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Esse capítulo é mais pra mostrar a relação de Christina e Mia

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Esse capítulo é mais pra mostrar a relação de Christina e Mia.
🚨Não revisado 🚨

Christian Grey:

Diabla. Essa é a palavra que ecoava em meus pensamentos. Completamente fascinado. Impossível deter o fluxo de sua imagem em minha mente. A sutileza de sua pele, um aroma quase imperceptível de avelã. Seus cabelos, em um desalinho charmoso.

Suas curvas insinuantes. O volume de seus seios, com os mamilos tenuamente marcados sob o tecido de sua camisa. Uma visão que despertava um desejo primitivo de reivindicação. Sua bunda bem acentuada naquela maldita calça jeans. Seu rosto delicado, emoldurando lábios carnudos que convidavam à contemplação. Tão pequena, quase frágil, e ao mesmo tempo, envolta em uma aura de timidez que, paradoxalmente, atiçava minha curiosidade.

— Ei! Está me ouvindo? — A voz aguda de Mia invadiu meus devaneios, perfurando a névoa dos meus pensamentos. — Você entendeu o que eu disse?

— Sim — a mentira escorregou por meus lábios com facilidade.

— Onde está o garçom? Nossos pedidos parecem ter se perdido. Vou chamar o maître.

— Em que dimensão você estava? O garçom já esteve à nossa mesa, e você até mesmo assentiu quando pedi nossos pratos idênticos.

— Ah, sim. É claro. O que escolheu para nós?

— De amuse-bouche, foie gras. Mouclade como prato principal e, para acompanhar, aquele vinho que você sempre aprecia — um leve aceno de cabeça foi minha única resposta. — Estava pensando em quê? Ou melhor, em quem?

— Na sua mais recente editora, irmãzinha — adquiri a editora de Alfred para que ela pudesse administrar e publicar suas obras com maior autonomia.

— É sua editora, irmãozinho — ela enfatizou o possessivo, com um sorriso ladino. — Mais um dos seus inúmeros investimentos.

— Palavras sábias, irmãzinha. O que achou da biblioteca de Alfred? — Da bibliotecária, para ser mais preciso.

— É excelente. Ótima localização e um nome que ressoa, sendo quase uma filial da sua editora.

— Se você diz — respondi com secura. Esperava que ela mencionasse Marie.

— E a Marie, o que achou dela? — Ela me fitou com um olhar que parecia perscrutar meus pensamentos mais íntimos.

— Nem a notei — sua risada que se seguiu tinha um tom deliciosamente irritante.

— Você não parava de olhá-la. E eu presenciei o interrogatório sutil que impôs ao pobre Alfred — ela bebeu um gole de sua água com gás. — Estou surpresa, irmãozinho. Achava que sua forma de caça era... diferente.

— De que forma? Atacar a presa por impulso? Há um tempo certo para agir, irmã.

— Uma perspicácia admirável em seu método. Quase tão eficaz quanto o meu! — ela piscou o olho esquerdo, um sorriso divertido dançando em seus lábios. — Então, há um interesse nela?

— Não. Você conhece minhas... preferências.

— Não venha com essa, Chris. Você a olhava como se estivesse prestes a devorá-la viva — a ideia, confesso, despertou em mim uma ponta de... antecipação.

— Você e sua mente fértil de escritora.

O restante do jantar transcorreu em uma atmosfera tranquila. Deixei Mia na casa de nossos pais e segui para meu triplex, onde o silêncio da noite me aguardava.

Sentei-me ao piano, deixando meus dedos deslizarem pelas teclas em uma melodia suave, buscando acalmar a agitação interior. E então, de forma súbita e inevitável, a imagem daqueles pequenos olhos castanhos invadiu minha mente, perturbando a serenidade que eu tentava invocar.

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Marie Onde histórias criam vida. Descubra agora