Capítulo 4 - Raiva Obsessiva

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Só pq eu amo vocês demais e não resisto aos vossos encantos.




Após o meu Surto de ódio e raiva, me deitei na cama e coloquei uma música no meu Tablet que ganhei de presente de aniversário de 7 anos

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Após o meu Surto de ódio e raiva, me deitei na cama e coloquei uma música no meu Tablet que ganhei de presente de aniversário de 7 anos.

A música geralmente me ajuda a limpar a mente, mas nesse caso, só está servindo para me fazer pensar em como mandar essa coisa embora da minha família.

Por quê infernos meus pais decidiram fazer isso? Eu não sou o suficiente pra eles?

A vida estava tão boa como estava, por quê adotar uma diaba com cara de anjo?

Aposto que ela só quer o dinheiro dos meus pais, é uma interesseira desde criança.

Sinto a porta se abrir e isso me faz abrir levemente os olhos.

Meu pai puxa a cadeira da minha escrivaninha que fica ao lado da minha cama e se senta de frente pra mim.

Ele está sério. Isso não é muito bom.

- Anthony... Eu nem vou perguntar o que foi isso, por que eu sei muito bem o que foi. Mas você precisa se controlar pela sua mãe.

- Eu disse que não queria irmão nenhum. Por que fizeram isso? - Digo sem rodeios, com meu pai posso ser um pouco mais direto.

- Sua mãe se apaixonou pela menina, ela tinha costume de ajudar um orfanato e quando soube da história dela, não resistiu... Ela acabou se afeiçoado à Clarisse e não tem nada que eu ou você possamos fazer. Anthony, Lissara ama essa menina como se fosse sua filha e se você a machucar ou ficar qualquer coisa de ruim com ela, sua mãe vai sofrer... E aí eu vou fazer você sofrer bem mais.

Droga droga droga droga, mil vezes droga!!!

- Papai, eu a odeio! - Digo fechando minhas mãos em punho.

Meu pai me lança um olhar que eu diria que é quase cômico.

- Você acha que odeia ela? - Ele me pergunta.

- Como? - Pergunto confuso.

Ele está me perguntando algo que eu acabei de afirmar? Ele é idiota?

- Ah Anthony... E eu achando que você era mais inteligente que eu. Mas para essas coisas você parece ser tão burro quanto.

- Papai do que você está falando? - Pergunto já ficando nervoso por não compreender o que ele quer dizer.

- Você não a odeia. Isso que sentiu por ela não é ódio.

Esse velho só pode estar louco!

- Se não é ódio o que é? - Pergunto debochado. - Asco? Aversão? Repulsa? Abominação? Fastio?

- Não posso te falar ainda. Você é muito novo pra entender.  Mas de todas as formas, sua mãe não vai gostar nada, mas na minha concepção é melhor que odiar... É... Ou não...

- Pai... Você está ficando velho e não fala mais nada com nada? - Digo irritado.

Ele sorri.

- Filho, cuide da sua irmãzinha... - Ele dá uma piscadela safada.

- Ela não é minha irmã, jamais vou considerar ela minha irmã.

- Eu sei... Vai considerar outra coisa. Mas de toda a forma você vai cuidar dela.

- Vou considerar ela apenas como uma inimiga mortal, certamente. - Digo.

- Claro... - Papai decide encerrar o assunto. - Só faça parecer o oposto quando outras pessoas estiverem perto.

Ele se levanta e vai embora.

Não sei qual o problema dele, mas eu não gosto do tom como ele fala. Ele não leva meu ódio a sério.

Fico o resto da tarde no meu quarto até a noite quando sou forçado a ir jantar na mesa com a diaba disfarçada de anjo na mesa junto com toda a família.

A garota não sabe comer direito sem fazer uma lambança. Francamente, isso é patético.

Eu me alimento sozinho desde o meu  primeiro ano de vida.

Em um determinado momento a comida vai parar na sua testa, se não fosse pelo arco que ela usava, sua franja estaria imunda agora.

Eu mordi o lábio para conter a risada da cara de choro que ela fez.

Ela olha pra a mamãe com um beicinho que sinceramente é impossível achar defeito. A praga em si é toda lindinha. Por mais que eu a odeie é impossível negar sua meiguice e fofura.

O que só aumenta meu ódio.

Ahhhhhhhhhhhh - Grito mentalmente enquanto seguro as bordas da mesa para não voar na garota.

Desgraçadamente linda. Droga! Droga! Droga! Infernoooooo!

A mamãe percebendo que ela vai começar a chorar rapidamente começa uma brincadeira.

- Hey, o papai vive fazendo isso!

- Hã? O que? - Papai diz desnorteado. - Eu?

A mamãe pega uma colher e então dispara purê na cara do papai.

Eu me controlo para não ri, a cara que ele fez amenizou quase totalmente minha raiva. O papai está em choque com a boca aberta pelo susto.

- Mulher... Não comece uma guerra que você não conseguirá vencer. - Diz com a voz perigosamente baixa.

- Oh é? E você fará o que a respeito? - Mamãe diz afrontosa.

Clarisse está observando tudo sem esboçar reação.

Até o Papai, aproveitando que a mamãe está rindo de boca aberta, pegar um pedaço de carne e lançar certeiro bem na sua garganta.

Mamãe engasga e toma um jarro inteiro de suco para desengasgar.

Então o que vem a seguir é extremamente encantador.

Escutamos a risada mais linda, fofa, contagiante... Que já ouvimos na vida.

Todos param para observar a Clarisse rindo e todos se calam para aproveitar o som que mais parece sinos ressoando.

Inacreditável.

A garota só pode ser o próprio Lúcifer que engana à todos fingindo ser um anjo de luz, como nas histórias que o papai contava.

Ela para de rir quando percebe que todos estão a observando e seu rosto toma um cor de vermelho intenso.

Mamãe resolve ajudar ela a comer, após limpar sua testa.

Eu peço licença e me retiro de lá o mais rápido possível.

Não posso de forma alguma me afeiçoar à essa coisa.

Maldita, maldita!!

Coloco a cara no travesseiro quando chego na minha cama e grito para aliviar meu ódio.

- Ahhhhhhhhhhhh!!!

Preciso começar a pensar em algumas ideias para fazer essa garota implorar para voltar ao orfanato.

Porém a mamãe não pode nem sonhar que estou tentando algo assim. Eu não quero magoar ela e é perceptível o quando a garota é importante pra ela.

Bom, não preciso de um plano específico de início, acredito que só preciso aproveitar todas as oportunidades que eu tiver para fazê-la não se sentir parte da família, não me ver como um irmão.

Clarisse... Você não deveria ter vindo pra cá, não deveria ter cruzado meu caminho!

Amor Obsessivo Histórias para pegar e não largar. Descubra agora