27. Please, don't die

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E lá estava eu correndo desesperadamente depois do Timothy me dar a sua localização, eu corria no meio de uma floresta, em meio de vários arbustos que feriam a minha pele, mas eu apenas corria sem cessar, com o meu coração aos pulos, com medo do que ele poderia fazer ao Charles.

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TIMOTHY

Uma estrada calma e vazia, e estava eu, e o Sean do meu lado, e o Charles de joelhos a nossa frente enquanto eu estava esperando pela Kate, e o Charles com lágrimas nos olhos.

- Porquê você não me mata logo? - ele perguntou.

- Eu vou. Não se preocupe - disse na maior calmaria.

- Ela já deve estar a caminho - disse o Sean - Porquê não fazer logo o plano?

- Mantenha a calma Sean. Eu sei o que estou fazendo.

- Incrível como o senhor consegue ter tanto odeio em seu coração - Charles dizia as palavras com tanta raiva - Capaz de fazer o seu próprio filho sofrer. Você é um lixo.

Cheguei até ele e dei uma bofetada pra ele se calar.

- Já fiz coisas piores. E você... Escolheu o lado errado da história. Primeiro falhou, em ser gay, e segundo porque se tornou amigo daquela... Travesti.

- Nome dela é Kate. E ela vai te destruir.

Dei novamente uma bofetada no seu rosto.

- Você convive comigo desde a sua vida inteira, me diz. Alguma vez você viu alguém me destruindo?

Ele apenas me encarava, me olhava bem nos olhos.

- Você me dá nojo - cuspi no seu rosto - Preferia te ver morto, do que como meu filho.

Ele limpou o seu rosto e riu em voz alta.

- Eu te dou nojo? - ele me perguntou e eu abanei a cabeça - Mas você me dá pena, por ser essa pessoa medíocre, pobre de espírito e infeliz. Você me fez ser seu recruta durante anos, você queria me tornar exatamente igual a ti, do jeito que você conseguiu tornar a Sarah, mas felizmente eu acabei cedendo.

- Você cedeu, mas você teve que assistir tudo, você teve de ser cúmplice, e achas que isso faz de ti diferente?

- Já não sou seu cúmplice... Eu acabei com a tua vida - ele gritou no meu rosto e eu podia sentir a sua raiva.

- Você acabou? Mas... Como? - eu sorri porque o que ele estava dizendo não fazia o menor sentido.

- Ela já está perto - disse o Sean me mostrando a localização da Kate no tablet - Acho melhor fazermos isso de uma vez por todas.

Peguei na arma que estava na cintura do Sean e apontei para o Charles e fiquei pensativo, fiquei olhando bem no fundo dos seus olhos, mas eu não sentia medo da parte dele, eu sentia dor, tristeza tudo isso era o que ele transmitia.

- Eu posso fazer isso chefe - disse o Sean.

- Não - disse frio - Eu mesmo terei o prazer de acabar com a vida desse veado - preparei a arma e puxei o gatilho atingindo bem no peito do Charles que não deu nenhum grito ou gemido de dor, simplesmente caiu no chão com sangue todo escorrendo pelo seu corpo e tremendo, comecei sentido um certo vazio dentro de mim, mas tentava preencher com o pensamento de que mais vale ele morto do que vivo e como um gay - Agora vamos Sean.

Fomos até o carro e deixamos ele aí estendido no chão nessa noite fria, Sean pisou fundo no acelerador e nos tirou daí.

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Trans - WeaponOnde histórias criam vida. Descubra agora