Iniciante

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#Nick#

A mulher minha frente parecia um oásis em meio ao deserto de solidão, em que eu passei grande parte da minha vida.

_ Eu quero. Preciso disso._ gaguejou ela, estava corada, o cheiro de nervosismo pairava pelo cômodo._ Eu sou..._ a voz vacilou, eu sabia, o cheiro de pureza que vinha dela não era só o caráter incorruptível. Quis sorrir, seria uma lembrança marcante para ela, como todas as primeiras vezes costumam ser, estava feliz por ser eu alí, naquela banheira, com aquela deusa totalmente entregue, totalmente minha. Lembrei de Agatha imediatamente, a situação com ela foi diferente mas também fora a primeira vez.

_ Virgem. Eu sei querida, você cheira a inocência, ficar perto sem poder estar dentro de você é o maior desafio pelo qual já passei._ falei.

Senti o cheiro doce dela, segurança, felizmente, não sabia ainda se ela me amava mas com certeza alguma parcela dela sim. Ainda era humana, com sentimentos confusos. Cheirava a nervosismo, e a coragem, era a personificação do divino, ali nua na minha frente, me oferecendo tudo, a luxúria também partia dela, em ondas enlouquecendo meus sentidos. Era intoxicante, e agora por mais que quisesse dar tempo a ela, dar o respeito e o romantismo que ela merecia, eu não era capaz de pensar em mais nada, a queria e não estava disposto a deixá-la ir embora nunca mais.

_ Me espere no quarto querida, se realmente quiser isso então eu darei a você._ disse ainda sentado. Havia visto tudo dela, antes e agora, mas ela ainda não tinha.
Quando ela assentiu, se levantou e saiu, eu tentei recobrar um pouco da razão, sabia que era incapaz de feri-la mas não ousaria arriscar, nunca me perdoaria se prejudicasse um fio dos seus lindos cabelos escuros.
Levantei e enrolando uma toalha na cintura fui ao encontro da moça, estava sentada na beirada da cama, o corpo molhado, tremia envolta nos braços.

_ Pode se levantar querida ?_ perguntei estendendo a mão.

_ Certo._ ela disse aceitando o gesto e levantou-se.

_ Você me quer?_ perguntei, mal havia notado que eu também estava nervoso, não era qualquer mulher, era a que ia passar a eternidade comigo, eu faria o meu melhor.

_ Quero, desde que entrei no escritório no meu primeiro dia._ disse tentando parecer valente, mas estava com medo, era evidente.

_ Eu prometo Lyra Joane Jones, nunca vou te machucar, eu morrerei antes de causar algum mal a você._ disse lhe acariciando o rosto. Levei a mão aos longos cabelos dela e puxei-a para selar os lábios juntos, lento. O gosto explodiu meus sentidos, poderia haver algo naquela mulher que não fosse perfeito ? Era tentadora como o inferno, aprofundei o beijo e tomei-a nos braços, tão pequena, frágil.
Ela se abandonou ali e tudo fluiu como uma orquestra perfeitamente ensaiada, coloquei-a sobre o cobertor preto da cama e admirei seu corpo, finalmente a minha disposição.

_ Você é linda senhorita Jones._ disse  antes de me ajoelhar no colchão e pegar uma das pernas da moça, levantei e depositei um beijo ali.
Ela olhava atenta, repeti o ato com a outra perna e, trilhando um caminho, distribui beijos até as coxas da moça. Ela não resistiu apesar do nervosismo e quando separou as pernas por si mesma eu quase entrei em colapso, a moça estava molhada, não somente, escorria iluminando a entrada para o paraíso de onde eu mal entrara mas nunca iria desejar sair.
Me colocando entre as pernas de Lyra levei-as aos meus ombros, era minha destinada, sabia que minha força iria se igualar a dela, meu instinto gritaria para tomá-la , mordê-la e me unir a ela mas teria que me controlar até que esse fosse o desejo da mulher a minha frente. Provei do mel que fluía dela, como se nunca tivesse provado algo tão bom na vida, realmente não tinha, tudo nela era doce.
Fiquei ali, a língua circulando o clitóris, sentindo ela apertar as coxas, ouvindo os gemidos tímidos que escapavam pelos lábios dela, se transformando em gritos de apelo do orgasmo começava a percorrer seu corpo, linda, ela apertou o lençol e arqueou o corpo fazendo-me afundar ainda mais o rosto contra sua doce boceta.
Quando levantou o tronco tive a mais bela visão que alguém sonharia ter, ela estava corada, as coxas vermelhas pelos arranhões que ela provocou, os cabelos negros desgrenhados, o olhar de satisfação no rosto, ofegava.

_ Alguma observação senhorita ?_ perguntei a ela, com dificuldade ela negou com a cabeça, um leve sorriso curvando os lábios, os olhos verdes brilhavam, deitou novamente. Eu ouvia o coração dela, acelerado e começando a se normalizar, devagar. Quis morder-lhe a coxa e provar de mais dela mas me contive, ainda não era o momento.
A toalha na minha cintura a tempos havia se tornado uma ferramenta de tortura e controle, assisti ela levantar o tronco e me aproximei para beijá-la, desejo latente, ela se levantou logo depois.

_ Minha vez._ disse baixo, talvez a moça quisesse ganhar tempo então fiz o que fora dito. Desde o escritório ela tinha sobre mim um olhar de predador, como se estivesse sempre pronta para me devorar, atrevida. Sorrindo ela engatinhou até meu rosto e beijou, tímida, desceu com beijos lentos pelo meu pescoço e tronco, determinada, de súbito puxou a toalha que me cobria, esperava ver medo novamente, afinal sabia o que guardava alí, mas não foi assim, ela sorriu e mordeu o lábio, quase gozei com a imagem.
Ela me levou a boca, timidamente a princípio mas conforme se acostumava, tomava mais do comprimento, sentia o meu corpo queimar, os lábios dela me envolvendo, o pau batendo na garganta da moça outrora tímida, aquilo enlouqueceria facilmente até o mais santo dos homens, parei-a antes que me derramasse ali mesmo e levantei o tronco.

_ Por melhor que seja pra sua primeira experiência creio que o líquido escorrendo de você precisa ser aproveitado._ disse ofegante. 300 anos não me haviam preparado para Lyra Jones. Puxei-a até que estivesse sentada no meu colo, as pernas separadas, sentia o calor emanando dela. Encaixei os corpos juntos e fixei o olhar no seu rosto bonito, estava apreensiva mas não havia medo. Entrei em seu interior vagarosamente, observando cada reação da moça, oferecia resistência mas era de se esperar, era apertada como o inferno. Segurando-a pelos quadris puxei seu corpo contra mim até sentir a evidência da sua pureza se romper, ela suspirou de súbito, com um gemido choroso de dor, parei e acariciei-lhe as costas.

_ Shiiiiu, já vai passar querida._ sussurrei contra o pescoço de Lyra. Esperei até que ela levantasse os olhos e assentisse, fui paciente, sentia o cheiro do sangue mas ignorei, ela era tudo que importava agora.
Continuei devagar até que ela tivesse tomado todo o comprimento em seu interior, estava quente, era perfeita, como uma metade costumava ser, era completamente minha agora, e estava no lugar ao qual pertencia.

#continua#

O Clã Northson- NICK    Histórias para pegar e não largar. Descubra agora