Penúltimo capítulo
Jonas sentiu uma estranha sensação de recomeço quando entrou no seu apartamento. Como se aquele lugar não fosse mais a sua casa e a solidão, que antes tanto o agradava, agora lhe proporcionaria um vazio.
Olívia não morava mais lá, pois decidiu ir viver com Rafael.
Bruno segurava a mochila do noivo, porque esse ainda estava com o braço enfaixado.
O jornalista havia cuidado de cada detalhe do apartamento para recepção de Jonas. Providenciou que boa faxina fosse feita no local, comprou plantas e cortinas novas. Com todo amor e carinho preparou para o jantar uma deliciosa salada de legumes e atum.
Jonas sentou no sofá percorrendo os olhos pela sala.
_ O que foi, amor? Não gostou das plantas ou das cortinas?
_ Eu gostei. Gostei muito. Bruno, eu estou pensando o quanto a vida é preciosa. Num dia eu estava bem e algumas horas depois estava num hospital fazendo uma cirurgia para retirar uma bala que poderia ter me matado.
_ Não precisamos mais falar sobre isso.
_ Precisamos sim. Sabe...Eu não quero mais jogar nenhuma boa oportunidade fora. Só de pensar que a vida é tão frágil e que nunca saberemos quando ela vai terminar, isso é angustiante.
Bruno sentou ao seu lado e o abraçou.
_ Eu morreria se te perdesse.
_ Não precisamos esperar até o casamento para vivermos juntos. Eu quero que você venha para cá ainda hoje.
_ Eu vou dormir aqui contigo.
_ Sim. Mas não só por essa noite. Quero ter a sua companhia para o resto dos meus dias. Esperamos tempo demais para isso.
Bruno concordou com Jonas.
Deixou o seu apartamento para que Rose continuasse morando e mudou-se para a casa de Jonas.
Renata terminava de retocar a maquiagem enfrente ao espelho do seu quarto. Matheus a observava, sentado na cama com os braços cruzados.
_ Eu não acredito que você vai ter coragem de ir ao casamento daqueles dois depois de tudo que fizeram comigo.
_ Eu pensei que você já tivesse superado isso.
_ Mesmo assim.
Matheus andava mal humorado ultimamente. Mas o motivo disso era de longe o casamento de Jonas e Bruno.
_ Não é justo que eles sejam felizes depois de tudo que fizeram e eu esteja na bed.
_Enquanto você ficar focando nisso ao invés de lutar pelo o que você quer, você nunca será feliz.
'Filho, qual batom eu uso o vermelho ou o rosa?'
_ Vermelho.
_ Ah, meu bem. Nós vamos ter visita hoje. Vê se põe uma roupa decente.
Matheus estava vestindo uma camiseta regata branca e cueca azul escura. O garoto bateu com as mãos nas coxas, se mostrando bravo.
_ Porra, mãe! Por que você marcou com da tal visita vir hoje, sendo que você vai ao casamento? Agora, eu tenho que ficar fazendo sala?! Ah, que merda!
_ Ei! Olha a boca! Não custa nada você receber até eu chegar. Deixe de ser ranzinza.
Renata deu um beijo na testa do filho, deixando uma marca de batom.
_ Se cuida, benzinho.
Após a saída da mãe, Matheus se recusou a se vestir por pura rebeldia. A última coisa que queria era fazer sala para alguma amiga da mãe. Sentou no sofá com um pote de sorvete de chocolate nas mãos e ligou a TV. O seu mau humor estava expresso na sua face.
Ao ouvir o som da campanhia e os latidos do cachorro sentiu ódio da mãe por ter convidado alguém para incomodá-lo.
Pensou em ignorar a visita, com a intenção que essa desistisse e fosse embora.
Contudo, ao ouvir a voz chamando pelo seu nome, sentiu-se tão alegre que correu para a janela para confirmar se não era nenhuma alucinação.
Patrick o aguardava do outro lado do portão com uma mochila nas costas.
Rapidamente, abriu a porta e foi atendê-lo.
Abraça-lo foi inevitável, permanecendo em seus braços por alguns segundos.
_ Como você está cheiroso!_ disse Matheus se aproveitando para tocar o pescoço de Patrick com a ponta do nariz.
_ A sua mãe me convidou para vir te fazer companhia, mas pelas suas roupas, acho que ela esqueceu de te avisar._ Patrick disse sorrindo tentando não olhar para o volume de Matheus.
Patrick reparou que Matheus havia deixado o bigode e barbar crescerem. Eles não eram volumosos, mas mesmo assim os finos pelos loiros proporcionavam a Matheus uma aparência mais adulta.
O loiro lembrou-se de como estava vestido e , como era fim de tarde, havia alguns vizinhos na rua que o olhavam. Mas ele estava feliz demais para se importar.
Convidou Patrick para entrar, pegando a mochila e pondo no sofá.
_ Você quer beber alguma coisa? Tipo, tem umas latinhas de cervejas da minha mãe na geladeira.
_ Não, obrigado. Eu decidi parar de consumir bebida alcoólica.
_ Sério? Por quê?
_ Eu sou muito fraco pra isso. Duas latinhas de cerveja ou uma taça de vinho eu já fico meio louco e com dor de cabeça no dia seguinte.
_ Beleza, então. Temos suco de laranja e refrigerante também.
_ Eu prefiro água. Pode ser?
_ Claro. Fique à vontade.
Matheus foi até a cozinha e Patrick permaneceu na sala, observando tudo discretamente.
_ A sua mãe te avisou que me convidou para dormir aqui?_ Patrick gritou para que Matheus pudesse ouvir da cozinha.
Abaixado na geladeira para pegar o jarro de água, Matheus sorriu animado.
_ Ela me disse que teríamos visitas._ Matheus foi caminhando até a sala com o jarro numa mão e o copo na outra._ Mas não me disse que seria você. _ disse entregando o copo a Patrick e despejando a água gelada.
Patrick bebeu com tanta vontade que sentiu prazer em ter a garganta refrescada.
_ Por que ela não disse que seria eu?
_ Não sei. Vai vê que quis fazer uma surpresa. E diga-se de passagem que foi a melhor surpresa da minha vida.
Patrick abaixou a cabeça envergonhado.
_ Quer mais água?
_ Não, obrigado. _ disse entregando o copo a Matheus que retornou para a cozinha e voltou de mãos vazias.
_ Você quer mais alguma coisa? Um sanduíche, um biscoito , um beijo na boca?
_ Só o beijo na boca.
Ambos sorriram.
Matheus se aproximou de Patrick pondo uma mão seu rosto e a outra o puxou pela cintura o beijando. Patrick desejou por a mão no pau de Matheus, mas devido a timidez somente o abraçou.
_ Você não sabe o quão bom é te ter aqui. Obrigado por fazer desse dia o melhor da minha vida._ disse Matheus acariciando o rosto do amado.
_ Posso tomar um banho e trocar estas roupas?
_ Quer que eu te ajude?_ Matheus disse com um sorriso malicioso.
_ Ainda não.
_ Que pena.
Matheus guiou Patrick até o banheiro e lhe deu uma toalha limpa.
_ Qualquer coisa é só chamar.
_ Tudo bem.
Um sorria para o outro. Matheus permaneceu parado na porta do banheiro na esperança de ver Patrick despido e ser convidado para o banho.
_ Com licença?
_ Ah, ok.
Matheus saiu sorrindo retornando para a sala.
Após o banho, Patrick sentou ao lado de Matheus no sofá da sala. O loiro segurou na sua mão e a beijou.
_ Quer ver um filme ou uma série?
_ Pode ser.
_ O que você quer ver?
_ Tanto faz. Você é o dono casa, então você escolhe.
_ Ah, nada a ver. Você não precisa ser tão formal comigo._ Matheus se aproximou de Patrick o abraçando de frente, segurando na sua cintura e no seu queixo. _ Aliás você precisa se soltar mais.
Matheus o beijou novamente, deslizando as mãos sobre as suas coxas até chegar no pau, que ficou rígido.
Encorajado, Patrick fez o mesmo em Matheus.
_Eu sabia que desde o início que a sua intenção era trepar comigo. _ Patrick disse sorrindo.
_ Não, senhor. Você não é homem para trepar. É homem pra fazer amor. Pra tratar com carinho, pra cuidar. _ Matheus beijando o rosto de Patrick.
_ Você também.
Eles voltaram a se beijar, mas desta vez se despindo.
Matheus percorreu a língua sobre o corpo nu do amado. Começando pelo seu peito, descando até o umbigo, onde penetrou a língua e beijou a barriga, enquanto acariciava o pau.
Em seguida, abriu as pernas de Patrick, observando o seu ânus rosado. Matheus nunca foi o ativo das suas relações sexuais, mas olhando para Patrick naquela posição sentiu vontade experimentar algo diferente.
Umideceu o próprio dedo com a boca e penetrou-o devagarinho no cu de Patrick, enquanto o masturbava.
Patrick gemia baixinho e Matheus gostava da sensação de sentir o cuzinho de Patrick contraindo no seu dedo.
Pôs a boca no pau de Patrick iniciando o sexo oral.
_ Ah, Matheus, eu te amo!
Ao ouvir essa declaração. Matheus interrompeu a mamada e o beijou na boca, sem tirar o dedo do seu cu.
_ Eu também te amo.
Animado com dedada, Matheus penetrou forte, fazendo Patrick gemer de dor.
_ Vai devagar!
_ Me desculpe. Vou te confessar uma coisa. Eu nunca comi ninguém. Mas tô morrendo de vontade de te comer.
_ Você é virgem no pau?_ Patrick perguntou sorrindo.
_ Nunca meti em ninguém. Só punheta mesmo.
Patrick ficou tão feliz, pois sendo o "primeiro" de Matheus, pois teria um papel importante na sua vida sexual e isso o deixava orgulhoso.
_ Deixe comigo, bebê.
Patrick trocou de posição com Matheus, pondô-o sentado no sofá, enquanto ele se ajoelhava e beijava as suas pernas o mastubarndo.
Iniciou o sexo oral, começando lambendo os testículos, em seguida a cabeça antes de engolir tudo e começar o movimento.
Matheus gemia alto, depois de alguns minutos gozou na boca de Patrick, que engoliu deixando Matheus louco de tesão.
O ruivo levantou-se e foi até o banheiro lavar a boca e pegar o lubricante que trouxe na mochila.
_ Prevenida ela._ Matheus disse franzindo os lábios.
Patrick passou no pênis de Matheus e depois no próprio cu. Sentou no colo do loiro, o beijando, roçando a bunda no pau dele o fazendo endurecer novamente.
Matheus mirou a cabeça na portinha.
_ Vai com tudo, garanhão.
Ao ouvir isso, Matheus ficou tão excitado que penetrou de uma vez, fazendo Patrick pular.
_ Caralho, cara devagar!
_ Foi mal.
Patrick foi sentando devagar, engolindo aos poucos o pênis do amado até ser penetrado todo de uma vez.
_ Você é tão apertadinho. Puta que pariu! Que cu gostoso!
_ Comece bombando devagar e depois vai acelerando.
E assim foi feito. Matheus acompanhava o ritmo da rebolada de Patrick.
Ambos gemiam, entregando os seus corpos a um prazer recíproco. Contudo, não era apenas carnal. Eles compartilhavam carinho e respeito um pelo outro, e tendo ambos os corações repletos de ternura e amor, que expressavam num beijo ardente.
Matheus sentia-se feliz explorando novas oportunidades que o sexo o trazia e sendo com o homem que ama, a felicidade era imensurável.
Gozou novamente.
Cansado, Patrick apoiou a cabeça no ombro de Matheus que o beijou no rosto, em seguida na boca.
Patrick saiu do seu colo e sentou no sofá. Matheus virou o seu rosto em direção a ele, segurou a sua mão e acariciou o seu rosto.
_ Cansou, Mozão?
Patrick deu uma gargalhada, deixando Matheus confuso.
_ Tá rindo de quê?
_ É muito estranho você me chamar de mozão, sendo que há uns meses atrás a gente se odiava e você cuspiu na minha cara.
_ Uh, é! Qual a estranheza em te chamar de mozão? É muito normal os namorados se chamarem assim!
_ Nós estamos namorando?!
_ É claro! Isso não te parece um namoro não?
_ Ah, meu príncipe!
Patrick o beijou com vontade, expressando o seu amor.
_ Mozão, vamos lá para o quarto. Este sofá não está nada confortável.
_ Pra quê?
_ Segundo round._ Matheus disse o olhando com malícia.
_ Ah, não, Matheus. Meu cu tá ardido.
_ E quem disse que eu vou comer o seu cu? Você é quem vai comer o meu.
Patrick o olhou sorrindo, mordendo o lábio inferior.
_ Bora, então.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Borboletas sempre voltam
RomanceJonas é um adolescente que aos dezessete anos, que conhece o seu grande amor Bruno, um jovem jornalista cinco anos mais velho. Os dois se apaixonam e vivem um lindo romance, que encoraja Jonas a assumir a sua sexualidade para a família e decide s...
