Capítulo 31

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- Deveríamos estar lá em baixo. - Falei baixo.

- Hum? Deveria mesmo? - O ruivo sussurrou enquanto beijava e mordia meu pescoço. Estamos no nosso quarto normal, tenho que prestar atenção na porta para ver se alguém vem, mas Kirishima não facilita, não é amigos?!

- Deveri... - Engoli a seco quando senti Eijiro abaixar minha calça agarrando minha bunda com certa força. - Merda...

- Que tal assistimos algum filme? - O maior sorriu me olhando sem tirar as mãos da minha bunda.

- Tá...

. . .

- PUTA QUE PARIU! - Desci as escadas irritado ouvindo a risada de Kirishima, ele estava me seguindo. - Para de rir! - O olhei.

- Desculpa... - Riu. - É que você... Oh meu Deus! Foi hilário! - Colocou uma mão na barriga.

- Porra Eijiro, para de rir. - Sentei no sofá ao lado da minha mãe e peguei Kimi, a bebê estava em seus braços. - Tá vendo como seu pai me trata? - Perguntei. - Ele não merece meu amor e carinho.

- O que aconteceu? - Aiko perguntou.

- Eijiro é um idiota que fica rindo de mim. - Fiz beicinho. - Quando ele for brincar com você ignore ele Kimi, ele é mal. - Falei olhando para o ruivo.

- Você está mesmo chateado por isso? - Perguntou. - Olha, eu não tenho culpa se você caiu da cama.

- Poderia ter me segurado.

- Desculpa. - Me deu um selinho e voltou a rir. - Mas foi tão engraçado!

- Por que caiu da cama? - Izuku perguntou. - Vocês nos deixaram aqui sozinhos!

- Estávamos assistindo um filme de terror. - Kirishima sorriu.

- Ah...

- Você riu de mim... Eu poderia ter me machucado. - Funguei falsamente e o maior se ajoelhou na minha frente.

- Mas não se machucou, se tivesse se machucado eu não estaria rindo. - Pegou Kimi de meus braços. - Ele é muito dramático, mas você já sabe disso princesinha, te digo todos os dias. - Beijou a testa da bebê.

- Hunf. - Cruzei os braços. - Tá vendo? Já tá me trocando por ela, vai lá pra cima, ignora a minha existência, eu vou ficar aqui com Katsuo e Aiko. - Pegou o bebê das mãos de Hanta e abraçou Aiko se afastando.

- Pai! - A menina veio na minha direção e passou os braços ao redor do meu pescoço.

- O quê? É sério isso? Até você!? - A olhei indignado.

- Suki, aceite, as crianças me amam. - Deu de ombros e arqueei uma das sobrancelhas.

- Ah... Então elas te amam? E você? Me ama?

- Sim, eu amo, acredito que você não tenha esquecido o que eu disse a pouco tempo lá na piscina.

- Não, não esqueci. - Sorri de canto.

- Humm... - O ruivo cerrou os olhos. - Espera aqui, eu vou fazer uma coisa como minha prova de amor. - Riu levantando. - Você vai me ajudar Kimi. Aiko, fique aqui e vigie ele. - Saiu andando até a cozinha.

- Sabe o que ele vai fazer? - Perguntei.

- Acho que sim. - Aiko disse sorrindo.

- Vocês são tão... - Ouvi a voz de Kim e o olhei.

- Tão o quê? Termina de falar. - Pedi o olhando.

- Vocês parecem brigar apenas por coisas bobas. - Meu pai disse. - Vocês já brigaram alguma vez na vida? Claro, tirando a época em que eram apenas amigos.

Depois da TraiçãoHistórias para pegar e não largar. Descubra agora