ABBY
A vida é um sopro realmente.
Quando você menos espera ela é tirada de você e resta a quem fica seguir em frente, sentindo a dor da saudade a cada dia.
Minha mãe deu seu suor e sangue para realizar seu sonho na medicina e quando finalmente alcançou seu objetivo foi assassinada por tentar exercer sua função. Houve um atentado no hospital, várias pessoas feridas e outras mortas, dentre elas minha mãe.
Eu me sento fria, meu corpo está trêmulo e eu me recuso a acreditar que isto esteja realmente acontecendo. Foi tão repentino, hoje pela manhã ela me abraçou e me deu um beijo terno ao se despedir de mim.
Toda manhã ela me dava uma carona para o trabalho e agora, de repente, se foi.
Um soluço sai de minha boca, as lágrimas saem sem permissão e me encolho como uma criança abandonada no banco do carro de Hayden. Sinto o carro parar e olho para a entrada do hospital não querendo sair do carro.
_ Obrigada pela carona._ abro a porta do carro sem olhar para ele.
Caminho pelo gramado de forma lenta, meu coração bate de forma acelerada e contenho o choro mesmo que doa. De repente sinto as mãos de Hayden em meu braço, mas ele não para de caminhar, apenas me guia para dentro.
_ Eu sei como é passar por isso, ficarei aqui com você.
O olho agradecida e minhas pernas bambeiam quando entro e vejo que o hospital está revirado, há pessoas feridas por todos os lados e vejo meu pai e minha irmã parados na recepção.
Assim que me vêem, ambos correm em minha direção e Hayden me solta para que possamos nos abraçar.
_ Era mesmo ela? Era a mamãe?_ pergunto e meu pai assente sem derramar uma lágrima sequer.
Ele parecia em choque e eu o entendia.
_ Mas por que?_ não consigo entender.
_ Ela salvou minha vida.
Olho para trás e uma garota, completamente ferida nós olha com vergonha. Seu corpo está cheio de curativos, o cabelo c sangue e me pergunto por que cometeram uma barbaridade dessas num hospital.
_ Ela desafiou os bandidos para me ajudar, e levou um tiro depois._ me apoio em meu pai sentindo minha visão ficar turva _ Eu só tô muito._ começa a chorar e eu a abraço.
Não foi culpa dela.
_ Não se culpe.
Ela chora em meu braços e não me permito mais derramar uma lágrima. Minha mãe não gostaria de ver que estou sendo fraca, porém não posso evitar a dor que sinto, não posso evitar pensar que nunca mais a verei dançar pela cozinha fazendo suas panquecas, ou cantando sua música favorita toda manhã
Eu não a verei novamente.
Após algumas horas naquele lugar eu já não me aguentava mais. Hayden havia ido embora a meu pedido e a única coisa que eu desejava era um bom uísque.
O corpo seria velado amanhã às 9 da manhã e cremado às 11. Meu pai queria levar suas cinzas para Paris, onde eles passaram a lua de mel e jogar suas cinzas no rio Sena. Era o local favorito de minha mãe e achei a ideia muito boa.
Entro no primeiro táxi que vejo e peço para que me leve até qualquer bar da cidade.
Não quero ficar sã esta noite.
HAYDEN
Não conseguia me concentrar na conversa a minha frente, a única coisa que conseguia me concentrar era em Abby, seus olhos que transmitiam paz a maior parte do tempo estava sem emoção, apenas um vazio intenso, o sorriso completamente inexistente.
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(Im)perfeitos
RomanceHayden Blacker, um homem ferido e com segredos obscuros. Após a morte de sua esposa sua vida se transforma de todas as maneiras e ele se recusa a amar novamente. Tudo ia perfeitamente bem até ele conhecer a doce, engraçada e bonita Abby Garcia. Por...
