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Oi gente,espero que gostem do capítulo de hoje !!!Bjs de luz 🥰
🚨Não revisado🚨
Marie Wayne:
Naquela manhã, cheguei ao campus com uma determinação incomum, impulsionada pela necessidade de confrontar David. Blue estava certa, por mais que admitir isso soasse estranho em meus próprios ouvidos. Não podia permitir que ele, por um capricho egoísta, me excluísse do jornal estudantil.
Na aula de história, percebi sua presença algumas fileiras abaixo da minha. Seus olhos castanhos frequentemente se voltavam para trás, fitando-me com uma intensidade que eu não conseguia decifrar. Assim que o sino tocasse, eu o confrontaria. Isso mesmo, Marie. Não se deixe intimidar.
O final da aula chegou, e a sala começou a esvaziar-se. David também se levantou para partir. Com uma ponta de apreensão, fui ao seu encontro.
— Olá, David. Como você está? — perguntei, a sinceridade da minha preocupação sendo nula. Uma raiva visceral borbulhava em meu interior diante de sua arrogância.
— Gostosinha? Você me chamou? E ainda pergunta se estou bem. Impossível estar melhor — ele respondeu, aproximando-se de mim e apoiando as mãos na parede atrás da minha cabeça, confinando-me. — A que devo a honra de sua atenção?
— Pode me chamar de Marie, por favor — entreguei-lhe minha redação, ostentando a nota de 900 pontos. — Esta foi minha avaliação mais recente, e o Sr. Davies elogiou meus argumentos na defesa da tese — declarei, um lampejo de orgulho em minha voz. — Acredito que estou pronta para retornar ao jornal.
Ele lançou-me um olhar condescendente antes de, com um gesto abrupto, rasgar minha redação e arremessá-la na lixeira.
— Não me importo com a nota que aquele paspalho do Davies te deu. Só há uma maneira de voltar para o jornal, gostosinha, e você sabe muito bem qual é! — disse, enlaçando alguns de meus cachos com os dedos.
— Por favor... Peça qualquer outra coisa, menos isso. Quero conquistar as coisas pelo meu próprio mérito, e não por meios... depravados — ele soltou uma risada estridente.
— A maneira "depravada" terá todo o seu mérito, gostosinha. Sabe o que mais me agrada em você? — neguei com a cabeça. — Seu jeito tímido e ingênuo... às vezes suspeito que ainda seja virgem — Sou assim tão transparente?
— Pare com isso... Não quero conseguir as coisas dessa maneira. Prefiro ficar fora do jornal se essa for a única condição para retornar.
— Sempre consigo o que quero, gostosinha, e eu quero foder você. Não vai demorar muito para que eu consiga — Nojento! Como alguém assim podia ocupar um cargo de influência no campus? Detestava esse nepotismo velado que o elevava no jornal estudantil apenas por ser filho do reitor.
— Deixa ela em paz, cabeça de vento! — Graças aos céus, Hana surgiu. — Não percebeu que ela não quer nada com você e com seu pauzinho insignificante?
— Vai se foder! — ele vociferou, mostrando o dedo para Hana antes de me encarar novamente. — Tchau, Marie. E estou à sua disposição para lhe mostrar que ele não é pequeno — ele desapareceu pelos corredores.
Hana segurou minha mão e me guiou para fora do campus. No caminho, relatei minha tentativa frustrada de diálogo com David. — Marie, está na cara que ele não se importa com isso — ela comentou após eu mencionar minha nota. — Não quero mais participar do jornal. De jeito nenhum — ela repreendeu minha decisão, insistindo que eu não podia me abater. Eu sabia que ela tinha razão, mas preferia desistir a me humilhar ainda mais. Outras oportunidades surgiriam, eu esperava.
Cheguei à biblioteca ao meio-dia. O ambiente estava tranquilo, então aproveitei para adiantar algumas pesquisas da faculdade. O tempo escoou rapidamente, e quando olhei para o relógio, já eram dezesseis horas. O Sr. Jones mencionou que, devido à calmaria, eu poderia fechar às dezessete. Fui ao estoque buscar alguns livros para renovar a vitrine. Acomodei-me no chão, começando pela seção inferior de ficção científica. Ao me levantar para pegar mais volumes, meu corpo chocou-se contra uma parede de músculos sólidos.
— A senhorita está bem?
Aquela, sem dúvida, era a voz mais melodiosa que meus ouvidos já haviam capturado: um timbre grave e rouco que ecoava com uma ressonância intrigante. Ergui o olhar para encontrar o dono daquela voz encantadora.
— Senhor Grey? — Merda! Acabei pensando alto. — O Sr. Jones não está — tive a súbita impressão de que ele nutria uma certa antipatia por mim; da última vez que estivera ali, sequer se dignou a dirigir-me a palavra.
— Não vim aqui para vê-lo — ele respondeu, afastando-se ligeiramente, e só então percebi que havia estado momentaneamente em seus braços. Merda, como não percebi isso antes para aproveitar melhor o momento?
— Hum... O que o traz aqui, então? — Por que estou o interrogando? Pareço uma idiota.
— Vim comprar livros, senhorita. Esse é o propósito que geralmente nos conduz a uma biblioteca — senti um rubor percorrer minhas faces.
— Desculpe-me, minha cabeça deve ter parado de funcionar com esse pequeno... incidente que acabamos de ter — disse, forçando um sorriso. Ele apenas me observou com uma atenção penetrante. — Qual livro procura?
— Qual o seu favorito? A senhorita me parece ter um bom gosto literário.
— Pareço? — Ele meneou a cabeça afirmativamente. — O Sol É Para Todos. É um livro excelente.
"Sua voz rouca ecoou em meus ouvidos, causando um arrepio inesperado. Seus olhos azuis pareciam analisar cada detalhe do meu rosto, e por um instante, esqueci completamente qual era meu livro favorito."
— Então, é este que eu quero — sua voz era tão agradável de se ouvir.
— Não gostaria de saber a sinopse antes? — Ele esboçou um meio sorriso diante da minha pergunta.
— Confio na senhorita.
— Pode me chamar apenas de Marie — ele concordou com um aceno de cabeça. — Vou pegá-lo para o senhor. Subi na pequena escada de madeira à direita da loja para alcançar o livro que repousava na prateleira de clássicos da literatura estadunidense.
Desci, entreguei-lhe o volume e meus olhos involuntariamente se fixaram em sua mão grande e pálida, com dedos longos e veias proeminentes. Percebi que ele notou meu olhar e desviei o meu rapidamente. Pare com isso, Marie.
— É o seu favorito? — perguntou, fitando-me.
— Na verdade, não. Meus livros prediletos são quase todos clássicos russos ou italianos. Não sei se o senhor gostaria de lê-los. Mas este é realmente muito bom.
— Claro que gostaria. Já lhe disse que confio no seu gosto, Marie — senti um calor lisonjeiro invadir minhas faces e sorri por impulso. — Vou levar este hoje. Qual o valor?
— Quarenta dólares — ele retirou do bolso uma nota de cem dólares e me entregou. — Vou pegar seu troco, só um momento.
— Não precisa. Use o troco para ajudar o abrigo de animais. Vi o pote que você colocou em cima do balcão para arrecadar fundos.
— Muito obrigada, senhor Grey — ele apenas sorriu, um sorriso que alcançou seus olhos azuis.
— Foi um prazer vê-la, Marie — retribui com um sorriso tímido.
Depois que ele sai fecho a biblioteca e vou para casa. No trajeto, uma sensação incômoda de estar sendo observada pairava no ar. A imagem dos olhos azuis intensos do Sr. Grey cruzou minha mente por um instante. Seria possível... Não, era provavelmente apenas minha imaginação.
Oi gente,acabei mudando o "avatar"do personagem do Christian.Por motivos de:eu sou completamente apaixonada pelo Henry Cavill. Comentem e votem 😘