Capítulo 28

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"Fuimos, un impulso con sentido
Una decisión perfecta que me hizo
Sentirme más vivo
Vivimos, el momento lo vivimos
Dejando una huella en la arena
Y de testigo el mar
Dejando de pensar, solo sentir
Poder tener mis brazos al rededor de ti
Poder rozar tu piel y conocer
A que saben tus besos...
Siempre quise enamorarte
Y poco a poco formar parte
De mil recuerdos que te hagan sonreír"
(Sonreír – Kurt)

Despertei com o doce e incomparável aroma de panquecas invadindo o quarto onde eu dormia. Conferi o horário no relógio do celular e me levantei logo da cama, porque; alguém que gosta tanto de praia quanto eu, precisa começar o dia cedo; e – por esse parâmetro – eu já estava atrasada.

Desci depois de me trocar, lavar o rosto e escovar os dentes; já vestida com meu biquíni por baixo da roupa – pequenos detalhes que comprovam o quanto qualquer dia começa melhor na praia, como eu sempre costumava dizer.

– Bom dia!

Falei, me aproximando da mesa principal, onde um café da manhã digno de hotel cinco estrelas estava servido.

– Uau! Que mesa linda. Quem preparou tudo isso?

Perguntei, cumprimentando Cristián e Sofía, cada um com um beijo no rosto.

– Bom dia, Ca! Dormiu bem?

O goleiro perguntou, enquanto comia uma fatia de torrada com geleia. Antes que pudesse responder à minha pergunta, Sofia tomou a palavra:

– Eu e meu pai! – Ela exclamou – A gente usou a máquina de panquecas.

Puxei uma cadeira ao lado dela – e, estrategicamente, também ao lado das panquecas e do creme de avelã – e me sentei.

– É mesmo? Uau! Nem sei por onde começar! – Brinquei – Sabe que... Não me lembro quando foi a última vez que comi café da manhã em uma mesa posta como essa?

– Sério?

Cristián perguntou, impressionado.

– Sim! Sempre como na correria para sair logo de casa, ou compro um lanche qualquer na cafeteria do hospital. – Contei – Mas acho que sinto falta desse clima de comer tranquila, sem pressa, em família. Vocês sempre fazem assim?

Comentei, me permitindo incluir um desabafo.

– Sim! Na casa dos meus pais, o dia só começa depois do café da manhã em família à mesa. Nem sei como é não ter isso, na verdade. Gosto de manter essa tradição mesmo quando estou sozinho em casa.

Ele comentou.

– Legal! – Eu disse. – Eu gosto da minha rotina corrida. Na verdade, acho que me acostumei. Mas esses detalhes fazem falta.

– Cari, ser médico é muito cansativo, não é? Vocês nunca param de trabalhar...

Sofia comentou, algum tempo depos.

– É cansativo mesmo, Sofi. Mas paramos sim! Não estou aqui de férias descansando com vocês?

Respondi.

– Minha mãe disse que vocês nunca param, e que, até quando não estão no hospital, às vezes precisam trabalhar salvando as pessoas, como você fez com aquele moço no avião.

– Como a sua mãe sabe do... Como a mãe dela sabe?

Comecei a pergunta, curiosa, olhando para Sofia mas logo direcionei o questionamento diretamente a Cristián, que pareceu também surpreso com a informação.

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