⏩⏩ 4° Volume da saga Amor. ⏪⏪
🔞🔞 Esse livro é um romance dark, não é um romance convencional! Se não gosta desse tipo de história, por favor, não leia! Contém capítulos com sexo, palavras de baixo calão, bulling, manipulação, maldade e pode conte...
Só pq eu amo vocês demais e não resisto aos vossos encantos.
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Após o meu Surto de ódio e raiva, me deitei na cama e coloquei uma música no meu Tablet que ganhei de presente de aniversário de 7 anos.
A música geralmente me ajuda a limpar a mente, mas nesse caso, só está servindo para me fazer pensar em como mandar essa coisa embora da minha família.
Por quê infernos meus pais decidiram fazer isso? Eu não sou o suficiente pra eles?
A vida estava tão boa como estava, por quê adotar uma diaba com cara de anjo?
Aposto que ela só quer o dinheiro dos meus pais, é uma interesseira desde criança.
Sinto a porta se abrir e isso me faz abrir levemente os olhos.
Meu pai puxa a cadeira da minha escrivaninha que fica ao lado da minha cama e se senta de frente pra mim.
Ele está sério. Isso não é muito bom.
- Anthony... Eu nem vou perguntar o que foi isso, por que eu sei muito bem o que foi. Mas você precisa se controlar pela sua mãe.
- Eu disse que não queria irmão nenhum. Por que fizeram isso? - Digo sem rodeios, com meu pai posso ser um pouco mais direto.
- Sua mãe se apaixonou pela menina, ela tinha costume de ajudar um orfanato e quando soube da história dela, não resistiu... Ela acabou se afeiçoado à Clarisse e não tem nada que eu ou você possamos fazer. Anthony, Lissara ama essa menina como se fosse sua filha e se você a machucar ou ficar qualquer coisa de ruim com ela, sua mãe vai sofrer... E aí eu vou fazer você sofrer bem mais.
Droga droga droga droga, mil vezes droga!!!
- Papai, eu a odeio! - Digo fechando minhas mãos em punho.
Meu pai me lança um olhar que eu diria que é quase cômico.
- Você acha que odeia ela? - Ele me pergunta.
- Como? - Pergunto confuso.
Ele está me perguntando algo que eu acabei de afirmar? Ele é idiota?
- Ah Anthony... E eu achando que você era mais inteligente que eu. Mas para essas coisas você parece ser tão burro quanto.
- Papai do que você está falando? - Pergunto já ficando nervoso por não compreender o que ele quer dizer.
- Você não a odeia. Isso que sentiu por ela não é ódio.
Esse velho só pode estar louco!
- Se não é ódio o que é? - Pergunto debochado. - Asco? Aversão? Repulsa? Abominação? Fastio?
- Não posso te falar ainda. Você é muito novo pra entender. Mas de todas as formas, sua mãe não vai gostar nada, mas na minha concepção é melhor que odiar... É... Ou não...
- Pai... Você está ficando velho e não fala mais nada com nada? - Digo irritado.
Ele sorri.
- Filho, cuide da sua irmãzinha... - Ele dá uma piscadela safada.
- Ela não é minha irmã, jamais vou considerar ela minha irmã.
- Eu sei... Vai considerar outra coisa. Mas de toda a forma você vai cuidar dela.
- Vou considerar ela apenas como uma inimiga mortal, certamente. - Digo.
- Claro... - Papai decide encerrar o assunto. - Só faça parecer o oposto quando outras pessoas estiverem perto.
Ele se levanta e vai embora.
Não sei qual o problema dele, mas eu não gosto do tom como ele fala. Ele não leva meu ódio a sério.
Fico o resto da tarde no meu quarto até a noite quando sou forçado a ir jantar na mesa com a diaba disfarçada de anjo na mesa junto com toda a família.
A garota não sabe comer direito sem fazer uma lambança. Francamente, isso é patético.
Eu me alimento sozinho desde o meu primeiro ano de vida.
Em um determinado momento a comida vai parar na sua testa, se não fosse pelo arco que ela usava, sua franja estaria imunda agora.
Eu mordi o lábio para conter a risada da cara de choro que ela fez.
Ela olha pra a mamãe com um beicinho que sinceramente é impossível achar defeito. A praga em si é toda lindinha. Por mais que eu a odeie é impossível negar sua meiguice e fofura.
O que só aumenta meu ódio.
Ahhhhhhhhhhhh - Grito mentalmente enquanto seguro as bordas da mesa para não voar na garota.
A mamãe percebendo que ela vai começar a chorar rapidamente começa uma brincadeira.
- Hey, o papai vive fazendo isso!
- Hã? O que? - Papai diz desnorteado. - Eu?
A mamãe pega uma colher e então dispara purê na cara do papai.
Eu me controlo para não ri, a cara que ele fez amenizou quase totalmente minha raiva. O papai está em choque com a boca aberta pelo susto.
- Mulher... Não comece uma guerra que você não conseguirá vencer. - Diz com a voz perigosamente baixa.
- Oh é? E você fará o que a respeito? - Mamãe diz afrontosa.
Clarisse está observando tudo sem esboçar reação.
Até o Papai, aproveitando que a mamãe está rindo de boca aberta, pegar um pedaço de carne e lançar certeiro bem na sua garganta.
Mamãe engasga e toma um jarro inteiro de suco para desengasgar.
Então o que vem a seguir é extremamente encantador.
Escutamos a risada mais linda, fofa, contagiante... Que já ouvimos na vida.
Todos param para observar a Clarisse rindo e todos se calam para aproveitar o som que mais parece sinos ressoando.
Inacreditável.
A garota só pode ser o próprio Lúcifer que engana à todos fingindo ser um anjo de luz, como nas histórias que o papai contava.
Ela para de rir quando percebe que todos estão a observando e seu rosto toma um cor de vermelho intenso.
Mamãe resolve ajudar ela a comer, após limpar sua testa.
Eu peço licença e me retiro de lá o mais rápido possível.
Não posso de forma alguma me afeiçoar à essa coisa.
Maldita, maldita!!
Coloco a cara no travesseiro quando chego na minha cama e grito para aliviar meu ódio.
- Ahhhhhhhhhhhh!!!
Preciso começar a pensar em algumas ideias para fazer essa garota implorar para voltar ao orfanato.
Porém a mamãe não pode nem sonhar que estou tentando algo assim. Eu não quero magoar ela e é perceptível o quando a garota é importante pra ela.
Bom, não preciso de um plano específico de início, acredito que só preciso aproveitar todas as oportunidades que eu tiver para fazê-la não se sentir parte da família, não me ver como um irmão.
Clarisse... Você não deveria ter vindo pra cá, não deveria ter cruzado meu caminho!