The Morning After

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Harry POV

Eu costumava pensar que felicidade era só uma ilusão. Algo que as pessoas inventavam para contar histórias ou vender um bom livro. Nunca pensei que fosse algo que pudesse existir para mim, mas isso é só por que eu sempre pareci receber sempre o oposto. Enquanto em um ponto da minha vida, eu achei que estava totalmente feliz, isso foi parando eventualmente. A felicidade que eu achava que conhecia, tinha se esvaído como fumaça de cigarro. Não haviam traços simples dela que foram deixados, e com isso, levou também cada parte de mim que parecia viva.

Eu não sentia felicidade há tanto tempo que realmente pensei que seria assim que viveria para o resto de minha vida. Até agora.

~*~

A luz do sol através das cortinas de meu quarto, foi clara o suficiente para fazer eu me mexer. Todos os meus sentidos logo pareceram intensificados na manhã. Cada canto dos pássaros ou barulhos leves do meu lado estavam os intensificando ainda mais. Uma dor leve em minha cabeça, que se espalhava por minhas pálpebras, estava implorando para que eu as mantesse fechadas.

 Assim que meu corpo começa a acordar lentamente, me mostrando que todas as sensações que sinto me envolverem são calorosas, um corpo pequeno e leve com suas mãos me envolvendo seguramente, inclina sua cabeça em meu peito e respira, bufando sobre meu estômago. A camada de cabelo que cobre o topo de meu peito, próximo da clávicula, me pica a cada vez que respiro ou mexo meu corpo. Pernas longas, doces e delicadas estão entrelaçadas mas minhas, completando minha sensação de segurança e calor.

 Na realidade, meu corpo é maior e mais masculino mas ainda sou eu quem está se sentindo seguro e protegido no momento. Uma sensação que pretendo valorizar e manter como algo sagrado. 

Uma agitação leve contra meu corpo faz meus olhos se abrirem lentamente. Logo me arrependo já que as luzes pareciam ter escolhido esse momento para aumentar ainda mais, me fazendo gemer. Com minhas pálpebras tremendo algumas vezes, se ajustando a brusquidão do sol, a imagem que vejo quando os abro completamente me deixa sem fôlego.

Minha mente obviamente repassa cada evento que aconteceu ontem á noite. Desde o passeio até o clube, para cada bebida e enfim cada beijo apaixonado e corpos entrelaçados. O momento foi poderoso demais para ser algum erro bêbado ou esquecido. Ele se ampliava ainda mais em meu cérebro quando abri meus olhos e vi o garoto, pelo qual estou perdido, em meus braços.

Acordar ao lado de Louis sempre foi minha coisa favorita quando se tratava da nossa relação antiga. Antes, eu era bem menor e Louis era maior que eu. De alguma forma, através dos anos, ele parecia ter parado de crescer enquanto eu continuava indo. O sorriso em meus lábios, brinca com as memórias de meu coração enquanto penso em como as coisas haviam mudado completamente. Era eu quem costumava acordar em seus braços, abraçando sua musculatura. Seus braços protetores se envolveram em mim enquanto eu dormia, e eu sabia que aqueles braços nunca deixariam nenhum perigo chegar até mim.

Do mesmo jeito agora, mesmo com os papéis trocados, meus braços estão o apoiando protetoramente. Essa é a coisa sobre o amor e adoração por ele. Ele poderia fazer de tudo para ficar contra mim, me machucar ou até me devastar, mas meus braços sempre estariam abertos e dispostos a protegê-lo. Eu ficaria como um escuda em sua frente, morreria mil vezes e receberia cada pontada de dor possível se isso significasse que nada chegaria nele.

Acordar agora, mesmo que com dor de cabeça e alguns pontos levemente doloridos em meu corpo, me fez sentir em paz. Parece até um buliço em algum lugar, bem no fundo de mim, que talvez, apenas talvez, as coisas vão acontecer do jeito que eu queria há muito tempo. Que talvez agora, as duas pessoas que foram feitas para ficar uma com a outra mais que ninguém no universo,  finalmente teriam sua chance. Finalmente, era nossa vez. 

27 Minutes (l.s)Onde histórias criam vida. Descubra agora