"Déjame ser tu refugio, déjame que yo te ayudo
Aguantémonos la vida, te recuerdo si lo olvidas
Que hemos crecido peleando y sin quererlo nos gustamos
Cuántas cosas han pasado
Y ya no hay miedo de decir
Te amo
Dejas que me enfade como un niño
Sabes que no voy a irme, sólo soy feliz contigo
Tú tienes lo tuyo, sé que escondes tus manías
Me gusta cuando bailas, sin saber que alguien te mira
Pones cinco veces las alarmas
Y vuelves a dormirte, no te importa si te llaman
Dejas el café a medias y siempre lo termino
Y cuando dejas un recado, yo siempre me olvido
¿Quién te iba a decir a ti que todo esto ocurriría?
( Tú refugio – Pablo Alborán)
– Amor, estava pensando em algo... – Cristián disse, caminhando pelo quarto onde eu analisava; deitada na cama com um notebook sobre as pernas; uma série de artigos médicos que há dias eu estava estudando para pensar em alternativas para o tratamento de um paciente. – Que tal se... esse ano você não pegar o plantão natalino e for conosco para Guadalajara? – Ele sugeriu, tenso, parecendo ter medo da minha reação – Eu sei que você diz que fica bem, mas não consigo me conformar com a ideia de que você passa a noite de natal presa em um quartinho de descanso, comendo comida de hospital.
Alguns meses se haviam passado desde a trágica final de campeonato que deu ao Atlético de Madrid o posto de vice-campeão e, apesar de o assunto ainda não ser o favorito entre nós, pensar sobre aquele dia e aquela derrota já não era mais tão sofrido como foi logo que aconteceu.
As luzes decorativas e o frio na capital madrilenha indicavam que o fim de ano se aproximava e, com ele, o período das festas. O pinheiro natalino gigantesco erguido no meio da sala de estar de Cristián era a prova de que esse período tinha muito valor para ele.
Já para mim, não. Como de costume, inclusive, eu estava me preparando para assumir plantões no hospital durante essas duas principais datas até ser surpreendida por sua sugestão.
– Cris, – Eu ri – não é importante para mim, corazón. Eu já te disse.
– Mas para mim é! – O goleiro comentou – Sem contar que essa seria uma boa oportunidade para você conhecer meus irmãos e as outras pessoas da família. – Ele explicou – Já faz tempo que estamos juntos e, da minha família, apenas meus pais te conhecem. E o melhor, Sofi vai conosco também. Veronica me escreveu agora há pouco pedindo para trocarmos as datas neste fim de ano.
– Sério? Por que ela faria isso?
Questionei, sem entender.
Cristián e Veronica revezavam as datas comemorativas e, a cada ano, um deles passava o período com a pequena.
No ano anterior, o direito ao feriado do Natal foi de Cristián e, apesar de toda a confusão com a ordem de restrição de visitas, ao fim o goleiro acabou conseguindo passar o período com a filha mesmo assim. Portanto, neste ano – por lógica – o direito era de Veronica.
– Ela participa de uma dessas equipes amadoras de corrida e disse que em Janeiro eles farão uma viagem para correr em algum lugar legal e ela quer levar Sofia. A data será justamente no período em que antes ela estaria comigo, por isso pediu para invertermos. – Cris explicou – E por mim está ideal. Eu até prefiro dessa forma, na verdade. Será ainda mais perfeito se você for também.
– Bom, mi amor, se você quer tanto assim, podemos fazer acontecer. – Suspirei, sorrindo. – Creio que não haverá nenhum problema quanto a isso por parte do hospital e... vai ser divertido viajar até a casa de seus pais contigo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
Amigos Con Derechos
Roman d'amourCarina Valbuena, uma pediatra talentosa e emocionalmente marcada, evita envolvimentos amorosos e prefere manter as coisas simples-até que uma noite casual com Cristián Castillo, um famoso goleiro, vira seu mundo de cabeça para baixo. O atleta, cans...
