Meredith PoV
Quando senti o líquido escorrer pelas minhas pernas, um arrepio frio percorreu minha espinha. Eu estava sozinha, com a Addison, no estábulo, em meio a uma chuva torrencial que parecia longe de acabar. Eu não sabia o que esperar das próximas horas, o pânico começou a me dominar.
Eu precisava do Andrew, mas eu estava sem celular. Meio incerta ainda se seria a coisa certa se fazer, eu resolvi então apelar à Addison:
- Addison, por favor, você deve ter o celular do Andrew ainda, não? Por favor, ligue para ele, fale onde nós estamos, ele precisa vir agora.
Addison balançou a cabeça negativamente:
- O Andrew trocou de número depois de tudo que aconteceu, não se lembra, Meredith? E...além do mais: eu estou sem celular. Desde que... - ela parou e suspirou - Desde que eu fui para a clínica psiquiátrica, eles não me deixam com o celular. Tenho direito a usá-lo apenas por algumas horas.
Eu suspirei fundo e joguei a cabeça para trás em frustração. As coisas definitivamente não estavam boas. Para piorar, eu comecei a sentir dores que agora estavam vindo com intervalos menores. Eu sabia que aquilo seria as contrações e que a partir de agora o bebê estava cada vez mais próximo de nascer.
Vi Addison encaminhar-se para porta e perguntei, em tom de desespero:
- Onde você vai?
Ela olhou para mim, um ar de dúvida em seu rosto, dava para perceber que ela estava travando uma luta interna:
- Eu...eu não posso ficar aqui, Meredith. Eu preciso ir.
Eu me apavorei:
- Não, Addison! Você não pode me deixar aqui sozinha! Eu vou ter um bebê!
Addison olhava para mim muito séria. Seu olhar era meio indecifrável, mas eu conseguia distinguir um pouco de desespero:
- Eu não posso ficar aqui com você, Meredith, entenda! É melhor que eu vá, mas eu vou tentar achar alguém e pedir ajuda.
- Não dá tempo, Addison! O bebê vai nascer a qualquer momento!
Eu senti então uma contração violenta e gritei de dor, segurando fortemente um pedaço do bloco de feno que estava perto de mim. Addison se aproximou um pouco e disse, atordoada:
- Eu não posso ficar aqui, Meredith, não posso! Eu te fiz muito mal e além disso eu...eu...eu não sei fazer um parto!
Então, uma outra contração violenta veio e eu urrei em dor. Suando e tentando controlar a respiração, eu disse, olhando seriamente para ela:
- E eu só fiz partos de porcas, éguas e vacas, Addison...mas eu nunca fui mãe. Então somos duas iniciantes. Por favor, me ajude. Não me deixe aqui sozinha. Eu sou sua irmã.
Ao ouvir a palavra "irmã" pronunciada com tanta ênfase por mim, Addison me olhou atordoada. Eu vi a dúvida passar sobre seus olhos. Na verdade, ela parecia aterrorizada e sem saber como agir. Por um segundo então, ela se recompôs e tomou sua decisão:
- Muito bem. Será que aqui tem algum coisa para forrar e te colocar deitada?
Mesmo sentindo dor, eu apontei um pequeno bauzinho escondido atrás de uma das pilastras do estábulo. Era um bauzinho que eu mesma havia deixado meio escondido ali para o caso de alguma emergência. Na verdade, desde que eu e Andrew havíamos transado no estábulo, eu nunca mais deixei aquele bauzinho vazio, virou quase um item de primeira necessidade, já imaginando que algum dia poderíamos repetir a dose numa daquelas nossas loucuras hormonais.
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Por acaso
FanfictionAndrew DeLuca é um médico jovem, de vida desregrada, mas que está ascendendo profissionalmente muito rápido. O excesso de trabalho e a vida sem freios o leva a um limite perigoso. Forçado a mudar de vida, ele vai para um Hotel Fazenda próximo a Seat...
