"Fuimos, un impulso con sentido
Una decisión perfecta que me hizo
Sentirme más vivo
Vivimos, el momento lo vivimos
Dejando una huella en la arena
Y de testigo el mar
Dejando de pensar, solo sentir
Poder tener mis brazos al rededor de ti
Poder rozar tu piel y conocer
A que saben tus besos...
Siempre quise enamorarte
Y poco a poco formar parte
De mil recuerdos que te hagan sonreír"
(Sonreír – Kurt)
Despertei com o doce e incomparável aroma de panquecas invadindo o quarto onde eu dormia. Conferi o horário no relógio do celular e me levantei logo da cama, porque; alguém que gosta tanto de praia quanto eu, precisa começar o dia cedo; e – por esse parâmetro – eu já estava atrasada.
Desci depois de me trocar, lavar o rosto e escovar os dentes; já vestida com meu biquíni por baixo da roupa – pequenos detalhes que comprovam o quanto qualquer dia começa melhor na praia, como eu sempre costumava dizer.
– Bom dia!
Falei, me aproximando da mesa principal, onde um café da manhã digno de hotel cinco estrelas estava servido.
– Uau! Que mesa linda. Quem preparou tudo isso?
Perguntei, cumprimentando Cristián e Sofía, cada um com um beijo no rosto.
– Bom dia, Ca! Dormiu bem?
O goleiro perguntou, enquanto comia uma fatia de torrada com geleia. Antes que pudesse responder à minha pergunta, Sofia tomou a palavra:
– Eu e meu pai! – Ela exclamou – A gente usou a máquina de panquecas.
Puxei uma cadeira ao lado dela – e, estrategicamente, também ao lado das panquecas e do creme de avelã – e me sentei.
– É mesmo? Uau! Nem sei por onde começar! – Brinquei – Sabe que... Não me lembro quando foi a última vez que comi café da manhã em uma mesa posta como essa?
– Sério?
Cristián perguntou, impressionado.
– Sim! Sempre como na correria para sair logo de casa, ou compro um lanche qualquer na cafeteria do hospital. – Contei – Mas acho que sinto falta desse clima de comer tranquila, sem pressa, em família. Vocês sempre fazem assim?
Comentei, me permitindo incluir um desabafo.
– Sim! Na casa dos meus pais, o dia só começa depois do café da manhã em família à mesa. Nem sei como é não ter isso, na verdade. Gosto de manter essa tradição mesmo quando estou sozinho em casa.
Ele comentou.
– Legal! – Eu disse. – Eu gosto da minha rotina corrida. Na verdade, acho que me acostumei. Mas esses detalhes fazem falta.
– Cari, ser médico é muito cansativo, não é? Vocês nunca param de trabalhar...
Sofia comentou, algum tempo depos.
– É cansativo mesmo, Sofi. Mas paramos sim! Não estou aqui de férias descansando com vocês?
Respondi.
– Minha mãe disse que vocês nunca param, e que, até quando não estão no hospital, às vezes precisam trabalhar salvando as pessoas, como você fez com aquele moço no avião.
– Como a sua mãe sabe do... Como a mãe dela sabe?
Comecei a pergunta, curiosa, olhando para Sofia mas logo direcionei o questionamento diretamente a Cristián, que pareceu também surpreso com a informação.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Amigos Con Derechos
RomanceCarina Valbuena, uma pediatra talentosa e emocionalmente marcada, evita envolvimentos amorosos e prefere manter as coisas simples-até que uma noite casual com Cristián Castillo, um famoso goleiro, vira seu mundo de cabeça para baixo. O atleta, cans...
