Eu e Alan levantamos bem cedo e pegamos nossas mochilas. Na minha estavam as cordas cortadas, um kit de primeiros socorros e as coisas necessárias para passarmos a noite, na mochila dele estavam as armas, as comidas e bebidas. Não me despedi de Noah, porque ele estava muito quieto dormindo e não quis acorda-lô. Quando partimos ainda estava escuro, Adam não quis se despedir e não tirava a razão dele, eu havia sido muito grossa no dia anterior. Eu e Alan seguimos nossa viagem na direção original.
- Você acha que vamos conseguir achar ajuda? - Perguntei esperançosa.
Nem eu mesma sabia porque estava conversando com Alan, achei que era por causa do fato de ele ser a única pessoa com quem eu poderia conversar.
- Não sei. - Respondeu.
Foi a única coisa que ele falou.
- Se me odeia tanto por que não pediu para o Oliver ou a Nicole pra vim comigo? - Perguntei.
- Porque preciso de você... - Ele começou, mas o interrompi:
- Precisa de mim viva. Já sei. - Falei em tom de desânimo.
Vejo Alan soltar um leve sorriso.
- O que foi? - Indaguei.
- Nada. - Ele respondeu.
Revirei os olhos e apressei o passo, passando na frente dele. Ele sorriu ainda mais, o que me deixou irritada. "Ridículo!" Foi o que pensei.
Andamos durante o dia inteiro, ele andando na frente e eu atrás amarrando as cordas nas árvores. Durante o trajeto ouvimos alguns sons o que deixou Alan em alerta.
- O que será? - Perguntei um pouco amedrontada.
- Se eu soubesse já teria dado um jeito, não é mesmo? - Perguntou sarcástico.
- Idiota. - Fale baixo.
- Como? - Perguntou.
- Não falei nada, você deve estar ouvindo vozes. - Contei fingindo inocência.
Alan revirou os olhos e continuamos a andar. Quando começou a escurecer paramos a jornada.
- Vou pegar lenha, fique segura. - Ele ordenou e jogou uma faca para mim.
Apenas concordei com a cabeça. Ele saiu em direção as outras árvores. O céu estava alaranjado e com tons de azul, as estrelas começavam a surgir. O clima estava frio, os galhos das árvores balançavam e faziam ruídos estranhos. Pela primeira vez, senti medo de ficar sozinha. Os barulhos pareciam que estavam aumentando, senti que algo estava se aproximando, me fazendo levantar e gritar por Alan. Comecei a correr, parecia que algo estava me perseguindo. Senti algo puxando o meu braço, o que me fez gritar mais e começar a diferir socos sem olhar para frente.
- Casey, sou eu! - Alan avisou.
Não sei porque, mas o abracei e comecei a chorar.
- Está tudo bem! Eu estou aqui. - Ele me consolou.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Os fugitivos de Orion (Em Revisão)
Science FictionOrfanatos são muito comuns para as pessoas, mas o que se sabe sobre o de Orion, o transforma de normal para extremamente fora do comum. O dono daquele lugar é o senhor Willy, um caloroso e gentil homem, o qual decidiu abrir o lugar quando encontrou...