Eu estava deitado quando tudo começou. Estava com sono e querendo dormir, mas fazia frio demais para essa proeza. A janela do meu quarto estava aberta, deixando as correntes de ar entrar. Eu estava pensando em levantar para fechar a droga da janela e dormir logo, mas minha preguiça não deixava. Foi quando eu vi: uma cabeça surgindo na minha janela, como se estivesse escalando o muro da minha casa. Imediatamente, entrei em estado de alerta, sentando na cama e ascendendo o abajur ao meu lado para verificar se não estava sonhando. Mas eu não estava. Abri a gaveta, tirando de lá uma arma de choque elétrico que tinha comprado faz um tempo, mas hesitei. A mulher (sim, dava para saber, porque tinha uma silhueta incrível) entrou no meu quarto e parou à minha frente.
Aos poucos, ela foi se aproximando da minha cama. E eu não via mais necessidade da arma. Aquela silhueta, aqueles cabelos longos, negros e cacheados. Aquele busto desenhado e os lábios cheios. Tudo isso só poderia pertencer a uma pessoa: Catarina. Mas o que diabos ela estava fazendo na minha casa? Ainda mais de noite. Será que veio se desculpar? Porque sim, eu estou revoltado por ela ter aceitado ser a secretária do meu irmão. Mas vi que essa não era sua intenção ao perceber suas roupas. Ela estava usando uma daquelas camisolas transparentes, feitas para deixar o cara morrendo de tesão só de olhar. E, honestamente, se as mulheres normais já ficam gostosas nessas roupas... Bem, a Catarina estava gostosa para caralho. Se ela não parasse de se aproximar, eu provavelmente iria a puxar e a fuder ali mesmo.
- O que você está fazendo? – perguntei já rouco.
- Uma loucura. – ela disse, sua voz calma enchendo o meu quarto por um momento – Sh...
Ela colocou um dedo nos meus lábios, hesitante. Quando analisei seu rosto, pude ver que estava incrivelmente vermelho. Ela respirava rápido, quase com dificuldade. Seus peitos desciam e subiam e tudo o que eu podia fazer era olhar para eles. Queria tocá-los. Apertá-los e chupá-los. Então, Catarina teve minha atenção em seu rosto quando ela olhou ao redor nervosamente. Depois de tudo, ela respirou fundo e passou uma perna por cima de mim, na cama. Eu congelei. Então, ela puxou a outra perna, de forma que ficou por cima de mim, sentada em meu abdômen. Do jeito que eu estava duro, tinha certeza de que meu pênis tocava sua bunda. Mas ela não parecia se incomodar com isso.
Ela respirou fundo mais uma vez e se abaixou, devagar, para depositar um beijo nos meus lábios. Eu pensei que o beijo ia ser calmo, contido, como ela. Mas, ao invés disso, ela me atacou, praticamente me sugando de tanta vontade. Finalmente eu descongelei, pegando sua nuca e a apertando ainda mais contra o meu rosto. Minha outra mão foi para a sua cintura, sentindo a curva incrível que ela tinha ali. Subi essa mão, hesitante, enquanto tudo no que eu pensava eram seus seios redondos e cheios. Ela se afastou por um momento e me encarou, completamente vermelha. Só que agora, eu podia ver que aquele vermelho não se devia ao fato de que ela estava com vergonha. Ela estava quente. E, porra, eu estava quente também. Puxei o edredom que estava usando como cobertor para longe, fazendo com que ela se desequilibrasse e caísse no colchão, bem ao meu lado.
- Você provocou isso. – sussurrei em seu ouvido.
Então, antes que eu pudesse evitar, estava passando a língua pelo seu pescoço, sentindo a textura da sua pele. Ela estava suada e esse sabor de suor só deixou as coisas melhores ainda. Ela se contorcia debaixo de mim, como se estivesse querendo recuperar o controle que antes era seu. Mas eu não ia deixar. Segurei seus dois pulsos acima da sua cabeça e ela ofegou como quem estava adorando aquilo. Então, sorrindo, passei a lamber a parte de cima de seus seios. Ela ofegava como nunca e, uma vez que eu finalmente a mordi com vontade, ela gemeu. Se antes eu já estava duro, agora eu estava pulsando de tesão por ela. Com um rosnado a soltei, recuando um pouco. Ela me olhou, completamente confusa e desapontada. Com um sorriso irônico, rasguei sua camisola, completamente louco. Tudo o que eu via agora era sua cara de prazer e suas pernas, que constantemente se fechavam e se abriam, como se ela estivesse tendo problemas para manter sua cabeça sobre controle.
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Os Irmãos Becker e Eu
RomanceCatarina Cavalcanti tem algumas situações para resolver em sua vida. A garota tem sérios problemas para perceber quando os garotos gostam dela como algo mais. Memória fotográfica, o que a faz mais inteligente do que a maioria das pessoas. E ainda é...
