Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Marie Wayne:
Estava na minha última aula, "Comunicação e Política", a minha favorita, mas a verdade é que não conseguia prestar atenção em absolutamente nada. Minha mente era um turbilhão, obcecada pelo beijo que Christian havia me dado. A memória dele era tão vívida que as borboletas ainda flutuavam em meu estômago.
Minhas relações passadas foram, para dizer o mínimo, rasas. Nunca me envolvi profundamente com muitas pessoas ao longo da vida. Meu primeiro beijo foi aos quinze anos, com Noah, o único garoto em quem eu confiava plenamente. Depois dele, tive apenas outros dois envolvimentos. Um deles foi com Hana, mas acho que nem conta; ambas estávamos muito alteradas.
A aula finalmente terminou, e a multidão de alunos começou a se dispersar. Ao me dirigir para a saída do campus, notei David atrás de mim. Acelerei o passo, determinada a me livrar dele. No entanto, meus próprios pés se emaranharam, e caí de cabeça no chão. Merda! Eu e meus dois pés esquerdos. Fiquei com as mãos e os joelhos apoiados no asfalto. David se aproximou e me ajudou a levantar.
— Obrigada — sussurrei, ainda um pouco atordoada.
— Não precisa agradecer — ele disse, com um sorriso, algo que me surpreendeu. — Queria me desculpar. — Estava ouvindo bem? O senhor egocêntrico David Wilson queria se desculpar?
"O vovô odeia pré-julgamentos", meu subconsciente gritou. Merda! Eu não podia sair julgando as pessoas assim; todos mereciam uma chance de se redimir.
— Tudo bem, todo mundo já foi idiota alguma vez na vida — respondi com sinceridade.
— Tem uma matéria em aberto no jornal. Ela é toda sua — a notícia me atingiu como uma benção do universo! Tão feliz que, por impulso, o abracei.
— Muito obrigada! Você não vai se arrepender — Peguei um papel em minha mochila com meu e-mail anotado e entreguei a ele. — Me passe o que você já tem sobre a matéria. Vou dar o meu melhor. — Ele sorriu de um jeito... perturbador.
Pare com isso, Marie!
— Claro que vai — ele disse. — Até amanhã.
— Até — respondi, afastando-me rapidamente.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.