cinquenta e sete

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Madison

Lembrança
11 anos, Brasil.

Resmungo um "ai", enquanto minha tia Renata faz duas trancinhas pequenas uma em cada lado da minha cabeça e as junta no final, ela põe as mãos nos meus ombros e me olha pelo espelho da penteadeira do seu quarto.

Renata: tá linda - sorri balançando a cabeça e ela rir - levanta, sua avó está esperando, é o último aniversário dela morando no Brasil, ela quer aproveitar com todos.

Madison: mas você vai para Los Angeles, nos visitar não vai? - pergunto e ela assente passando a mão na parte do meu cabelo que estava solta.

Renata: e você também vai vir, a casa está aberta para você passar as férias - sorri largamente e a abraço.

A casa de tia Renata tinha três andares, que pareciam mais três casas, uma em partes mais altas que as outras. Por isso eu chamava de casas da minha tia, porque ela não eram ligadas uma a outra, você tinha que sair de uma parte e entrar em outra, quando chovia era meio complicado, porque as escadas para o segundo e terceiro andar eram ao ar livre.

Em baixo tinha uma garagem na frente, quando se entrava pela porta tinha uma sala, quartos de hóspedes, outro da minha avó e um banheiro, ao lado direito, do lado de fora da casa, tinha uma escada, que ligava ao segundo andar, onde tinha uma área com piscina e ao lado um lugar coberto com churrasqueira, mesa e uma geladeira para festas, tinha uma porta de vidro, quando entrava, tinha uma cozinha, outra sala, os quartos de tia Renata, JV e Bruno, e outro de visitas, do lado esquerdo fora dessa parte da casa, tinha outra escada, que dava ao último lugar, lá tinha uma sala com geladeira e televisão e apenas dois quartos e um banheiro.

Era enorme e confusa, mas eu amava ir para a casa da tia Renata.

A festa estava acontecendo no primeiro andar, tinha várias mesas e convidados espalhados pelo gramado.

Mariana: tá de lente, querida? - pergunta assim que a abraço, quando chego no gramado e assinto - viu como não é ruim?

Madison: arde um pouquinho no início, mas acho melhor que óculos - ela sorri beijando minha cabeça e Lucas se debruça pelo guarda corpo do segundo andar.

Lucas: a Juliana tá chamando você, Madi - ele grita e tia Bri olha pra cima.

Brianna: sem grito - ela repreende meio alto, por conta da música aqui de baixo e a que tocava lá em cima, na boate improvisada para os mais novos.

Meu tênis fazia barulho enquanto eu subia as escadas e procuro Ju com os olhos,

Juliana: eu tô aqui - ela balança os braços perto de umas plantas depois da piscina e vou até ela correndo - você não sabe o que aconteceu.

Madison: se você não me contar eu não vou saber, mesmo - ri da minha própria fala e arrumo as mangas que iam até perto dos meus cotovelos do vestido branco que usava.

Juliana: eu tomei a bebida da minha mãe sem querer - ela sussurra baixinho e arregalo os olhos - eu achava que tá guaraná, mas era amargo.

Madison: você bebeu!

Juliana: você quer? Se quiser eu trago escondido.

Madison: não! Eu não tenho idade para isso!

Lucas: para o que? - ele pergunta parando ao nosso lado com Camila e Bruno.

Madison: ela bebeu cerveja!

Juliana: eu sei onde tem, vocês querem provar também? O tio Gabriel tá jogando as latinhas com um monte de cerveja dentro ainda, elas estão na mesa da cozinha.

Madison: a gente não tem idade para beber, Ju.

Camila: você é como uma criança, Maddie Madison - ela diz revirando os olhos.

Bruno: meu pai tá jogando as latinhas na sala? Só pode estar bêbado, vou já pedir dinheiro para ele. - ele fala sorrindo.

Juliana: vocês querem experimentar? - Camila, Bruno balançam a cabeça, afirmando e os três saem.

Camila: você não vem Lucas? - pergunta antes de descer com os outros, ele nega e a garota some  do meu campo de visão.

Madison: dá pra acreditar que eles vão beber? - pergunto desacreditada - a gente não pode fazer isso.

Lucas: minha mãe que fez? - pergunta colocando a mão na lateral do meu cabelo, mais especificamente em cima de uma das tranças e eu nego.

Madison: a tia Renatinha - respondo e ele continua com a mão ali, me encarando - você é meu melhor amigo, mas não tem o direito de ficar me encarando, Lucas z eu tenho vergonha.

Mas ele continua, até se inclinar para frente, fazendo nossas bocas ficarem grudadas. Arregalo os olhos, me afastando e o encaro espantada, antes de subir para o terceiro andar.

Lucas: Madi - ouço ele chamar subindo as escadas, fazia exatos cinco minutos que eu estava ali em cima - me desculpa, esquece o que...- não o deixo terminar e o beijo.

E foi assim que eu perdi meu bv e consequentemente, ele também, já que nenhum dos dois tinham beijado antes.

Na verdade já, nossas mães falavam que a gente vivia dando selinho com uns cinco/ seis anos, depois que vimos as duas assistindo um filme de romance. Mas isso não conta.

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I Hate Love YouOnde histórias criam vida. Descubra agora