo? - ela perguntou e ficou me encarando com um sorriso.
- Querida... Lauren, não e? - ela assentiu - Vai me deixar entrar, ou...
- Ah me desculpa, que falta de educação da minha parte - ela abriu espaço para mim passar, e eu entrei, a sua casa era grande e muito luxuosa, parecia que seus pais eram de muito dinheiro - Pode se sentar. Se sinta em casa.
Me senti acolhida, mas estava meio tímida. Eu não fazia a mínima ideia do que eu estava fazendo aqui, eu acabei de conhecer ela e no mesmo instante já vim pra casa dela, eu mal a conheço. Sentei tentando parecer mais calma possível, e ela veio até mim me entregando um copo com algum tipo de bebida que eu não sabia qual, mas era alcoólica.
- Oh não. Eu não consumo bebidas alcoólicas - dei o copo de volta pra ela mas ela não pegou.
- qual é? Só um copo, é whisky. Entra no clima.
- Você está abusando de mim.
- E você gosta. Porque se não, você não estaria aqui - ela tinha resposta para tudo, se sentou ao pé de mim e eu me senti meio tímida - Então... Me diz o que te trouxe aqui?
- Eu já disse, queria conversar com alguém.
- Tá bom, você disse isso. Mas agora eu quero saber a verdade. O que te trouxe aqui? - eu engoli em seco porque na verdade nem eu sabia o que me trouxe aqui.
- Eu não sei - respirei fundo e me senti envergonhada porque ela parecia estar minha mente - Realmente não faço a mínima ideia do que eu faço aqui.
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Trans - Weapon
ActionNascida como Raphel David, e transformada para a vingativa e imparavél Katherine Johnson. Cresceu com sua mãe e o padrasto, quando criança sua mãe morre por envenenamento causado pelo seu padrasto que mais tarde se apoderou de sua fortuna e de todos...
