Oii, assistam esse vídeo antes ou depois de ler o capítulo. Juro que vai fazer sentido. (e desculpa pela demora)
point of view bárbara
— Bárbara! Caramba, Babi, acorda. - Sinto um chacoalhar no meu corpo e uma voz me chamar, meus olhos brigam com minha mente e se negam a abrir. — Bárbara, acorda logo! Eu tô falando sério. — A sacudida dessa vez é ainda mais forte e sou obrigada a abrir meus olhos mesmo contra minha vontade, vendo uma Carolina com expressão aflita na minha frente.
— Caralho, amor! Tá doida? Que horas são? - Esfrego meu rosto tentando, inutilmente, tirar o sono e sinto ela continuar falando freneticamente, mas nem consigo prestar atenção. — Fala com calma, Carol.
— Senta aí e presta atenção no que eu tô falando, caralho. - Carol nunca é grossa e Carol quase nunca xinga e isso me fez ter certeza que é alguma coisa séria. Sento na cama e pela primeira vez fito seu rosto, seus olhos estão inchados como se tivesse acabado de chorar, suas bochechas rosadas e uma expressão de nervosismo junto com a voz embargada..
— Você tava chorando? O que aconteceu? - Seguro forte sua mão e tento puxa-la mais perto, mas ela logo desfaz o contato. — Eu fiz alguma coisa?
— Tá mais para o que a gente fez. - Me esticou seu celular desbloqueado em uma conversa e escondeu o rosto com as mãos ao mesmo tempo. Tinham milhares de ligações perdidas de sua mãe e tantas mensagens quanto, era aterrorizador ver tudo aquilo e o quanto ela esperava por resposta.
— Como ela achou isso? Só ela tem ou tá nas redes? - Perguntei nervosa e Carol apenas murmurou um "eu não faço ideia", podia escutar sua voz com o nó na garganta e puxei seu corpo para o meu. — Calma, tá? Isso não prova nada, são só umas fotos bestas. Você pode dizer que somos apenas boas amigas.
— Boas amigas? Que boas amigas ficam com a boca tão próxima assim, Bárbara? Literalmente, não existe uma explicação heterossexual para essas fotos. - Quase ri de seu comentário, mas no mesmo segundo vi seus olhos encherem de lágrima.
— Eu sei que é sua mãe e sei o quanto ela é importante para você, mas não precisa dar satisfação de sua vida. Sabe disso, não é?
— Ela vai me matar.
— Você é maior de idade, você mora sozinha e você é independente financeiramente. Se você tiver preparada e quiser arriscar, eu vou te apoiar. Se quiser negar tudo, estou pronta para te ajudar criando uma desculpa. Eu tô aqui. - Segurei firme sua mão e ela retribuiu o contato com a mesma intensidade.
— E sobre você? Não tá com medo? - Dessa vez não consegui segurar a risada, recebendo seu olhar confuso.
— Meu único medo é de não ter você, Carolina! Você acha que tô ligando para o que alguém vai pensar? - Beijei sua testa e limpei uma lágrima teimosa que escorria pelo seu rosto. — Família eu me reconcilio, fama eu corro atrás. Mas você? Só existe uma de você e não vou arriscar nunca. Agora me dá esse celular.
— O que você tá fazendo?
— O dia foi muito bom, mas foi cansativo também e eu tenho certeza que você está exausta. Não vale a pena responder ela de cabeça quente, pode ser pior. - Desliguei seu celular e coloquei em cima da comoda ao lado da cama, puxei seu corpo para mais perto de mim e deite trazendo-a comigo. — Amanhã a gente acorda e pensa em uma solução para isso, pode ser? Vai dar tudo certo.
— Você promete? - Levantou sua cabeça que estava apoiada em cima dos meus seios e me olhou com os olhos de esperança, quase como uma criança que recebeu uma promessa de brinquedo novo.
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Odeio amar você
FanfictionBárbara Passos é a proplayer do momento, é a melhor entre todos do cenário brasileiro e mesmo com muitas ofertas, escolheu a loud. Carolina Voltan é a mais nova contratada, que já tem uma briga antiga com Babi, e será obrigada a treinar com ela. O q...
