Lucy, Lucy Underwild.

983 53 3
                                        

5:16am - Residência de Lucy Underwild

  Narração Lucy.

"Sou egoísta, impaciente e um pouco insegura. Cometo erros, sou um pouco fora do controle e às vezes difícil de lidar, mas se você não sabe lidar com o meu pior, então com certeza, você não merece o meu melhor."

Viro e reviro na cama. Maldita insônia, malditos pesadelos, maldita vida.

   Desde que meus pais se foram naquela noite de 1992, os pesadelos invadem o meu sono.

  Eu estava lá. E eu sobrevivi. Eles, não. Muito provavelmente, seria melhor ter partido com eles.

  Me livraria de toda dor que hoje tenho. Ah, se eu não tivesse sido uma garotinha birrenta e mimada naquele dia.

  Todos dizem que a culpa não foi minha. Mas eu estava lá. Eu vi a morte acenar para mim.

   Eram 22:24 da noite. Estávamos eu, mamãe e papai no carro. Tinhamos acabado de sair do meu restaurante preferido.

    Horas antes, eu chorava e reclamava. Alegava estar com fome. Que nada, eu só queria mesmo uma fatia da torta de morango que eles serviam.

  Como sempre, eles antenderam o meu chamado.

  Voltando do restaurante, novamente, eu berrava e chorava. Havia esquecido minha boneca lá.

- Já chega Lucy Michelle Underwild, amanhã nós voltamos lá. E prende esse cinto direito. - foram as últimas palavras da minha mãe.

  O carro colidiu com um caminhão. Meus pais, por um acaso, estavam sem cinto. E meu cinto, estava muito bem preso.

  Foi tudo culpa minha.

  Meu pai se chamava Martin, era um bruxo milionário. Minha mãe se chamava Grace, não era bruxa, mas era uma trouxa muito rica.

E então eu tinha 12 anos. Órfã, e com uma grande fortuna nas mãos. Fui criada por três tutores diferentes.

  Eu aprendi à dar mais valor à vida. Com quatorze anos, conheci Travis Maddox. Ele se tornou meu melhor amigo. E depois, meu namorado.

  Com quinze anos, comprei meu apartamento e decidi que estava na hora de me virar sozinha.

  Trav está deitado ao meu lado e dorme intensamente. Beijo sua testa delicadamente e me levanto da cama.

Tomo um banho quente, e me sinto muito melhor.

   Visto uma meia-calça preta, uma saia rodada preta cintura alta, um colete jeans, uma jaqueta preta de couro, e um sapato anabella bege.

   Semana que vem já é natal. E como todos os anos, passo com Travis.

  Esse ano será um pouco diferente. Minha amiga, Astória Greengrass estará conosco.

   Astória está grávida de 8 meses, e tenho lhe dado todo o apoio possível. O pai, um cafajeste.

- Se quiser colocar meu nome nele, coloca. Se não quiser, não me importo. - foi o que ele disse quando perguntei sobre o bebê.

  Às vezes fico com pena dela, mas, logo me lembro do quão forte ela está enfrentando essa situação. 

   Me surpreendo ao ver que Asty está acordada. Me supreendendo mais ainda ao ver que ela está chorando.

    Asty está sentada na poltrona da varanda e encara o dia que começa a nascer. Ela não emite nenhum som, chora silenciosamente.

Ojesed - Dramione (EDITANDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora