SIXTEEN

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NOTAS DA AUTORA
ESCUTEM "FRIENDS" DE ED SHEERAN AGORA NO INÍCIO PARA UM MELHOR EXPERIÊNCIA, COLOQUEI A LETRA TRADUZIDA.
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                   Point Of View Bárbara

Não somos, não, nós não somos amigos
Nem nunca fomos
Nós apenas tentamos manter esses segredos em uma mentira
Mas se eles descobrirem, tudo vai dar errado?
E o céus sabem, ninguém quer isso

Então eu poderia tomar o caminho de volta
Mas seus olhos vão me levar de volta pra casa
E se você me conhece, como eu te conheço
Você deveria me amar, você deveria saber

Amigos apenas dormem em camas separadas
E os amigos não me tratam como você trata
Bem, eu sei que há um limite para tudo
Mas meus amigos não vão me amar como você
Não, meus amigos não vão me amar como você

Nós não somos amigos
Nós poderíamos ser qualquer coisa, se nós tentassemos
Para manter esses segredos seguros
Ninguém ira descobrir
E se tudo der errado
Eles nunca saberão
O que nós passamos

Então eu poderia tomar o caminho de volta
Mas seus olhos vão me levar de volta pra casa
E se você me conhece, como eu te conheço
Você deveria me amar, você deveria saber

Amigos apenas dormem em camas separadas
E os amigos não me tratam como você trata
Eu sei que há um limite para tudo
Mas meus amigos não me amam como você
Não, meus amigos não me amam como você

Mas, novamente
Se nós não somos amigos
Alguém pode te amar também
E, em seguida, novamente
Se nós não somos amigos
Não haverá nada que eu pudesse fazer

E é por isso que amigos devem dormir em camas separadas
E os amigos não devem me beijar como você me beija
E eu sei que há um limite para tudo
Mas meus amigos não me amam como você
Não, meus amigos não vão me amar como você
Oh, meus amigos nunca vão me amar como você

  Terminei de cantarolar o último o verso e pela primeira vez me permiti abri os olhos, com muito esforço, para olhá-la. Seus olhos brilhavam tão intensamente que por um segundo eu achei que eram duas estrelas né fitando, seu sorriso era tão largo que sua bochecha poderia ser capaz de rasgar nesse momento e falando nas suas bochechas, elas estavam levemente molhadas pelas lágrimas que rolaram pelo seu rosto e em um tom forte de vermelho, provavelmente estou tão ruborizada quanto a mesma.

  Encaro-a e desvio o olhar várias vezes esperando que ela diga alguma coisa, mas nada. Apenas me encara quase como estática, cobre o rosto com as mãos e nega com a cabeça rindo fraco. Ainda sem entender se ela odiou tanto assim isso tudo, decido finalmente quebrar aquele silêncio que já estava quase se tornando meio constrangedor.

— E então, você odiou tanto assim? - Questiono sem graça sem fazer contato visual.

— Tá doida? Sério, você só pode estar doida. - Carol disse e sem entender esperei ela continuar. — Eu amei, Babi, você nem imagina o quanto, mas antes disso eu quero falar uma coisa. - Enxugou uma lágrima que insistia em cair com as costas da mão e suspirou fundo.

— Tô te ouvindo. - Motivei-a continuar e finalmente ela abriu a boca.

— Eu sempre fui muito fechada para envolvimentos, nunca sentia atração por quase ninguém e quando sentia, não era o suficiente para querer algo mais. Quando você começou a falar comigo, eu senti uma coisa estranha, ver sua foto me causava algo esquisito que de início eu não tinha nem palavras para nomear. Principalmente por você ser uma garota. - Começou e eu assenti dando espaço para ela continuar. — Eu tentava a todo custo negar o que eu estava sentindo, tentava mascarar as sensações, mas era tudo tão óbvio, né? - Riu fraco e eu acompanhei. — Nós não somos amigas a muito tempo e na verdade, acho que nunca fomos. Sempre fomos algo mais. Eu gosto muito da nova Babi, mas eu não conheço-a suficiente para tomar qualquer passo agora, entende? Mas eu estou aqui e completamente disposta a te reconhecer e dessa vez, sem ninguém em nosso caminho.

Odeio amar vocêHistórias para pegar e não largar. Descubra agora