Capítulo 27

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"Ya no es facil a ti llegar
Es el momento de arriesgar
Deja al menos intentar cielo ???

No eres una noche mas
Y te lo puedo demostrar
Solo dejame intentar
Lo que quieras te lo haré

Miedo al amar tienes por culpa de él
Ya no corras mas, si el pasado ya fue
Quiero acariciar y liberarte al fin
Sin apresurar lo que vemos venir
...
Que en tus ojos hay verdad
Ellos nunca mentirán
Siento tu cuerpo temblar
Entre tus piernas arder
Siento que viene, babe...
(I Feel It Coming {Spanish Version} – Kevz)

O jogador retornou, algum tempo depois, se sentando ao meu lado no edredom que forrava o chão da praia.

– Dormiu?

Perguntei, sobre Sofia.

– Nem acordou, na verdade. Só a coloquei na cama! – Ele riu – A vida é muito curta para vestir o pijama.

– Concordo. – Eu ri de volta, abraçada às minhas pernas. – Quando eu era criança, não tinha nada pior do que estar em um sono bem gostoso e ser acordada para tomar banho ou trocar de roupa.

– Ah, eu também! – Ele respondeu, ainda rindo – E meus pais eram extremamente chatos com isso. Não me deixavam dormir sujo.

– Que absurdo!

Brinquei, com sarcasmo.

– Mas é sério! – Ele riu, de novo – Hoje em dia, com a Sofi, sou exigente com coisas que realmente possam prejudicar a segurança ou a saúde dela, como usar cinto de segurança, protetor solar... Mas quanto a isso? Se não tomou banho antes de dormir, de manhã ela toma. Não é grande coisa.

– Um pai moderno.

Brinquei, rindo.

– Outros diriam irresponsável... Mas soa bem melhor quando você define. – Ele riu – Gostei!

Rimos juntos mais uma vez, lado a lado sob a areia, ainda morna apesar da noite fresca; diante da iluminação e do calor da fogueira acesa à nossa frente; e de um enorme mar que – embora não pudéssemos ver, conseguíamos ouvir com clareza.

Uma brisa soprou, bagunçando nossos cabelos e nos distraindo do silêncio que se instaurou no lugar.

Mudando de posição, o jogador se deitou de costas sobre o edredom, onde antes estava sentado – assim como eu – e ficou olhando para cima, observando o céu.

– Cari?

Ele chamou, alguns segundos depois.

– Hum?

– Quando te disse sobre a praia... – Ele disse, olhando diretamente para mim, que fitava o longe numa tentativa de escape, já imaginando o teor da conversa – Eu disse algo sobre nos darmos a chance de tentar de novo, de um jeito diferente. – Cristián fez uma pausa, buscando as palavras – Queria saber se... você pensou sobre isso. Se está disposta, ou não. Porque talvez você nem sinta vontade, e tudo bem. Mas eu queria saber. Algo no que você me disse aquele dia, sobre achar que poderia decifrar meus pensamentos pelas minhas atitudes me faz pensar que havia algo a ver com isso.

Suspirei, sem conseguir encontrar as palavras certas para dizer.

Me planejei tanto para falar com ele sobre isso, que na hora H permaneci muda por longos segundos, tentando formular uma frase.

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