Capítulo 28

47 7 0
                                        

Entramos no quarto e vimos Yoko segurando dois pacotinhos. Sorri de canto e puxei o loiro para nos aproximarmos da cama, a mulher me entregou o pacotinho rosa e o pacotinho azul a Katsuki. Os outros dois homens saíram do quarto e olhei para Bakugou com os olhos marejados.

- Ela é loirinha igual você. - Falei em um tom baixo.

- Ele é moreno, minha maior curiosidade é saber se os dentes deles vão ser iguais aos seus. - Sorriu divertido. Minhas lágrimas começaram a cair e eu ri dando um beijo na testa do mais velho.

- Eu te amo. - Sussurrei.

- Eu também te amo. - Me deu um selinho. Olhei para Yoko que também chorava.

- Obrigado. - Falei.

- De nada, eu não faria isso por qualquer um. - Riu. - Fico feliz por vocês, mas quero algo em troca.

- O quê?

. . .

Quando Yoko saiu do hospital deixamos os bebês com o marido dela e o filho. O pessoal estava lá em casa de novo, quando chegamos lá Mina fazia um churrasco com a ajuda de Sero.

- Oi pessoal! - Falei.

- Hey Kiri! Quem é essa? -Ashido olhou para Yoko.

- É uma amiga, ela veio ver um dos cômodos aqui em casa.

- Fiquei sabendo que vocês não deixam ninguém entrar lá. - Yoko sorriu.

- Você vai ver o porquê. - Entrei dentro de casa e a levei até o andar em que meu quarto estava. Destranquei a porta do quarto "secreto" e deixei a mulher entrar, entrei com ela já que Katsuki ficou lá em baixo.

- Uau... - Ela olhava nosso guarda-roupa especial. - Vocês gostaram mesmo daquele tipo de coisa né?

- Sim. Todas as coisas já foram usadas, sejam em mim ou no Suki. - Sorri de canto.

- É bom? - Saímos do quarto e descemos.

- Sim, mas não é todos que gostam. - A levei para fora da minha casa e deixei a mulher na sua residência. Entrei na casa dela ao seu lado e encontrei Menma e Hiroki cada um com um dos bebês, sorri e peguei o menino tentando ignorar os outros três presentes me olhando. - Hey bebê... - Falei baixinho. - Ainda temos que escolher um nome pra você e sua irmã. - Murmurei pensativo e suspirei. - Preciso ir, cuidem bem deles. - Pedi entregando o garotinho a Menma.

- Claro, vai lá. - Yoko beijou minha bochecha antes que eu entrasse no carro. Voltei para casa e fui até a área de lazer encontrando meus amigos e familiares ali, as crianças estavam em algum lugar que no momento não me interessa, sei que estão seguros.

- Suki? - Chamei atraindo atenção. O loiro veio até mim e me olhou curioso. - Esquecemos de fazer uma coisa. - O puxei pela cintura e lhe dei um selinho.

- O quê?

- Dar os nomes aos nossos bebês. - Sussurrei.

- Ah! É mesmo! - Quase gritou. - Vamos discutir isso depois, no momento eu quero entrar na piscina. - Começou a se afastar.

- Eu posso ir junto? - Perguntei agarrando seu pulso e o puxando para perto novamente.

- Pode, mas não vai chegar perto de mim. - Me deu um selinho demorado e saiu rindo.

- Ei! Isso não é justo! - Cruzei os braços.

- Cala a boca! - Fez um biquinho. - Já basta ontem, você é insaciável homem. - Se jogou na piscina com roupa e tudo. Nossos amigos mantinham o silêncio nos observando atentamente.

Depois da TraiçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora