Minha mente ficava passando a imagem do rosto do Chris a todo momento quando eu dei pra ele o último beijo, o seu olhar transmitia tristeza, e eu pude perceber isso, não sinto pena dele, ou qualquer outro tipo de sentimento, mas não nego que a noite de prazer foi uma das melhores que já tive, ou melhor... A única que já tive, fico tão focada em vingança que nunca me dei a chance de experimentar algo tão bom, mas entendo que por vezes se abrir para sentimentos, a pessoa se torna vulnerável e fraca...
- Kate? - Simon havia acabado de me chamar enquanto dirigia, eu digo Simon! Ele nunca chamou ninguém, que coisa mais estranha, estávamos no mesmo carro já a uns 30 minutos a caminho da academia, depois dele ter jogado os Vilões no meio da polícia, e ninguém falava alguma coisa, o silêncio era o nosso amigo.
- Simon? - olhei pra ele erguendo as sobrancelhas - você... acabou por chamar o meu nome.
- Sim - ele dizia olhando para frente enquanto manuseava o volante - como você pensa em obter a tua vingança? - achei estranho a sua pergunta, e coloquei uma cara de despercebida, e voltei olhando pra frente.
- Porquê você me pergunta isso?
- Por curiosidade, por vezes sinto que mereces e outras vezes... Sinto que só fazes merda.
- Eu não vou ter esse tipo de conversa contigo Simon, eu sei onde você quer chegar, você quer me rebaixar.
- Você se rebaixa, dormindo com um homem enquanto que podia estar planejando o seu golpe.
- Bem... Eu durmo com quem eu quiser e tu não estás na minha mente para saber sobre os meus planos, fim de conversa.
- Tu és fraca Kate - ele disse todo frio como sempre - Tu nunca vais conseguir destruir o homem que matou a sua mãe - ele estacionou o carro no Parque da academia de vigilantes, e olhou pra mim - precisas te recompor, por vezes penso que devias parar de criar filmes na tua cabeça e cair na real, tu não tens chance, tu só sabes destruir e matar tudo e todos - as palavras dele me faziam sentir-se mal, e eu não entendia porquê que ele dizia aquilo.
- Pelo menos eu sei fazer alguma coisa, e tu? Mal sabe o seu propósito aqui, coitado de ti. Vives tão focado na tua raiva e ódio, com o seu ego em alta que não sabes a quem descontar esse sentimento de vingança, porque tu mal sabes quem matou os seus pais, não é? Uma criança que foi tão solitária a vida toda, procura baixar os outros pra ver se esse sentimento em ti diminua, pois saiba que não vai! Tu podes dizer que eu sou fraca, e isso não me afeta quando bem no fundo sabemos quem é que se esconde na sombra e com vergonha porque não sabe o que fazer da vida - ele parecia estar com bastante raiva, mas assim que eu disse as tais palavras eu desci do carro e fui andando em direção ao portal de entrada.
*****
Acordei com o barulho de todas as meninas do dormitório que estavam todas falando alto uma com as outras, pareciam estar todas bem dispostas enquanto eu achava que ainda era muito cedo, quando na verdade eu é que havia despertado tarde.
- Bom dia dorminhoca - disse Giselle se aproximando da minha cama.
- Que horas são? - perguntei com a voz meio roca e me sentei.
- 10 da manhã - ela se sentou ao meu lado na cama - onde você esteve ontem a noite?
- A sério? - olhei pra ela.
- Não, quer dizer ... Me desculpe, é que todo mundo aqui estava se questionando sobre isso, e eu ...
- Eu não matei ninguém - disse a interrompendo. Ela colocou uma cara de surpresa e meia feliz.
- Nossa! Eu nem ia perguntar isso.
- É o que todo mundo quer saber.
- É! - ela coçou o nariz - você quer fazer parte do meu clube de leitura de hoje?
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Trans - Weapon
AcciónNascida como Raphel David, e transformada para a vingativa e imparavél Katherine Johnson. Cresceu com sua mãe e o padrasto, quando criança sua mãe morre por envenenamento causado pelo seu padrasto que mais tarde se apoderou de sua fortuna e de todos...
