TWENTY

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Oii, assistam esse vídeo antes ou depois de ler o capítulo. Juro que vai fazer sentido. (e desculpa pela demora)

point of view bárbara

— Bárbara! Caramba, Babi, acorda. - Sinto um chacoalhar no meu corpo e uma voz me chamar, meus olhos brigam com minha mente e se negam a abrir. — Bárbara, acorda logo! Eu tô falando sério. — A sacudida dessa vez é ainda mais forte e sou obrigada a abrir meus olhos mesmo contra minha vontade, vendo uma Carolina com expressão aflita na minha frente.

— Caralho, amor! Tá doida? Que horas são? - Esfrego meu rosto tentando, inutilmente, tirar o sono e sinto ela continuar falando freneticamente, mas nem consigo prestar atenção. — Fala com calma, Carol.

— Senta aí e presta atenção no que eu tô falando, caralho. - Carol nunca é grossa e Carol quase nunca xinga e isso me fez ter certeza que é alguma coisa séria. Sento na cama e pela primeira vez fito seu rosto, seus olhos estão inchados como se tivesse acabado de chorar, suas bochechas rosadas e uma expressão de nervosismo junto com a voz embargada..

— Você tava chorando? O que aconteceu? - Seguro forte sua mão e tento puxa-la mais perto, mas ela logo desfaz o contato. — Eu fiz alguma coisa?

— Tá mais para o que a gente fez. - Me esticou seu celular desbloqueado em uma conversa e escondeu o rosto com as mãos ao mesmo tempo. Tinham milhares de ligações perdidas de sua mãe e tantas mensagens quanto, era aterrorizador ver tudo aquilo e o quanto ela esperava por resposta.

— Como ela achou isso? Só ela tem ou tá nas redes? - Perguntei nervosa e Carol apenas murmurou um "eu não faço ideia", podia escutar sua voz com o nó na garganta e puxei seu corpo para o meu. — Calma, tá? Isso não prova nada, são só umas fotos bestas. Você pode dizer que somos apenas boas amigas.

— Boas amigas? Que boas amigas ficam com a boca tão próxima assim, Bárbara? Literalmente, não existe uma explicação heterossexual para essas fotos. - Quase ri de seu comentário, mas no mesmo segundo vi seus olhos encherem de lágrima.

— Eu sei que é sua mãe e sei o quanto ela é importante para você, mas não precisa dar satisfação de sua vida. Sabe disso, não é?

— Ela vai me matar.

— Você é maior de idade, você mora sozinha e você é independente financeiramente. Se você tiver preparada e quiser arriscar, eu vou te apoiar. Se quiser negar tudo, estou pronta para te ajudar criando uma desculpa. Eu tô aqui. - Segurei firme sua mão e ela retribuiu o contato com a mesma intensidade.

— E sobre você? Não tá com medo? - Dessa vez não consegui segurar a risada, recebendo seu olhar confuso.

— Meu único medo é de não ter você, Carolina! Você acha que tô ligando para o que alguém vai pensar? - Beijei sua testa e limpei uma lágrima teimosa que escorria pelo seu rosto. — Família eu me reconcilio, fama eu corro atrás. Mas você? Só existe uma de você e não vou arriscar nunca. Agora me dá esse celular.

— O que você tá fazendo?

— O dia foi muito bom, mas foi cansativo também e eu tenho certeza que você está exausta. Não vale a pena responder ela de cabeça quente, pode ser pior. - Desliguei seu celular e coloquei em cima da comoda ao lado da cama, puxei seu corpo para mais perto de mim e deite trazendo-a comigo. — Amanhã a gente acorda e pensa em uma solução para isso, pode ser? Vai dar tudo certo.

— Você promete? - Levantou sua cabeça que estava apoiada em cima dos meus seios e me olhou com os olhos de esperança, quase como uma criança que recebeu uma promessa de brinquedo novo.

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⏰ Última atualização: Jan 06, 2022 ⏰

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