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Marie Wayne:
— Marie, sua mentirosa! — Blue gritou da sala, e eu corri em sua direção. — Não rolou nada entre você e o Grey?
Já havia repetido a ela incontáveis vezes que nada havia acontecido, embora em meu íntimo, eu desejasse desesperadamente que sim. Mas ele apenas me interrogou, e a cada segundo, eu pedia mentalmente para que ele me beijasse.
— Já te disse que não — respondi, com uma ponta de tristeza genuína na voz.
— Não mesmo? — Acenei com a cabeça afirmativamente. — Então por que ele te mandou isso? Sua pequena mentirosa! — Ela veio em minha direção e me entregou um pacote retangular, embrulhado com um papel escuro e elegante. — Abra!
Com as mãos trêmulas, rompi o invólucro. Dentro, encontrei uma caixa dourada e opulenta, contendo três volumes semi-semelhantes, recobertos por um pano antigo de toque sedoso e que exalava um suave perfume de hortelã. Entre eles, um cartão branco de textura fina. Escrito com uma letra cursiva e dourada, lia-se:
"Para a pequena Marie. Atenciosamente, Christian Grey."
Inspecionei os livros mais de perto. Eram os três volumes de "La Divina Commedia". Abri a primeira contracapa de um deles e meu coração deu um salto. Escrito em uma caligrafia antiga e elegante, encontrei:
"La Divina Commedia. Purgatorio"
Puta merda! Eram as primeiras edições! Eles deviam ter custado uma fortuna. Blue, com a cabeça apoiada em meu ombro, observava os livros com os olhos arregalados.
— Primeira edição — sussurrei, quase sem voz.
— Porra! — os olhos de Blue se abriram em descrença, e seu queixo caiu. — Ele gosta de você, Marie. Esses livros devem ter valido uma fortuna!
— Nã... não sei — Comecei a gaguejar, um sinal infalível do meu nervosismo. A possibilidade de alguém como ele estar interessado em mim fez uma revoada de borboletas explodir em meu estômago.
— Eu achei um La Divina Commedia in italiano d'oggi inferno primeira edição para vender em Nova York por quatorze mil dólares. Mas o seu está em melhores condições. Deve ter sido mais caro — Blue murmurou, enquanto consultava seu bom e velho amigo Google no celular.
— O que eu devo fazer? Eu não posso aceitar isso dele. Eu vou mandá-los de volta — disse seriamente. Não era correto aceitar um presente tão caro de um quase desconhecido. — Blue, me lembrei de algo. Não disse a ele que gostava de Dante.
Novamente, ela me olhou com descrença, levantando uma sobrancelha.
— Muito estranho isso. É melhor devolver mesmo — ela concordou, levantando-se. — Não pensa nisso agora. Vem comer.