A verdade. ❤️

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6:35am - Salão Comunal dos Monitores-Chefe

Narração Hermione.

"Eu sei que vossa excelência preferia uma delicada mentira; mas eu não conheço nada mais delicado que a verdade."  MACHADO DE ASSIS

Os deveres de casa e tarefas como Monitora-Chefe consumiam metade do meu tempo, e a outra metade era voltada à Córmaco. Assim, os dias eram cansativos e atarefados. Ao olhar meu reflexo no espelho nessa manhã nublada, vi que as noites mal-dormidas estavam dando resultados, estava com olheiras enormes. Lavei o rosto, escovei os dentes e sai do banheiro. Ainda faltava duas horas para começar minha primeira aula, mas precisava revisar uma tradução de Runas Antigas. Ao descer até a sala comunal, agradeci por Malfoy, que nos últimos dias tem estado mais carrancudo e mal-humorado que nunca, não estar presente ali.
  Me sentei numa poltrona perto da lareira e comecei meu dever. A caminho do Salão Principal, uma hora depois, me arrependi de não ter vestido um casaco extra, o frio estava castigando os desprevenidos hoje, minhas articulações já estavam doendo. Me sentei ao lado de Harry e Rony que estavam discutindo sobre seu jogo de quadribol contra a Sonserina que teriam daqui a uns dias. Não havia nem levado uma colher de mingau de aveia à boca quando Harry começou a levantar suas suspeitas sobre Malfoy, ele estava realmente obcecado com sua ideia de que Malfoy era um Comensal da Morte e que tinha enfeitiçado Katie Bell.

- Veja bem, Harry... eu divido o dormitório com ele, não acha que eu não teria percebido se houvesse algo suspeito? - perguntei impaciente. Ele me olhou emburrado e concordou. Apenas ocultei suas crises de madrugada, pois acho que é algo íntimo do Malfoy e não tem ligação com Você-Sabe-Quem. Por que ele se importaria com uma crise adolescente?
Terminei meu café da manhã rapidamente e tornei a revisar minha tradução de Runas. A Profª Babbling normalmente se atrasa alguns minutinhos antes da primeira aula, então não me preocupei com o horário. Após me certificar de que estava tudo correto, segui até a sala de aula. Com o dia nublado e chuvoso, metade da sala já havia sido ocupada e os alunos estavam papeando. Sentei no fundo da sala, atrás de três garotos usando capas e gorros que conversavam baixinho. Invejei aqueles gorros quentinhos, até minhas orelhas estavam geladas.

- Estou te dizendo, cara... já ganhei aquela aposta com a Granger, ela está caidinha no leão aqui... - disse rindo a pessoa da frente, me inclinei um pouco para ouvir direito. Seus companheiros riram e um deles advertiu: "Não conte com os ovos que as corujas ainda não botaram!" - Que nada, seu morcego invejoso. Só estou me dando bem nessa história de fisgar a rata da biblioteca, fico na moleza enquanto ela faz todos os meus deveres...
   Um nó se formara em minha garganta e senti meu coração sangrar ao ouvir tal declaração, a voz tão conhecida que antes adocicava meus ouvidos, agora se transformara em uma lâmina, dilacerando meu coração. Então essa era a transparência de Córmaco...

Ojesed - Dramione (EDITANDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora