Capítulo 11

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- Está ansioso? - Perguntei.

- Um pouco, é o casamento do meu pai. - O loiro admitiu.

- Já está chegando a hora, temos que ir no cabeleleiro e trocar de roupa. - Me levantei. - Vamos.

Fomos até o cabeleleiro, Bakugou me fez esperar do lado de fora e quando saiu estava lindo. Como disse que faria, cortou dos lados e atrás deixando os fios curtinhos e na parte de cima diminuiu o tamanho, mas continuava arrepiado e pontudo. Acabei decidindo fazer um novo corte também, cortei dos lados e atrás deixando os fios curtos como os de Katsuki e diminuí o tamanho em cima, o suficiente para amarrar, mesmo pequeno. Eu não disse nada, o que pareceu incomodar o menor.

Fomos para a minha casa, meus pais e minha irmã já tinham ido para a praia, onde aconteceria a cerimônia. Trocamos de roupa e desci primeiro, sentei no sofá e esperei o loiro. Quando ele desceu parecia receoso e mordia o lábio inferior olhando para baixo.

- Você está lindo. - Falei sorrindo.

- Você também... - Sentou ao meu lado. - Você gostou do meu cabelo?

- Sim, continua bonito do mesmo jeito. - Entrelacei nossos dedos. - E você?

- Você tá sexy, se ficasse sério ficaria mais ainda. - Ri da sua resposta imediata.

- Bom saber. Agora precisamos ir ou vamos chegar atrasados. - Levantei sorrindo.

Quando chegamos na praia ninguém nos viu. Estávamos quase atrasados, quando meu sogro percebeu nossa presença não falou nada, mas sorriu e nos abraçou. Desejamos sorte para ele, e logo estávamos entrando na ordem e tals. Quando nossos amigos nos viram entrando de mãos dadas nos olharam estranho, mas tentaram ignorar.

A cerimônia ocorreu normalmente, quem entregou as alianças foi Yon, esse veio para o meu lado e ficou entre Katsuki e eu. Já na festa, nós demos uma sumida, ficamos na beira da praia com nosso doguinho deitado na nossa frente.

- O que vai fazer quando terminar a faculdade? - Perguntei.

- Quero ser policial. - O olhei sorrindo de canto. - Então terei mais um ano estudando. E você?

- Quero construir uma casa. - Admiti sorrindo. - Tenho um terreno aqui na cidade, é herança do meu avô. - Murmurei.

- Casa? - Pareceu surpresa.

- Não quero comprar uma, vou poder fazer do jeitinho que eu quiser. Posso fazer uma área de lazer entre outros. - Lhe dei um selinho.

- Então você vai morar nessa casa sozinho... - Arqueou as sobrancelhas e fez um biquinho olhando para um lado qualquer.

- Não né. - Ri. - Você e Yon vão morar comigo. Mas enquanto nada fica pronto ficamos na casa dos nossos pais. - Me levantei limpando a areia da calça social.

- Gostei da ideia. - O loiro fez o mesmo. Vi que nossos amigos e parentes se aproximavam em silêncio, todos eles, o loiro pareceu não notar. Sorri de canto e o puxei pela cintura o fazendo colar no meu corpo. - Atrevido. - Deu um tapinha no meu ombro com um bico.

- Eu só quero um beijinho Suki. - Sorri de canto. - Por favor! Um beijo daqueles, que você não me dá a muito tempo! - Ri o vendo corar.

- Idiota... - Sussurrou e eu sorri o vendo ficar na ponta dos pés. - Vem logo Eijiro. - Não esperei mais nenhum segundo, o beijei com calma.

Estava com tantas saudade desse beijo! Bakugou aos poucos passava os braços ao redor do meu pescoço e eu ao redor da sua cintura. Nossas línguas estavam em uma dança lenta e prazerosa, nos separamos aos poucos ofegantes. Lhe dei um último selinho e inclinei a cabeça levemente para o lado e o outro olhou para lá, arregalou os olhos e corou escondendo o rosto no meu peito.

Depois da TraiçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora