⏩⏩ 4° Volume da saga Amor. ⏪⏪
🔞🔞 Esse livro é um romance dark, não é um romance convencional! Se não gosta desse tipo de história, por favor, não leia! Contém capítulos com sexo, palavras de baixo calão, bulling, manipulação, maldade e pode conte...
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Rolo de um lado para o outro antes de acordar totalmente.
Me sinto sonolenta ainda, mas não consigo continuar em um sono profundo.
Isso é bem estranho porque eu nunca fui preguiçosa para levantar.
Me levanto com um bico que sei que está do tamanho do everest.
- Bom dia, solzinho! - Ouço a voz do Anthony do meu lado.
Eu sei que isso certamente foi uma piada referente ao meu cabelo. Mas eu estou estressada demais para dar atenção a ele.
Me levanto e vou direto ao banheiro sem dirigir nenhuma palavra a ele.
Tiro minhas roupas para entrar no chuveiro e tomar um banho que pode aliviar meu humor mas congelo quando vejo um roxo enorme abaixo do meu seio.
Quando foi que eu bati em algum lugar ou me machuquei? Precioso em cima para ver se está dolorido, mas não sinto dor.
Não pode ter sido do dia da cachoeira por que isso não estava aqui ontem... Ou estava?
Balanço a cabeça e entro no chuveiro.
Depois de um banho relaxante, eu saio com um humor um pouco melhor, mas me lembro que eu não trouxe roupas para o banheiro.
Eu respiro fundo torcendo muito para que ele não esteja no quarto quando eu abrir a porta.
Abri a porta de olhos fechados e quando decido abrir solto um suspiro aliviado por não o ver.
Vou até o armário onde ele me mostrou ontem a noite onde ficavam minhas roupas e pego rapidamente roupas íntimas e uma roupa quentinha, aqui faz muito frio.
Quando me viro tomo um susto e deixo todas as roupas que peguei cair no chão.
Anthony está debruçado sobre mim me perdendo entre ele e o armário. Seu peito nu como quase sempre e eu gostaria de saber como ele consegue andar assim com o frio que é aqui.
Seu sorriso é zombeteiro e tem algo a mais em seus olhos que não consigo identificar.
- A-Anthony... - Digo gaguejando.
Ele coloca o indicador em meus lábios e faz um carinho.
- Já pedi para me chamar de Thony, Clarisse. Vou ter que te ensinar do jeito mais difícil?
Ele desliza o indicador que estava em meus lábios pela minha clavícula e desce até meu colo, onde a barra da toalha está.
Meu corpo se arrepia involuntariamente. Eu não sei dizer se de uma forma boa ou ruim.
Eu sinto a respiração dele ficar um pouco desregular enquanto ele se aproxima lentamente de mim.
Seu hálito é extremamente estonteante e eu me pergunto se ele já estava acordado há algum tempo e escovou os dentes. Não é possível que alguém acorde com um hálito delicioso desses.
Seu corpo sarado e definido espreme o meu contra o armário e eu prendo a respiração.
- Como deve me chamar? - Ele diz sussurrando no meu ouvido e essa ação me deixa de pernas bambas.
Sua voz intensa me tirou qualquer noção que ainda restava.
- Thony... - Digo em um sussurro.
- Olhe em meus olhos enquanto me chama. - Sua voz expressa uma necessidade latente e eu mal consigo controlar minha respiração agora.
Encaro seus olhos de um azul profundo que lembra muito os olhos do papai, porém os de Anthony são um pouco mais escuro.
Mas não menos intenso.
Vejo muitas coisas em seus olhos e nenhuma delas me parece boa.
- T-Thony... - Me forço a dizer para acabar logo com toda essa pressão.
Por que minhas pernas estão tremendo?
Ele sorri e eu quase perco todo o fôlego que me resta, seus dentes são brancos reluzentes e perfeitos.
O olhando assim de perto tenho muito mais ciência da sua beleza.
Ele é um homem que qualquer menina ficaria louca para ter.
Mas eu não. Ele é meu irmão adotivo e mesmo sem sermos do mesmo sangue, isso é errado.
Eu desvio meu olhar do dele, mas ele puxa meu queixo para que eu o encare e ele lambe os lábios.
Ele se aproxima lentamente de mim e eu me lembro que estou apenas de toalha. Não quero que ele me veja assim... É tão constrangedor! E se ele me estuprar?
Um medo brota em meu corpo com esse pensamento e eu fecho os olhos com força.
Ele percebe meu medo repentino e para.
Beija minha bochecha e depois acaricia meu rosto.
- Eu não vou te estuprar , Clarisse. Nem farei nada que você não queira.
Ele lê mentes?
- Mas você vai implorar ainda... E eu vou te negar, só para te deixar ainda mais desesperada por mim.
Ele pisca e sai do quarto em seguida me dando espaço.
Eu preciso me apoiar na parede para conseguir chegar até a cama.
Estou muito atordoada...
Faço uma repreensão mental para nunca mais esquecer o diabo da roupa!
E quem ele pensa que é para achar que eu vou implorar por ele?
Que prepotência é arrogância!
Essa cara teria que ter 20 vezes o tamanho que tem para caber todo esse ego dele.
Eu coloco minhas roupas sem mais demora, não quero correr o risco de ele voltar e eu estar daquela forma nunca mais.
Foi deslize meu que nunca vai acontecer.
Mas você vai implorar ainda... E eu vou te negar, só para te deixar ainda mais desesperada por mim.
Suas palavras ficam rondando minha mente, me perturbando. Meu cérebro sabota bem bom senso me fazendo lembrar de cada detalhe do seu rosto bonito e do seu corpo que parece que foi esculpido como uma verdadeira obra de arte.
Eu bato em meu rosto para me trazer de volta a realidade.
Não vai por esse caminho, Clarisse! Não vai!!
Ele é asqueroso, te sequestrou e nutre sentimentos impuros por você desde sempre.