Impregnado. ❤️

1.3K 103 17
                                        

17:40am - Torre da Grifinória

Narração Hermione

"Pelo visto teu cheiro gosta mais de mim do que de você. É que você sempre vai embora mas ele nunca foi..." RAMAI

Retornei ao Espelho de Ojesed três noites após o incidente com Malfoy. O reflexo do espelho me fascinava ao mesmo tempo que aterrorizava. Por que o universo, Merlin ou qualquer entidade que seja, havia me castigado com esse fardo? Por que o desejo mais profundo de meu coração seria eu e Malfoy lado a lado? Como tudo mudara em questão de semanas? Não tenho motivos nenhum para me sentir assim em relação ao Draco, afinal, ele é um asco e um verdadeiro babaca. O que será que o meu coração sabe que eu não estou conseguindo enxergar?

O namoro dele com a Chloe é realmente patético, ele parece estar mais miserável a cada dia, a menina gruda nele como um visgo-do-diabo e ele nem sequer esboça um sorriso. Me parece até que está sendo forçado a isso, mas quem o forçaria a tal coisa? Ele provavelmente só gosta de ter alguém o bajulando. Além disso, noto que ele tem faltado algumas aulas e passa muito tempo "desaparecido".

Mas estou muito ocupada para ficar pensando em Malfoy (mais do que já penso). O Natal é em duas semanas e meio, e os professores estão nos abarrotando com deveres de casa; E é só nisso em que tenho focado, nos estudos. Harry passa boa parte do tempo falando sobre Quadribol e obcecado com Malfoy, e um terço do que sobra, pensando em Tom Riddle; ele deveria trocar suas prioridades, mas é teimoso e não me escuta. Já o Rony passa seu tempo fugindo da própria namorada e me fazendo perguntas sobre deveres o tempo inteiro.

- Qual o feitiço usado para retirar o pus de Bubotúras, Mione? – pergunta Rony, espiando minha resenha para o dever de Herbologia. Estávamos sentados na sala comunal da Grifinória, desfrutando o calor advindo da lareira.

- Expremo. Não se esqueça que você ainda tem que fazer aquele dever de Poções... – lembrei, fechando meu pergaminho e tomando o dele para corrigir. – Harry, onde você estava?

- Estava repassando umas táticas de Quadribol com o Dino no pátio. – informa, se sentando ao lado de Rony no sofá e deixando a mochila aos seus pés. – Daí, quando eu estava vindo, ouvi a voz de Malfoy ao longe. Primeiro achei que ele pudesse estar discutindo com Snape, como você flagrou aquele dia, mas quando me aproximei, vi que só estava discutindo com a namorada dele.

- Dou pouco tempo para esses dois romperem, quem é a retardada que suporta o Malfoy por mais de uma semana? Ainda mais enquanto ele está parecendo uma coruja depenada... – Rony zoa, e Harry cai na gargalhada. Os dois já haviam reparado a aparência debilitada de Malfoy e o apelidaram assim, entretanto, eu não conseguia achar graça. – Eles estavam discutindo por que?

- Ela estava brigando porque sentiu o cheiro de outra garota na capa do Malfoy, e ele parecia não estar nem ai. Mas se querem saber, acho que ela estava brigando atoa, ele provavelmente deve ter emprestado a alguém. Do jeito que ele está asqueroso, duvido que há outra garota o querendo... – Harry disse, dando de ombros e abrindo a mochila. Eu não comentei nada sobre o assunto, fingi estar concentrada na correção do dever de Rony. Eu sabia exatamente de quem pertencia o cheiro.

- Há! Muito engraçado... Malfoy emprestar algo para alguém. Ele é a pessoa mais individualista do mundo, não emprestaria sua capa nem se a pessoa estivesse congelando em frente dele! É patético.

- Por que vocês se importam tanto sobre a vida de Malfoy? Estão cheios de deveres e não vejo nenhum dos dois falando disso! – interrompi, irritada e querendo acabar logo com esse assunto. Sei que Rony está certo, mas se foi a mim que ele emprestou sua capa, o que isso queria dizer?

Tentei não pensar nisso o resto da noite, mas sem sucesso. Especialmente quando vi na ronda noturna que Malfoy trajava a capa mesmo sob os protestos da namorada, e sei que não deveria me deliciar com algo tão sutil, mas também não consegui reprimir o sentimento. Não nos falamos a noite inteira e muito menos quando voltamos ao dormitório, ele estava mantendo o trato silencioso que fizemos de nos distanciarmos e eu também.

Entretanto, quando a última coruja adormeceu e o silêncio reinou no dormitório, ouvi passos hesitantes vindo em direção ao meu quarto.

- Parece que ficar longe de você está fora do meu alcance...

Ojesed - Dramione (EDITANDO)Histórias para pegar e não largar. Descubra agora